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Ao minutoAtualizado há 16 min12h34

Taxa Euribor sobe nos prazos a três e seis meses

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

Taxa Euribor sobe nos prazos a três e seis meses
Taxa Euribor sobe nos prazos a três e seis meses Viola Lopes/AP
12:34
11h31

Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses

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A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três e a seis meses e desceu a 12 meses face a sexta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que subiu para 2,020%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,130%) e 12 meses (2,249%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,130%, mais 0,014 pontos que na sexta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu para 2,020%, mais 0,001 pontos do que na sexta-feira.

Em sentido inverso, no prazo a 12 meses, a taxa Euribor recuou de 2,251% para 2,249%.

A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses. A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.

Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

10h56

Zona Euro com tendência mista: 'Bunds' alemãs aliviam; juros em Espanha e França sobem

Os juros das dívidas soberanas entre os principais membros da Zona Euro seguiam numa tendência mista na manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro, entre os receios de um aumento das interferências junto da reserva federal norte-americana, mas animadas com a melhoria na confiança dos investidores do bloco.

Pelas 10:30 horas, os juros a dez anos das obrigações francesas e espanholas seguiam no vermelho, a agravarem-se em 0,4 pontos-base, para 3,525% e 3,249%, respetivamente. Os juros da Grécia também aumentaram 0,3 pontos base, para 3,349%. Em Portugal, a tendência também era de agravamento, mas em apenas 0,1 pontos-base para 3,079%.

Pela positiva, destaque para as 'bunds' alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, e para as obrigações italianas, ambas a aliviar 0,2 pontos-base, para 2,859% e 3,491%, respetivamente. 

Fora da Zona Euro, os juros das 'gilts' britânicas a dez anos estavam no vermelho, agravando-se em 0,9 pontos-base para 4,382%.

A marcar a manhã e a análise dos investidores estão dois acontecimentos contraditórios. Por um lado, os receios associados à independência da Reserva Federal norte-americana (Fed),  que pode levar a uma investigação criminal e, em última análise, à destituição do líder daquela autoridade monetária, Jerome Powell. 

Por outro, a confiança dos investidores da Zona Euro subiu mais do que o esperado no início do ano, com o indicador Sentix, uma empresa alemã de estudos de mercado, a atingir o valor mais elevado desde julho passado. 

10h45

Receios com independência da Fed deixa Europa sem rumo

bolsas mercados Europa DAX

As bolsas europeias estão a negociar sem tendência definida, com as praças do bloco divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que o foco dos investidores passa dos conflitos geopolíticos ao braço de ferro entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell. 

Powell disse este fim-de-semana ter recebido uma intimação por, na sua perspetiva, não cortar as taxas de juro. A ação judicial norte-americana pode levar a um processo de destituição de Powell, que termina o mandato em maio deste ano, e coloca ainda em risco a independência do banco central face ao Governo. Os analistas dizem que, como Trump não pode intervir diretamente na política monetária, exerce pressão desta forma. 

Neste contexto, o Stoxx 600 perde 0,17% para 608,62 pontos, afastando-se do recorde atingido na última sessão, pressionado sobretudo pelo setor da energia, das viagens e do automóvel, que caem cerca de 1%. 

É um passo atrás no arranque otimista de ano que o "benchmark" estava a registar, à boleia das mineiras e tecnológicas. Os investidores estão ainda de olho nos desenvolvimentos da geopolítica mundial, com os EUA a continuarem as ameaças de intervenção no Irão. 

"O início do ano tem sido estelar até agora, então esta é uma boa oportunidade para os investidores realizarem alguns lucros", disse Andrea Tueni, do Saxo Banque France, à Bloomberg.

Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 recua quase 1%, o francês CAC-40 cede 0,25%, o britânico FTSE 100 avança 0,06%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,42% e o alemão Dax valoriza 0,1%. O neerlandês AEX cede 0,14%. 

Entre as ações individuais, a Abivax dispara 22%, numa altura em que se fala de uma possível aquisição da empresa francesa de biotecnologia.

As ações do Barclays tombam 3,2%, depois de o presidente Donald Trump ter dito que as empresas gestoras de cartões de crédito estariam a "violar a lei" se não limitassem as taxas de juros a 10% por ano, como apelou Trump.

As ações da Heineken caíram 4,54%. O diretor executivo, Dolf van den Brink, deve deixar o cargo meses depois de a empresa ter alertado sobre a queda nos lucros devido à redução nas vendas de cerveja.

O mercado espera pelos novos catalisadores desta semana: os dados da inflação nos EUA e o arranque da "earnings season" nos EUA. 



10h26

Juros da dívida dos EUA sobem ligeiramente após intimição contra Powell

Jerome Powell em Jackson Hole

A 'yield' das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) a 10 anos subiu nesta segunda-feira, 12 de janeiro, na abertura da negociação em Londres, depois de o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, 

"Na sexta-feira, o Departamento de Justiça notificou a Reserva Federal com intimações de um grande júri, ameaçando uma acusação criminal relacionada com o meu depoimento perante a Comissão Bancária do Senado, em junho passado. Esse depoimento dizia respeito, em parte, a um projeto plurianual de renovação de edifícios históricos dos escritórios da Reserva Federal", anunciou Powell. 

Pelas 09:40 horas, os juros a 10 anos subiam 3,2 pontos-base para 4,197%, com os mercados a penalizarem a decisão, receando que uma política monetária menos exigente possa desencadear novas pressões inflacionistas.

Em causa está a possível abertura de uma investigação criminal a Jerome Powell, decidida pela procuradoria do Distrito de Columbia (liderada por Jeanine Pirro, uma magistrada nomeada por Donald Trump). Em causa estão as declarações prestadas por Powell ao Congresso dos EUA e a possibilidade de ter mentido sobre as obras de renovação da sede da Fed.

Recorde-se que Trump acusou a Fed de exceder o orçamento para a renovação da sede, em Washington, sugerindo que poderia haver fraude e citando um custo total de 3,1 mil milhões de dólares (2,66 mil milhões de euros), em comparação com os 2,7 mil milhões de dólares (2,31 mil milhões de euros) inicialmente projetados, um valor que Jerome Powell nega e que vê como mais uma pressão para que a instituição corte juros (como o presidente norte-americano pretende).

"Esta ameaça não tem a ver com o meu testemunho. Isto é um pretexto. A ameaça de processo é uma consequência do compromisso da Fed em definir as taxas de juro no melhor interesse do público, em vez de ir ao encontro das preferências do Presidente", afirmou Powell .

09h54

Dólar recua com novo ataque à independência da Fed

dólar

A Reserva Federal (Fed) recebeu uma . A ação judicial em causa está relacionada com a renovação da sede do banco central americano, mas Jerome Powell fez uma análise pública diferente.

"Esta ameaça não tem a ver com o meu testemunho. Isto é um pretexto. A ameaça de processo é uma consequência do compromisso da Fed em definir as taxas de juro no melhor interesse do público, em vez de ir ao encontro das preferências do Presidente", afirmou Powell num vídeo publicado no portal da Fed.

Esta ação judicial, que está a ser vista como um novo ataque à independência da Fed, está a ter um impacto direto na negociação do dólar. O índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, recua 0,41% para os 98.7239 pontos.

Já nesta segunda-feira, Luis de Guindos, vice-presidente do Banco Central Europeu, considerou que recentemente o dólar não tem mostrado um comportamento típico de um ativo-refúgio, o que traz pressão acrescida sobre a negociação cambial da divisa americana.

A esta hora, o euro segue a valorizar 0,49% para 1,1693 dólares e a libra também segue a avançar 0,43% para 1,3463 dólares. O dólar também recua 0,65% para 0,7960 francos suíços. O dólar cede ainda 0,06% face à divisa japonesa, para 157,79 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,07% para 0,8686 libras e avança 0,41% para 184,50 ienes.

09h25

Petróleo com quedas ligeiras com o Irão na mira de Trump

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo arrancam a semana com uma queda muito ligeira, numa altura em que o mercado continua a seguir os desenvolvimentos na Venezuela e no Irão. 

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – desce 0,64%, para os 58,91 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,3% para os 63,15 dólares por barril. Com a escala de conflitos geopolíticos, os dois índices subiram 3% na semana passada. 

Os protestos no Irão entram na terceira semana, e  O Irão afirmou, no entanto, que

O aumento do conflito levou à subida do prémio de risco nos preços do petróleo, mas o mercado parece ainda estar a subestimar a ideia de um conflito mais alargado entre os EUA e o Irão, que poderia impactar as exportações de petróleo no Estreito de Ormuz. O Irão é o quarto maior produtor de crude no mundo e exporta cerca de dois milhões de barris todos os dias.

Até que os protestos "interrompam efetivamente as exportações ou o transporte marítimo, o mercado irá, na sua maioria, ignorá-los", afirmou Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital, acrescentando que "a fasquia para um aumento da volatilidade é baixa", citado pela Bloomberg.

Na Venezuela, espera-se que o país retome as exportações em breve, já que Trump afirmou na semana passada que Caracas deverá entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA e as empresas do setor já se mobilizam para encontrar navios que transportem a matéria-prima.

Na sexta-feira, Trump convocou os líderes das gigantes petrolíferas, incluindo a Chevron e a Exxon, para uma cimeira na Casa Branca para discutir o conflito. Lá, o Presidente prometeu 100 mil milhões de dólares para reconstruir o setor petrolífero venezuelano, membro da OPEP. No entanto, Trump disse estar inclinado a retirar a Exxon da operação, depois do CEO ter dito que a Venezuela é um país "inviável para investimentos". 

No sábado, Trump assinou uma ordem executiva para proteger as receitas petrolíferas do país sul-americano mantidas nos cofres norte-americanos



09h09

Ouro e prata batem recordes com novo ataque à Fed e tensão no Irão

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O dia está de feição para os ativos-refúgio, como os metais preciosos. E é por isso que tanto o ouro como a prata bateram novos recordes na negociação desta segunda-feira.

O dia está a ser marcado por um . Foi o próprio líder da Fed, Jerome Powell, quem anunciou que o banco central enfrenta uma ação judicial, relacionada com o processo de renovação da sede da Fed, mas que associa ao facto de a política monetária seguida não ser tão agressiva no corte de taxas de juro tanto quanto era ambicionado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

"A ameaça de processo é uma consequência do compromisso da Fed em definir as taxas de juro no melhor interesse do público, em vez de ir ao encontro das preferências do Presidente", afirmou Powell num vídeo publicado no portal da Fed. Como consequência, o dólar está a perder força, o que traz melhores condições para que investidores fora dos EUA possam apostar nos metais preciosos.

Num contexto em que a independência do banco central norte-americano é novamente colocado em causa, o ouro valorizava às 08:54 horas 1,91% para os 4.595,82 dólares por onça, enquanto a prata saltava 5,47% para os 84,22 dólares por onça. O metal amarelo chegou mesmo a tocar nos 4.600,33 dólares na sessão, um novo recorde, enquanto o metal "branco" tocou nos 84,60 dólares por onça.

"É uma lembrança do elevado número de incertezas que os mercados estão a gerir – a geopolítica, o debate sobre o crescimento [económico] e as taxas de juro", comentou Charu Chanana, analista da Saxo Markets.

A situação vivida no Irão, com protestos populares que ameaçam a continuidade da atual liderança no país, assim como a possibilidade de os EUA fazerem uma intervenção militar em território iraniano, estão também a contribuir para os receios dos investidores e a impulsionar a procura por metais preciosos.

07h53

Tecnológicas e dólar mais fraco dão força à Ásia em dia de feriado no Japão

Bolsas Ásia

As bolsas asiáticas terminaram a sessão em terreno positivo, num dia em que as praças japonesas estiveram fechadas por conta do feriado da "Dia da Maioridade". O impulso surgiu sobretudo das ações de tecnologia do bloco e do dólar norte-americano mais fraco, que ajudaram a compensar as preocupações que têm vindo a crescer com o aumento das tensões geopolíticas.

O índice MSCI Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, subiu 0,68% para 748,67 pontos. Na China, o Shangai Composite avançou 1,1% para 4.165,29 pontos, enquanto em Honk Kong o Hang Seng ganhou 1,25% para 26.559,7 pontos. Em Taiwan, o Taeix somou 0,92% para 30.567,29 pontos e o sul-coreano Kospi saltou 0,84% para 6.624,79 pontos. A praça da Coreia do Sul sobe há sete sessões consecutivas, tendo hoje tocado num novo recorde, já que o mercado sul-coreano é significativamente focado em tecnologia. Está agora a menos de 10% dos 7.000 pontos.

“A recuperação contínua das ações asiáticas continua concentrada em temas que tiveram um desempenho superior em 2025, nomeadamente a inteligência artificial e a defesa”, disse Gary Tan, gestor de carteiras da Allspring Global Investments, à Bloomberg.

Entre os principais movimentos do mercado asiático, a Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) estendeu os ganhos da semana passada e valorizou 0,6%,

Além desta, o Alibaba Group e a Tencent foram as empresas que mais impulsionaram os índices asiáticos, com ganhos de cerca de 5% e 2%, respetivamente. As ações das maiores empresas que gerem plataformas de entrega de comida chinesas subiram, depois de ter sido divulgada uma investigação sobre as práticas de concorrência no setor, que deverá ajudar a pôr fim a uma guerra de preços que tem prejudicado as margens dos negócios. 

A líder do setor, a Meituan, chegou a escalar 8%, tendo acabado a sessão com ganhos de 6,5%. A Alibaba, a maior concorrente da Meituan, subiu até 5,4% em Hong Kong, enquanto a JD.com Inc. valorizou quase 2%.

As ações das empresas de baterias chinesas caíram esta segunda-feira após a decisão do país de reduzir os descontos do IVA para as exportações de baterias. A CATL recuou mais de 2%. 

A atenção dos investidores esta segunda-feira deverá seguir para o . Jerome Powell, presidente da Fed, disse que a Casa Branca o ameaçou com uma ação criminal, estando em causa o depoimento que prestou ao Congresso no verão passado, sobre o projeto da renovação da sede da Fed, que Powell chamou de "pretexto" para pressionar o banco central a cortar as taxas de juros. O confronto alimenta as preocupações sobre a independência do banco central, que deverá conhecer o sucessor de Powell no início deste ano. 

O mercado europeu deverá reagir a este braço de ferro, com os futuros do Euro Stoxx 50 a recuarem ligeiramente.


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