MAI prevê "ano complicado" a nível de incêndios e promete novidades sobre SIRESP "dentro de poucos dias"
O ministrou lembra que "por via da calamidade que tivemos no mês de janeiro e depois de fevereiro, há muito material lenhoso no terreno, é um combustível fácil, em que colocarão novos desafios do ponto de vista climático"
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O ministro da Administração Interna anteviu segunda-feira "um ano complicado" em matéria de incêndios florestais, garantido ainda que o Governo vai "dentro de poucos dias" avançar com uma comunicação "muito específica" em relação ao SIRESP.
O ministro da Administração Interna, Luís Neto, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião no âmbito do "Roteiro de Proximidade com os Bombeiros", em Portalegre, acrescentou que os danos provocados pelas intempéries que ocorreram no país no início do ano, também são um fator de risco acrescido este ano para a propagação dos incêndios.
"E este ano, como sabem, por via da calamidade que tivemos no mês de janeiro e depois de fevereiro, há muito material lenhoso no terreno, é um combustível fácil, em que colocarão novos desafios do ponto de vista climático, tudo aquilo que já é do nosso conhecimento e estamos a trabalhar no sentido de procurar minimizar esse risco acrescido", disse.
Em relação ao Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), Luís Neto revelou que o Governo, "dentro de poucos dias", vai efetuar uma comunicação "muito específica" relativamente a esta matéria.
"O que eu quero dizer é que nós estamos confiantes no sistema que dará resposta diferente do que sucedeu no passado, mas aguardarei esse momento próprio para falarmos só nesse tema", disse.
Para o ministro da Administração Interna, este é um tema "muito relevante" para a esfera da proteção civil e na área da segurança interna, possuir "comunicações confiáveis em que todos possam ter a elas acesso".
Desde o início de fevereiro que o Governo tem na sua posse o relatório do grupo de trabalho que teve como missão encontrar uma alternativa ao SIRESP.
Este grupo de trabalho foi criado após o SIRESP ter falhado no apagão de abril do ano passado. Na altura, o executivo considerava ser necessário um novo sistema "mais robusto, fiável, resiliente e interoperável" devido às "limitações estruturais e operacionais em cenários de elevada exigência operacional".
O 'Roteiro de Proximidade com os Bombeiros' é uma iniciativa que está a percorrer o país, com o objetivo, segundo o Governo, de "reforçar o diálogo" com as federações e os corpos de bombeiros.
Para Luís Neto, "em primeiro", para se governar, é preciso "reconhecer as dificuldades" que os bombeiros sentem no terreno e, "em segundo", estes encontros servem para dar também em nome do país e do Governo "uma nota de profundo agradecimento" a todos os bombeiros.
O governante disse ainda aos jornalistas que, na reunião que decorreu à porta fechada no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, ouviu ainda "preocupações na área da falta de elementos de comando, de recrutamento, de pagamentos".
"O Governo tem feito um esforço muito grande para recuperar o pagamento de dívidas antigas a estas associações e, por isso, a questão do financiamento está em cima da mesa", acrescentou.