pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Parlamento aprova cessação imediata do diploma do Governo para as PPP

Os deputados aprovaram esta sexta-feira a cessação imediata de vigência do decreto-lei do governo que em dezembro passado alterou a lei das parcerias público-privadas. Votaram a favor todos os grupos parlamentares, à exceção do PS, que votou contra, e do CDS-PP, que se absteve.

Lusa
06 de Março de 2020 às 13:23

O diploma do Governo, de dezembro último, que alterou o código dos contratos públicos e a lei das parcerias público-privadas deverá cessar imediatamente a sua vigência, na sequência de um processo de apreciação parlamentar desencadeado pelo PSD e que subiu esta sexta-feira ao plenário do Parlamento.  

PSD, PEV, PCP, IL, PAN apresentaram projetos de resolução no sentido da cessação imediata de vigência e apenas o CDS-PP e o Bloco optaram por avançar com propostas de alteração ao diploma do Governo. Estas não foram sequer votadas, uma vez que os projetos de resolução foram aprovados, apenas com o voto contra do PS e a abstenção do CDS-PP.

Em cima da mesa estavam várias críticas e acusações de falta de transparência, exigências aligeiradas e retirada de poder de decisão e controle ao ministro das Finanças.

A defesa do diploma ficou a cabo do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. André Mós Caldas Assegurou que a passagem da competência do ministro das Finanças para o Conselho de Ministros  "significa um mais elevado nível de escrutínio" e que, além disso, não está nada afastado o titular da pasta das Finanças, até porque o lançamento de uma PPP resultará sempre de uma proposta sua. Por outro lado, sublinhou, a UTAO mantém o seu papel essencial em todo o processo.

Moz Caldas garantiu igualmente que os pressupostos materiais para a constituição de PPP se mantêm como estavam na lei inicial e que continua a exigir-se, nomeadamente, a quantificação dos encargos e a demonstração de benefícios que resultarão de cada PPP. O secretário de Estado ainda tentou apelar a que o diploma baixasse à especialidade, e que, aí, a discussão pudesse "contribuir para aperfeiçoar" a lei, estando o Governo "totalmente disponível para isso". "Há grupos parlamentares que estão contra qualquer coisa que não está no diploma, mas não resultou deste debate nenhum grupo parlamentar que seja contra a totalidade do diploma", disse André Moz Caldas.

Do PS vieram críticas ao PSD, que foi o autor do pedido de apreciação parlamentar, e que apresentou "críticas, mas não soluções". É "incompreensível", afirmou o deputado socialista Carlos Pereira.

Afonso Oliveira, vice-presidente da bancada parlamentar, respondeu: "Nós reconhecemos apenas um mérito neste diploma, a existência de uma norma interpretativa relativa às regiões autónomas. Deve ser melhorada e o que vamos fazer é avançar com uma proposta de lei que contemplará esta norma interpretativa. Este decreto-lei não tem razão de ser, é demasiado mau, é melhor ficar a lei como está".

Esta mesma questão foi também colocada por Cecília Meireles, do CDS-PP, partido que se absteve na votação sobre a cessação de efeitos do decreto-lei do Governo. A deputada citou, em concreto, o caso do projeto para o Matadouro do Porto, parado no Tribunal de Contas porque este considera que se trata de uma PPP disfarçada e que não cumpre todos os pressupostos necessários. Com esta norma interpretativa, contida no decreto-lei agora alvo de apreciação, as PPP autárquicas e regionais ficam fora do alcance do diploma. O secretário de Estado explicou, aliás, que esta medida, em concreto, foi uma clarificação, uma vez que havia dúvidas, levantadas precisamente pelo Tribunal de Contas, mas que desde o início que o espírito do legislador era que autarquias e regiões não fossem abrangidas – não foram, aliás, ouvidos os seus representantes na altura em que foi aprovada a lei original, em 2012.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.