Europa toca em novos máximos. Perdas da Nike pressionam retalho desportivo
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Europa toca em novos máximos. Perdas da Nike pressionam retalho desportivo
As principais praças europeias fecharam a última semana completa de negociação do ano em máximos históricos, com o Stoxx 600 - "benchmark" do Velho Continente - a tocar em valores recorde, impulsionado por um maior otimismo em torno do futuro da política monetária nos EUA e uma economia resiliente.
O Stoxx 600 encerrou a sessão a valorizar 0,37% para 587,60 pontos, tendo tocado num novo máximo de 588,20 pontos durante a negociação. Os setores energético e das "utilities" (água, luz e gás) foram os que registaram o melhor desempenho, com os ganhos a serem limitados pelas ações ligadas ao retalho - nomeadamente, as empresas dedicadas ao fabrico e venda de roupa desportiva, pressionadas pelas contas da Nike.
A empresa norte-americana reportou, na quinta-feira, já depois do fecho do mercado, lucros de 1.519 milhões de dólares (aproximadamente 1.295 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal de 2026, menos 31% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os resultados demonstram vendas mais fracas na China, o que deixou os investidores apreensivos em relação à vitalidade do setor. A esta hora, a Nike afunda mais 10% nos EUA, com as perdas a alastrarem-se para a Europa: a Adidas perdeu mais de 1% e a Puma mergulhou quase 4%.
O Stoxx 600 encaminha-se para o sexto mês consecutivo de ganhos, impulsionado nas últimas sessões por um grande desaceleramento da inflação em território norte-americano e por uma revisão em alta das perspetivas de crescimento económico por parte do Banco Central Europeu (BCE). O supervisor espera que a economia cresça 1,4% (mais 0,2 pontos) este ano.
"Tenho sido um otimista em relação ao mercado acionista [europeu] desde maio e continuo. Os fundamentos para novas valorizações continuam sólidos, com um crescimento robusto dos lucros, uma economia resiliente, um cenário monetário cada vez mais flexível e um tom mais calmo a continuar a prevalecer na frente comercial", explica Michael Brown, estratega da Pepperstone, à Bloomberg.
Entre as restantes principais movimentações de mercado, a WH Smith caiu mais de 7% para 6,37 libras, depois de a retalhista, em dificuldades, ter decidido reduzir o seu dividendo anual pela primeira vez desde a pandemia.
Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX somou 0,37%, o espanhol IBEX 35 acelerou 0,22%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,66%, o francês CAC-40 avançou apenas 0,01%, enquanto o britânico FTSE 100 subiu 0,61% e o neerlandês AEX ganhou 0,48%.
Juros da dívida soberana agravam-se
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram agravamentos significativos, num dia marcado pela procura de ativos de risco e venda de obrigações, também depois de as bolsas europeias terem terminado a última sessão da semana em máximos históricos.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência para a região, subiram 4,6 pontos base para 2,894%, enquanto as obrigações francesas aumentaram 5,5 pontos para 3,610%. Já por Itália, os juros da dívida soberana saltaram 4,6 pontos para 3,583%.
Pela Península Ibérica, os juros das dívidas portuguesa com a mesma maturidade saltaram 4,7 pontos-base para uma taxa de 3,179%, enquanto no país vizinho a subida foi de 4,6 pontos-base 3,323%.
Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos seguiram a tendência global, ao agravarem-se em 4,4 pontos base para 4,523%.
Prata atinge novo máximo histórico. Ouro e cobre em alta
A prata atingiu um novo máximo histórico esta sexta-feira, num dia em que o ouro negoceia em alta e prepara-se para fechar a semana com um saldo positivo. Os metais estão a ser, em parte, impulsionados por uma inflação em desaceleramento nos EUA, que abre portas a uma política monetária mais flexível por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
A esta hora, a prata acelera 1,96% para 66,75 dólares, depois de ter chegado a atingir um novo recorde nos 67,23 dólares. Já o ouro ganha 0,15% para 4.339,32 dólares por onça, encaminhando-se para um saldo positivo de quase 1%. Só este ano, a prata já valorizou mais de 128%, impulsionada por uma maior procura industrial, conseguindo mesmo suplantar os avanços de 65% do ouro.
Os ganhos do metal amarelo, esta sexta-feira, estão, no entanto, a ser limitados "por um reposicionamento de final de ano e tranquilidade nos mercados antes da época festiva", explica Zain Vawda, analista da OANDA, à Reuters. Para 2026, o Goldman Sachs continua a antecipar uma tendência altista para o ouro, embora numa magnitude bastante inferior, antecipando que a matéria-prima valorize 14% no acumulado do ano.
Também o cobre está a negociar bastante próximo de máximos históricos, estando apenas a 25 dólares de um novo recorde, depois de o banco norte-americano ter revisto em alta as previsões para o metal devido a limitações no seu abastecimento. A matéria-prima acelera 0,5% para 11.837 dólares por tonelada, tendo chegado a atingir os 11.928 dólares na sessão - muito próximo dos valores máximos de 11.952 dólares que atingiu na semana passada.
Petróleo avança mas não escapa de saldo semanal negativo
O barril de petróleo está a valorizar no mercado internacional, apesar de se encaminhar-se para fechar a segunda semana consecutiva de perdas, numa altura em que as previsões de um excedente na oferta para o próximo ano e as perspetivas de um acordo para a paz na Ucrânia estão a limitar os ganhos causados pelas disrupções no abastecimento de crude venezuelano.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,62% para os 56,50 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,48% para os 60,11 dólares por barril. Os dois contratos devem fechar a semana com quedas superiores a 1%.
"Há petróleo suficiente para mitigar qualquer disrupção", atira Ole Hansen, diretor de "commodities" do Saxo Banks, à Reuters. O aumento da produção por parte dos países da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos EUA - que atingiu recentemente níveis recorde - estão a inundar o mercado, numa altura em que a procura continua a mostrar sinais de debilidade.
Daí, as tensões geopolíticas entre Washington e Caracas não estarem a ter um impacto significativo nos preços. Donald Trump, Presidente dos EUA, anunciou que pretende bloquear a entrada e saída de petroleiros venezuelanos que estejam sancionados do país, embora ainda não existam detalhes de como pretenderá fazer isso. A Venezuela é responsável pela produção de 1% do crude mundial.
Recuperação da tecnologia segura Wall Street em alta. Nike contraria
Wall Street abriu em alta a sessão desta sexta-feira, com as ações das tecnológicas a prolongarem a recuperação vinda da sessão anterior.
O índice de referência S&P 500 avança 0,33% para 6.795,42 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,2% para 48.051,77 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite soma 0,51% para 23.111,63 pontos.
A contrariar a tendência está a Nike, que afunda 9,31% para 59,52 dólares por ação, após as contas do trimestre terem demonstrado vendas mais fracas na China.
A Nike reportou na quinta-feira já após o fecho do mercado lucros de 1.519 milhões de dólares (aproximadamente 1.295 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal de 2026, menos 31% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Euribor desce pela 6.ª sessão consecutiva a 3 e a 6 meses e sobe a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje pela sexta sessão consecutiva a três e a seis meses e subiu a 12 meses em relação a quinta-feira, dia em que o BCE manteve de novo as taxas diretoras inalteradas.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,002%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,126%) e a 12 meses (2,266%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,126%, menos 0,008 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,266%, mais 0,002 pontos do que na quinta-feira.
Já a Euribor a três meses cedeu hoje, para 2,002%, menos 0,033 pontos do que na quinta-feira.
Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Europa negoceia com maioria dos índices no verde. Stoxx 600 aproxima-se de recorde
Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em praticamente toda a linha na última sessão da semana, depois de o “benchmark” do Velho Continente ter ontem atingido um novo recorde acima dos 886 pontos.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – sobe 0,08%, para os 585,84 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,22%, o espanhol IBEX 35 cede 0,04%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,33%, o francês CAC-40 avança 0,08%, o britânico FTSE 100 sobe 0,01%, depois de ontem ter atingido um novo recorde, e o neerlandês AEX recua 0,07%.
O sentimento dos investidores foi impulsionado depois de se ter registado um arrefecimento da inflação nos EUA, ao mesmo tempo que a previsão de um crescimento económico mais forte pelo Banco Central Europeu (BCE) também oferece algum otimismo aos “traders”.
O Stoxx 600 está agora perto de registar o seu sexto ganho mensal consecutivo, à medida que o índice de referência oscila perto de máximos.
“Sou otimista em relação às ações desde maio e continuo a sê-lo agora — os fundamentos para uma nova subida continuam sólidos, com um crescimento robusto dos lucros, uma economia resiliente, um contexto monetário cada vez mais flexível e um tom mais calmo a continuar a prevalecer na frente comercial”, disse à Bloomberg Michael Brown, da Pepperstone.
Entre os setores, as seguradoras (+0,46%) e o automóvel (+0,42%) lideram os ganhos, enquanto os bens domésticos (-0,40%) e o imobiliário (-0,36%) registam as maiores perdas.
Quanto aos movimentos do mercado, fabricantes de roupa desportiva, incluindo a Adidas (-0,12%) e a Puma (-0,56%), seguem pressionadas pelas contas da gigante norte-americana Nike, depois de a empresa ter alertado que as suas vendas deverão cair neste trimestre. Entre outras cotadas, a WH Smith perde mais de 3%, após a retalhista ter anunciado que iria reduzir o valor do seu dividendo anual pela primeira vez desde a pandemia.
Juros das dívidas europeias agravam-se
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se esta sexta-feira. O movimento acontece um dia depois de o Banco Central Europeu ter decidido manter as taxas de juro e apesar da revisão em alta das perspetivas para o crescimento.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a avançar 2,4 pontos-base para uma taxa de 2,823%.
Já em França, a subida dos juros é de 2,4 pontos-base para 2,871%. Em Itália a subida é de 1,4 pontos base, para 3,551% de rendibilidade. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem 1,9 pontos-base para 3,296%.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 1,8 pontos para 3,150%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,503%, uma subida de 2,4 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a agravar 1,4 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,135%.
Iene recua com perspetivas de política monetária incertas
O iene segue a perder terreno depois de o Banco do Japão (BoJ) ter anunciado um aumento nas taxas de juros já antecipado pelos mercados, enquanto o governador do banco central do país deu poucas dicas sobre as perspetivas futuras para a política monetária, deixando em aberto a possibilidade de novos aumentos nas taxas de referência.
A esta hora, o dólar sobe 0,83%, para os 156,840 ienes.
Já pelos EUA, dados mostraram um arrefecimento da inflação, ainda que os investidores se mostrem algo reticentes em relação aos números divulgados, já que a recolha dos dados foi interrompida pela paralisação do Governo Federal dos EUA durante o mês de outubro, fator que inverteu a tendência de desvalorização da “nota verde”.
O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,22%, para os 98,642 pontos.
A libra, por sua vez, segue a negociar com ligeiras desvalorizações, depois de o Banco de Inglaterra ter ontem cortado as taxas de juro. A libra cede 0,03%, para os 1,338 dólares.
Por cá, e depois de o Banco Central Europeu ter mantido os juros diretores inalterados, a moeda única desvaloriza 0,08%, para os 1,171 dólares.
Ouro cede com dados da inflação nos EUA. Prata caminha para valorização de 6% na semana
Os preços do ouro estão a perder terreno nesta sexta-feira, pressionados por uma inflação abaixo do esperado nos EUA e por um dólar mais forte.
O metal amarelo perde 0,22%, para os 4.323,140 dólares por onça.
O dólar manteve-se estável perto de máximos de uma semana, o que torna os metais preciosos cotados em dólares mais caros para os detentores de outras divisas.
“Os dados mais suaves sobre a inflação [...] ajudam a justificar uma trajetória ‘dovish’ da Fed, mas também significa que [os metais preciosos] perdem parte do seu apelo como proteção contra a inflação”, disse à Reuters Tim Waterer, da KCM Trade.
Nesta linha, os futuros das taxas dos fundos federais mostraram um ligeiro aumento na probabilidade de a Fed vir a reduzir as taxas diretoras na sua reunião de janeiro, após a divulgação dos dados da inflação.
Já a prata sobe 0,46%, para os 65,778 dólares por onça. O metal precioso está a caminho de fechar a semana com uma valorização de cerca de 6%, após ter atingido sucessivos máximos históricos. A prata já valorizou 128% no acumulado do ano, superando a subida ouro, que regista, até agora, uma valorização de 65% desde janeiro.
Petróleo desvaloriza e caminha para segunda semana seguida de perdas
Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta manhã e caminham para uma segunda semana consecutiva de desvalorizações, com o desenvolvimento das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia a compensarem preocupações com interrupções no abastecimento de crude devido ao bloqueio anunciado pela Administração Trump a petroleiros venezuelanos.
O WTI - de referência para os EUA – cai 0,28%, para os 55,59 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,27% para os 59,66 dólares por barril. Nesta semana, o Brent já caiu 2,3%, enquanto o WTI perde 2,5%.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que acredita que as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia estão “a chegar a algum lugar, antes de uma reunião dos EUA com autoridades russas que terá lugar este fim de semana.
"A incerteza sobre os detalhes da aplicação [do bloqueio norte-americano a petroleiros na Venezuela] e o otimismo de que um potencial acordo de paz na Ucrânia liderado pelos EUA ainda possa surgir [estão] a aliviar as preocupações com o abastecimento global e a moderar os prémios de risco geopolítico”, disse à Reuters o analista da IG Tony Sycamore.
Ásia fecha em alta com inflação nos EUA a aumentar apetite pelo risco. Softbank disparou 6%
Os principais índices asiáticos fecharam com ganhos em toda a linha, impulsionados pelas cotadas tecnológicas e por dados que mostraram um arrefecimento da inflação nos EUA que reforçam as apostas a favor de um novo corte nas taxas pela reserva Federal norte-americana. Isto num dia em que o Japão anunciou que irá aumentar os juros diretores.
Pelo Japão, o Nikkei subiu 1,03% e o Topix ganhou 0,80%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - avançou 0,65% e o índice de referência de Taiwan pulou 0,83%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,79% e o Shanghai Composite ganhou 0,36%.
A "yield" da dívida soberana japonesa com maturidade a 10 anos subiu para máximos de várias décadas, depois de o Banco do Japão (BoJ) ter aumentado os juros, conforme esperado, para o nível mais alto desde 1995.
Já o índice regional MSCI Ásia-Pacífico avançou 0,5%, apoiado pela valorização de gigantes da tecnologia como o SoftBank Group, que disparou mais de 6%, e a Tencent Holdings (+1,90%).
Os ganhos nas ações de tecnologia foram impulsionados pelas perspetivas sólidas apresentadas pela Micron Technology, que acabaram também por renovar o ânimo em Wall Street na sessão de ontem, fator que aliviou as preocupações com os avultados gastos e a possível sobreavaliação de cotadas ligadas à IA - receios que têm vindo a pressionar o sentimento dos investidores ao longo das últimas sessões.
Os números da inflação nos EUA reforçaram o apetite pelo risco. Ainda assim, a desaceleração nos números da inflação nos EUA veio acompanhada de alguns problemas com os dados. O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA não conseguiu recolher números ao longo de outubro devido à paralisação temporária do Governo Federal e começou a recolher dados mais tarde do que o habitual em novembro.
“Dado que a inflação está significativamente mais baixa mês a mês, há claramente espaço para continuar a reduzir as taxas, para apoiar o mercado de trabalho”, disse à Bloomberg Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management.
Iene afunda apesar de subida nos juros por parte do Banco do Japão
O iene está a desvalorizar face aos seus principais concorrentes, mesmo depois de o Banco do Japão ter decidido aumentar, pela primeira vez em 11 meses, as taxas de juro. Apesar de, normalmente, um aperto da política monetária dar força às divisas, o movimento já estava incorporado pelo mercado e o banco central optou por não dar grandes pistas sobre os seus próximos movimentos.
A esta hora, o dólar avança 1,22% para 157,45 ienes, tendo atingindo o nível mais elevado em quatro semanas face à divisa, enquanto o euro tocou mesmo no nível mais elevado de sempre, nos 157,48 ienes. As perdas da moeda nipónica foram acentuadas após o governador do Banco do Japão ter sido vago na indicação de quando a autoridade monetária poderá voltar a subir as taxas de juro.
"O Banco do Japão anunciou um aumento das taxas, como todos esperavam, e indicou que continuará a aumentar caso a economia evolua conforme o previsto. O iene está mais fraco em todos os setores. Acho que muitas pessoas estão a dizer que o banco central não foi suficientemente agressivo", explica Marc Chandler, estratega de mercados, à Reuters.
Por sua vez, o euro está estável face ao dólar, perdendo apenas 0,03% para 1,1718 dólares, depois de os líderes europeus terem decidido financiar a Ucrânia em 90 mil milhões através de uma emissão de dívida conjunta - o plano "B" do Conselho Europeu, que queria, em vez disso, um empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados. A proposta acabou rejeitada pela Bélgica.
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