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Novo dono da ANA recebe aeroportos em crescimento

Governo anunciará esta quinta-feira quem fica com os oito aeroportos portugueses.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 26 de Dezembro de 2012 às 23:30
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O mercado europeu da aviação está a sofrer com a crise. Tudo indica que o tráfego aéreo vai fechar 2012 em queda e em 2013 não se antevêem melhorias de desempenho para as companhias aéreas da região, segundo as previsões da IATA. Menos negócio para as companhias aéreas, significa menos taxas a pagar aos aeroportos. No entanto, os aeroportos portugueses, no seu conjunto, mostram alguma resistência.

O novo accionista da ANA vai receber um conjunto de activos que, no seu todo, deverá registar um ligeiro crescimento, segundo as últimas estimativas.

O aeroporto de Lisboa é o principal foco de atenção do negócio da privatização da ANA. Não só é a infra-estrutura que gera mais dinheiro, mas é o "hub" que tem potenciado o tráfego com África e a América Latina. A Portela é a estrela do conjunto de infra-estruturas geridas pela ANA. Dos oito aeroportos nacionais detidos pela empresa aeroportuária, ainda controlada pelo Estado, é o que gera mais tráfego – e consequentemente mais receitas – e é o que continua a crescer apesar da conjuntura. Até Outubro, o Aeroporto de Lisboa cresceu 1,1%. No entanto, não foi suficiente para evitar a quebra geral nos aeroportos nacionais, que recuaram 1,1% nos primeiros dez meses do ano.

Em termos globais, a ANA estima que nos seus aeroportos seja registada uma taxa de crescimento de 0,8% em tráfego de passageiros, para uma estagnação ao nível dos movimentos de aeronaves e um incremento marginal de 0,8% no segmento de carga aérea, segundo o relatório e contas da ANA de 2011.

Em termos particulares, só a TAP, o maior cliente da ANA, prevê um crescimento anual de 5% ao ano, nos próximos cinco anos, tendo já atingido em Dezembro de 2012 os 10 milhões de passageiros. O que significará mais taxas a pagar à gestora de infra-estruturas.

O novo accionista da ANA também poderá capitalizar o investimento já realizado na expansão do aeroporto de Lisboa. Só em 2012 foram investidos cerca de 28,5 milhões de euros, de um total de 380 milhões previstos para o plano de expansão até 2013. E isso permitiu melhorar a área de restauração e de lojas, o que também significará mais receitas para o novo accionista. Assim, a infra-estrutura da capital ficará com uma capacidade de processamento de aeronaves de 36 para 40 movimentos/hora e de passageiros de 3.200 para 4.320/hora.

Noutro plano, com o encaixe previsível de até três mil milhões de euros, o Estado poderá assegurar uma "arma" importante para o equilíbrio das contas públicas.

 

Estado poderá encaixar até três mil milhões 

 

Chegaram a ser cinco concorrentes, mas apenas quatro apresentaram propostas vinculativas a 14 de Dezembro. A CCR que não passou à fase final, acabou por se unir à Zurich. Os franceses da Vinci são os melhor posicionados para ganharem a privatização da ANA, tendo em conta apenas o preço que estão dispostos a pagar.

 

O último Conselho de Ministros do ano, que decorre esta quinta-feira, irá definir quem será o novo dono dos aeroportos portugueses.

 

 

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