Economia Negócio dos lares para idosos já vale mais de 300 milhões em Portugal

Negócio dos lares para idosos já vale mais de 300 milhões em Portugal

O mercado das residências (lucrativas) para a terceira idade em Portugal, num total que atingia as 736 em março passado, gerou uma faturação de 315 milhões de euros no último exercício, mais 5% do que no ano anterior, revela um estudo da Informa D&B sobre o setor.
Negócio dos lares para idosos já vale mais de 300 milhões em Portugal
Bloomberg
Rui Neves 14 de junho de 2019 às 13:29

Em março passado operavam em Portugal cerca de 2.500 residências para a terceira idade, das quais 736 eram residências lucrativas e 1.740 pertenciam a entidades não lucrativas.

 

"Nos últimos exercícios percebe-se uma tendência crescente tanto do número de centros como da sua capacidade. Assim, entre março de 2014 e março de 2019 o número de residências lucrativas cresceu até cerca de uma centena, enquanto a sua capacidade se incrementou em cerca de 4.300 lugares", revela um estudo da Informa D&B sobre o setor.

 

Um aumento da procura de serviços assistenciais para a terceira idade que é determinado pela tendência de envelhecimento da população e pela "crescente incorporação da mulher no mercado de trabalho", enfatiza a mesma fonte.

 

De acordo com os números da Informa D&B, a faturação agregada das residências lucrativas atingiu os 315 milhões de euros no ano passado, o que traduz um crescimento de 5% face a 2017, ano em que o aumento das vendas cifrou-se em 7%.

 

No final de março, o total de residências ativas rondava os 98.100 lugares, com uma capacidade média de 40 lugares por centro, sendo que 78% do número total de lugares (76.308) correspondia a entidades gestoras de centros não lucrativos, situando-se a capacidade das residências lucrativas em cerca de 21.800 lugares.

 

O distrito de Lisboa é o que conta com uma maior oferta de centros lucrativos, com 221 residências e 6.615 lugares, à frente de Setúbal, Porto, Leiria e Santarém, que têm capacidades entre 1.800 e 2.500 lugares.

 

"A atomização empresarial caracteriza a estrutura da oferta no setor, sendo que os cinco primeiros operadores por volume de faturação total em 2017 reuniram nesse exercício uma quota de mercado conjunta de perto de 12%", nota a Informa D&B.




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