Economia Passos Coelho: "Este programa está muito para além do memorando de entendimento" com a troika

Passos Coelho: "Este programa está muito para além do memorando de entendimento" com a troika

O líder do PSD sabe que o programa do seu partido não vai agradar todos, mas é a “visão de futuro do PSD para Portugal”.
Marlene Carriço 08 de maio de 2011 às 17:16
“Se o principal partido de hoje [PS] não se importou de apresentar um programa que hoje já está desactualizado o nosso programa está para além daquilo que foi negociado”, disse hoje Pedro Passos Coelho na apresentação do programa eleitoral do PSD.

E deu vários exemplos de pontos em que o programa do partido social-democrata vai mais além. O memorando de entendimento, disse, “não pressupõe a paragem do TGV entre Lisboa e Madrid, mas defendemo-lo nós”; “o programa de privatizações está acordado e detalhado pela troika não inclui alguns sectores que o PSD considera também essenciais, não deixaremos de fora os órgãos de comunicação social do Estado”.

E a dureza das propostas não se fica por aqui, “vai mais longe em muitos aspectos”, garantiu Passos Coelho, nomeadamente “nas políticas sociais, na justiça, na segurança social”. E porquê? “Porque nós temos uma filosofia e uma visão do nosso país que está para além da dimensão financeira e económica do memorando”.

“O programa que hoje aqui apresento tem portanto a nossa visão de futuro para Portugal”, reiterou o líder dos social-democratas, enumerando os objectivos mais relevantes do programa hoje apresentado: necessidade de termos um país solvente e prestigiado; um sistema político próximo dos cidadãos [e aqui anunciou que uma das propostas passa por reduzir o número de assessores; adjuntos; estruturas de apoio ao Governo, bem como o número de deputados para 181]; uma sociedade mais confiante; investimento numa lógica nacional e não pública [abrindo portas aos privados na saúde; educação]; uma maior coesão territorial; incentivo ao empreendedorismo; e uma grande aposta na reforma da Justiça.

“Muitos não gostarão do que aqui está mas muito mais, estou convencido, verão nas propostas a derradeira oportunidade de escapar deste ciclo vicioso de empobrecimento e endividamento”, reiterou Passos Coelho, acrescentando que “haverá sempre visões mais conservadoras que a nossa, visões que julgam que agora como temos um memorando estamos todos condenados a fazer a mesma coisa. Pois bem. Nós não somos todos iguais”, concluiu.




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