Para os sindicatos o País quase parou, para o Governo esteve quase normal
Não há guerra de números, porque o Governo não alimentou. Os sindicatos falam de um claro protesto. Fica o registo da quarta greve que Passos Coelho enfrentou em dois anos de mandato.
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Greve geral "excepcional". Uma "grande" greve geral. Passos Coelhos não viu. O primeiro-ministro encontra-se em Bruxelas para a Cimeira Europeia que irá falar de emprego. Mas foi também de desemprego que se falou na greve geral. Arménio Carlos, secretário-geral da CTGP, fala numa adesão de 70% a 100% em várias empresas. O Metropolitano de Lisboa esteve totalmente parado. Carlos Silva, secretário-geral da UGT, preferiu apontar para um número que ultrapassou "claramente" os 50% dos trabalhadores activos, lembrando que este universo totaliza os 5,5 milhões de pessoas, estando um milhão no desemprego.