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O Cartão de Cidadão fez dez anos e o Governo fez-lhe uma festa

António Costa renovou o seu cartão e apresentou o protótipo de uma nova máquina distribuidora, onde os cidadãos poderão levantar o cartão sem necessidade de se dirigir ao serviço para o pedir. Festa fez-se na Casa da Moeda, onde são produzidos os cartões.

Miguel Baltazar/Negócios
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 07 de Dezembro de 2017 às 18:50
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Em dez anos foram produzidos 20.152.344 cartões, 1,5 milhões dos quais para entrega no próprio dia. Activos são, neste momento, 10.932.383 milhões. Destes, 204 pertencem a cidadãos com mais de 100 anos. Pouco mais de um milhão pertencem a crianças até aos dez anos.

 

O balanço vem do Ministério da Justiça, numa altura em que se assinalam os dez anos sobre o lançamento do Cartão de Cidadão. Esta quinta-feira, 7 de Dezembro, o Governo fez-lhe uma festa de aniversário onde, entre vários membros do Executivo, estiveram a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa e o primeiro-ministro.

 

O cartão de identificação que substituiu o antigo Bilhete de identidade foi simbolicamente lançado na cidade da Horta, no Faial, onde nasceu Manuel de Arriaga, o primeiro português a ter um Bilhete de Identidade tirado em 1914, quando era Presidente da República. Na altura do lançamento, há 10 anos, o primeiro cartão foi entregue ao cidadão mais velho da ilha do Pico e à melhor aluna do 12.º ano, também aí residente. Esta fez agora um depoimento, gravado a partir de Madrid, onde reside, sobre a forma como o cartão mudou a sua vida.

 

Foi esse, aliás, o enfoque que o Governo quis dar ao tema nesta festa de aniversário. O Cartão de Cidadão junta vários documentos num só e tem funcionalidade que facilitam a vida a quem o usa. Anabela Pedroso, secretária de Estado da Justiça, lembrou como, quando avançaram, apenas três países "se tinham aventurado" e como, frisou, este foi "um projecto que marcou a inovação a nível mundial".

 

Maria Manuel Leitão Marques passou em revista os tempos do lançamento do cartão e alguns episódios como "a difícil reunião com as forças de segurança" em que "houve alguém que achou que a impressão digital era importante ficar à vista para que se pudesse comparar com a do portador do cartão".

Muitas questões, de segurança, mas não só, se levantaram na altura, com o novo documento a provocar muitas desconfianças. "Hoje ninguém tem medo que o Cartão de Cidadão seja o Big Brother. Tenho a certeza de que a Autoridade Tributária não está com uma lupa a ver os meus movimentos e que ninguém está a aceder aos meus dados médicos e que, quando vou a uma consulta no hospital, não estão aí a aceder aos meus dados no registo civil", diria depois António Costa. 

 

Numa das naves industriais da Imprensa Nacional Casa da Moeda, onde são produzidos os cartões, o primeiro-ministro testou publicamente o "Cartão de Cidadão automático". Basicamente trata-se de uma máquina, ainda em protótipo, que deverá ser instalada em locais públicos abertos 24 horas por dia e onde um cidadão poderá revalidar o seu cartão, entregando o antigo e recebendo um novo.

 

Para já, no entanto, é apenas isso, um protótipo, apesar de, para as câmaras, Costa ter simulado a validação, por mais dez anos, do seu Cartão de Cidadão. "Esta máquina envelhece-nos em poucos segundos. Estou muito mais novo no cartão que entreguei e muito mais velho no que saiu da máquina", brincou o primeiro-ministro.

 

"Hoje já podemos ter grande parte das funcionalidade do Cartão de cidadão no nosso telemóvel. Daqui a dez anos, não imaginamos onde poderão estar", rematou António Costa.

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