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Poupança de 500 mil milhões das famílias pode ajudar recuperação da economia europeia

As famílias na zona euro aumentaram a poupança quando as empresas fecharam no segundo trimestre do ano passado. Agora, numa segunda onda de confinamentos, acumulam cerca de 500 mil milhões de euros em fundos.

Bloomberg 09 de Janeiro de 2021 às 14:00
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Com as recentes restrições relacionadas com o coronavírus na Europa, os cidadãos enfrentam obstáculos para gastar, o que aumenta ainda mais o nível de poupança já elevado e que pode impulsionar a recuperação assim que as vacinas controlarem a pandemia.

As famílias na zona euro aumentaram a poupança quando as empresas fecharam no segundo trimestre do ano passado. Agora, numa segunda onda de confinamentos, acumulam cerca de 500 mil milhões de euros em fundos que, de outra forma, teriam sido gastos em restaurantes, compras e viagens, de acordo com os cálculos da Allianz.

O que acontecerá nos próximos meses depende do nível de desemprego e se o trauma da pandemia dará lugar ao otimismo. Embora o aumento das economias esteja distribuído de forma desigual, economistas apontam para evidências de que consumidores voltarão a gastar se tiverem oportunidade, como fizeram no verão europeu.

O nível de poupança "deve começar a cair a partir do segundo trimestre de 2021", disse Florian Hense, economista da Berenberg. A experiência do ano passado mostrou que, como o "choque foi autoinfligido devido a restrições que fomos capazes de afrouxar, havia essa procura reprimida que não existia na crise financeira".

 

O economista-chefe da Allianz, Ludovic Subran, estima que o uso de economias reprimidas poderia adicionar 1 ponto percentual ao crescimento do PIB em 2021, no pressuposto de 25% dessa poupança ser gasta.

 

Economistas consultados pela Bloomberg atualmente projetam que a economia da zona euro vai expandir-se 4,6% neste ano, após a queda histórica de 7,4% em 2020. A Bloomberg Economics prevê uma taxa de crescimento de 4,8%.

 

Pico de poupança

Na França, a taxa de poupança - a parcela do rendimento disponível das famílias que não é gasta - caiu para perto dos níveis anteriores à crise com a reabertura de lojas e restaurantes no verão. Isso ajudou a segunda maior economia do bloco a crescer quase 19% nos três meses até setembro, acima da média da zona euro.

Após um segundo pico no nível de poupança, o consumo deve ganhar força com a melhoria da situação de saúde, disse o Banco da França a 14 de dezembro.

O Banco Central Europeu disse em setembro que a maioria dos consumidores poupou de má vontade, e menos ainda por precaução. A instituição disse nas suas projeções mais recentes de 10 de dezembro que o consumo deve recuperar neste ano e ultrapassar o nível pré-crise em meados de 2022.

Por enquanto, o ressurgimento da pandemia, o fecho de restaurantes e bares e restrições de viagens devem engordar os saldos bancários.

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