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O "mais pequeno Estado" do Mundo está à venda

Sealand, o mais pequeno Estado do Mundo, uma antiga plataforma militar com uma superfície habitável de 550 metros quadrados, está à venda 40 anos depois da sua fundação pelo excêntrico Roy Bates que a adquiriu em 1967.

08 de Janeiro de 2007 às 10:01

Sealand, o mais pequeno Estado do Mundo, uma antiga plataforma militar com uma superfície habitável de 550 metros quadrados, está à venda 40 anos depois da sua fundação pelo excêntrico Roy Bates que a adquiriu em 1967.

O principado de Sealand, situado no mar do Norte, ao largo das costas inglesas, é de facto um Estado autoproclamado que não é reconhecido por nenhum outro , revelou hoje o "The Times".

O território ocupa uma antiga plataforma metálica, Roughs Tower, apoiada e m duas torres de betão ao largo de Harwich, Este de Inglaterra, que foi construí da em 1941 durante a segunda guerra mundial para abrigar uma bateria da DCA.

Esta plataforma, que apenas é acessível de helicóptero ou de barco, está à venda por 10 milhões de libras (15 milhões de euros) ou mais pelos seus proprietários, que elegeram como qualidades principais do seu produto a vista infinita  do mar, a garantia de uma tranquilidade total e a ausência de impostos.

"Possuímos a ilha há 40 anos, mas agora, o meu pai tem 85 anos, talvez ten ha chegado o tempo de um rejuvenescimento", afirmou o filho de Roy Bates, Michae l. "Somas astronómicas foram evocadas, mas vamos ver o que nos vão propor", acrescentou.

Apesar do seu estatuto jurídico ser contestado, Sealand elogia o seu passa do militar referindo que como qualquer outro país tem direito de defender a sua  soberania contra as ameaças do exterior.

Em 1967, Roy Bates, antigo major do exército britânico ocupou a plataforma com a sua família e declarou que situando-se em aguas internacionais podia ser  elevado a Estado e autoproclamou-se "príncipe" do território.

No ano seguinte a Royal Navy tentou, sem sucesso, expulsar o "Rei de Sealand" da plataforma e recebeu mesmo tiros de aviso a partir do autoproclamado principado.

Posteriormente, um juiz deu razão a Roy Bates contra o governo britânico,  considerando que Sealand se encontra para além do limite de três milhas das água s territoriais do Reino Unido.

Em 1974, o "Rei de Sealand" aprovou uma constituição à qual se seguiu uma  bandeira, um hino nacional, uma moeda oficial (o dólar de Sealand), e passaporte s, todos símbolos de soberania.

Quatro anos mais tarde, Sealand foi palco de um caso rocambolesco.

Empresários alemães e holandeses em reuniões de negócios na plataforma sequestraram o filho de Roy Bates mas foram rapidamente neutralizados e feitos prisioneiros de guerra antes de serem libertados.

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