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Maiores perigos da Leslie já passaram mas deixou 1.900 ocorrências e há zonas sem luz

A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Protecção Civil. Há ainda locais sem electricidade.

Lusa 14 de Outubro de 2018 às 09:56
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A Protecção Civil assegura que "os maiores perigos já passaram" em relação à passagem da tempestade Leslie por Portugal e que vai fazer uma avaliação com o IPMA, às 11:00, sobre a situação de alerta no país.

"Os maiores perigos já passaram", disse o comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), num ponto de situação aos jornalistas, às 09:00 na sua sede, em Carnaxide, Lisboa.

O comandante adiantou que a Protecção Civil está neste momento preocupada em encerrar cerca de 900 ocorrência ainda em aberto, das 1.890 registadas.

A tempestade Leslie que passou no sábado e madrugada de domingo por Portugal provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Protecção Civil.

Das 1.890 ocorrências registadas pela ANPC, 1.218 diziam respeito a quedas de árvores e 441 a quedas de estruturas, tendo o vento sido o fenómeno que causou maior número de ocorrências.


Fez ainda 61 desalojados, 57 dos quais no distrito de Coimbra, um em Leiria e três em Viseu.

De acordo com o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), todos os feridos apresentavam ferimentos ligeiros, ainda que tenham sido transportados a uma unidade de saúde parar receberem tratamento. A ANPC registou ainda três pessoas assistidas no local, que não necessitaram de ser levadas a unidades de saúde.

O responsável adiantou ainda que mais de 300.000 pessoas foram afectadas por cortes de energia, sendo o número de afectados mais reduzido neste momento, com o trabalho de reposição gradual realizado ao longo da noite.

A tempestade Leslie deixou cerca de 200 linhas de alta/média tensão fora de serviço e milhares de habitações sem energia elétrica, indicou a EDP Distribuição num balanço da situação.

Em comunicado, a empresa refere que na passagem por Portugal a tempestade "afectou fortemente" a rede de distribuição de electricidade no litoral e norte do país.

A EDP Distribuição, que activou o estado de alerta reforçando as equipas operacionais de prevenção às 18:00 de sábado, indica que "mais de 500 operacionais trabalharam durante a madrugada e continuam no terreno para reparação de avarias".

Apesar das "condições adversas", como "estradas cortadas, árvores caídas e o forte vento" que "dificultam a execução das operações", "parte da rede" já foi resposta, segundo o comunicado.

No entanto, a empresa adianta que, "face à dimensão dos danos verificados, crê-se que será um trabalho moroso, para os próximos dias" e que "serão adoptadas soluções temporárias com instalação de geradores de emergência nas situações mais críticas".

De acordo com a Protecção Civil, o distrito de Coimbra foi o mais afectado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu.

No terreno estiveram 6.373 operacionais e 2.002 meios terrestres. 



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