Paulo Portas quer rectificação clara do presidente do Parlamento Europeu
O ministro português dos Negócios Estrangeiros diz que o presidente do Parlamento Europeu "devia rectificar com clareza o contexto das suas palavras" tal como já o fez junto do representante português na União Europeia .
Nesse contexto, Paulo Portas defende, nessa mesma reacção oficial, que o presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, “tal como já fez junto do representante português na União Europeia, o Presidente do Parlamento Europeu devia retificar com clareza o contexto das suas palavras.”
O porta-voz do presidente do Parlamento Europeu já clarificou a notícia, que dizia que o futuro de Portugal era o “declínio”. Em causa não está Portugal, diz Armin Machmer à Rádio Renascença, mas sim toda a Europa.
De acordo com a notícia hoje divulgada pelo Público, o presidente do Parlamento Europeu disse, num debate a 1 de Fevereiro: "Há umas semanas estive a ler um artigo no 'Neue Zürcher Zeitung' que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”.
O porta-voz de Martin Schulz, Armin Machmer, diz que as notícias não passam de “uma distorção” das palavras do presidente do Parlamento Europeu que, no discurso em causa, estava a “referir-se à Europa e não a Portugal”.