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Ao minuto19.12.2025

Europa toca em novos máximos. Perdas da Nike pressionam retalho desportivo

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

Europa voltou a atingir máximos intradiáros
Europa voltou a atingir máximos intradiáros Kamil Zihnioglu/AP
19 de Dezembro de 2025 às 17:55
19.12.2025

Europa toca em novos máximos. Perdas da Nike pressionam retalho desportivo

As principais praças europeias fecharam a última semana completa de negociação do ano em máximos históricos, com o Stoxx 600 - "benchmark" do Velho Continente - a tocar em valores recorde, impulsionado por um maior otimismo em torno do futuro da política monetária nos EUA e uma economia resiliente. 

O Stoxx 600 encerrou a sessão a valorizar 0,37% para 587,60 pontos, tendo tocado num novo máximo de 588,20 pontos durante a negociação. Os setores energético e das "utilities" (água, luz e gás) foram os que registaram o melhor desempenho, com os ganhos a serem limitados pelas ações ligadas ao retalho - nomeadamente, as empresas dedicadas ao fabrico e venda de roupa desportiva, pressionadas pelas contas da Nike. 

A empresa norte-americana reportou, na quinta-feira, já depois do fecho do mercado, lucros de 1.519 milhões de dólares (aproximadamente 1.295 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal de 2026, menos 31% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os resultados demonstram vendas mais fracas na China, o que deixou os investidores apreensivos em relação à vitalidade do setor. A esta hora, a Nike afunda mais 10% nos EUA, com as perdas a alastrarem-se para a Europa: a Adidas perdeu mais de 1% e a Puma mergulhou quase 4%

O Stoxx 600 encaminha-se para o sexto mês consecutivo de ganhos, impulsionado nas últimas sessões por um grande desaceleramento da inflação em território norte-americano e por uma (BCE). O supervisor espera que a economia cresça 1,4% (mais 0,2 pontos) este ano. 

"Tenho sido um otimista em relação ao mercado acionista [europeu] desde maio e continuo. Os fundamentos para novas valorizações continuam sólidos, com um crescimento robusto dos lucros, uma economia resiliente, um cenário monetário cada vez mais flexível e um tom mais calmo a continuar a prevalecer na frente comercial", explica Michael Brown, estratega da Pepperstone, à Bloomberg.

Entre as restantes principais movimentações de mercado, a WH Smith caiu mais de 7% para 6,37 libras, depois de a retalhista, em dificuldades, ter decidido reduzir o seu dividendo anual pela primeira vez desde a pandemia. 

Quanto aos resultados por praça, o alemão DAX somou 0,37%, o espanhol IBEX 35 acelerou 0,22%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,66%, o francês CAC-40 avançou apenas 0,01%, enquanto o britânico FTSE 100 subiu 0,61% e o neerlandês AEX ganhou 0,48%.

19.12.2025

Juros da dívida soberana agravam-se

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram agravamentos significativos, num dia marcado pela procura de ativos de risco e venda de obrigações, também depois de as bolsas europeias terem terminado a última sessão da semana em máximos históricos. 

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a maturidade de referência para a região, subiram 4,6 pontos base para 2,894%, enquanto as obrigações francesas aumentaram 5,5 pontos para 3,610%. Já por Itália, os juros da dívida soberana saltaram 4,6 pontos para 3,583%. 

Pela Península Ibérica, os juros das dívidas portuguesa com a mesma maturidade saltaram 4,7 pontos-base para uma taxa de 3,179%, enquanto no país vizinho a subida foi de 4,6 pontos-base 3,323%. 

Já fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos seguiram a tendência global, ao agravarem-se em 4,4 pontos base para 4,523%. 

19.12.2025

Prata atinge novo máximo histórico. Ouro e cobre em alta

Preço da prata atinge valores altos face a preocupações no petróleo

A prata atingiu um novo máximo histórico esta sexta-feira, num dia em que o ouro negoceia em alta e prepara-se para fechar a semana com um saldo positivo. Os metais estão a ser, em parte, impulsionados por uma inflação em desaceleramento nos EUA, que abre portas a uma política monetária mais flexível por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

A esta hora, a prata acelera 1,96% para 66,75 dólares, depois de ter chegado a atingir um novo recorde nos 67,23 dólares. Já o ouro ganha 0,15% para 4.339,32 dólares por onça, encaminhando-se para um saldo positivo de quase 1%. Só este ano, a prata já valorizou mais de 128%, impulsionada por uma maior procura industrial, conseguindo mesmo suplantar os avanços de 65% do ouro. 

Os ganhos do metal amarelo, esta sexta-feira, estão, no entanto, a ser limitados "por um reposicionamento de final de ano e tranquilidade nos mercados antes da época festiva", explica Zain Vawda, analista da OANDA, à Reuters. Para 2026, o Goldman Sachs continua a antecipar uma tendência altista para o ouro, embora numa magnitude bastante inferior, antecipando que a matéria-prima valorize 14% no acumulado do ano. 

Também o cobre está a negociar bastante próximo de máximos históricos, estando apenas a 25 dólares de um novo recorde, depois de o banco norte-americano ter revisto em alta as previsões para o metal devido a limitações no seu abastecimento. A matéria-prima acelera 0,5% para 11.837 dólares por tonelada, tendo chegado a atingir os 11.928 dólares na sessão - muito próximo dos valores máximos de 11.952 dólares que atingiu na semana passada. 

19.12.2025

Petróleo avança mas não escapa de saldo semanal negativo

Petróleo estabiliza nos mercados após queda de três dias

O barril de petróleo está a valorizar no mercado internacional, apesar de se encaminhar-se para fechar a segunda semana consecutiva de perdas, numa altura em que as previsões de um excedente na oferta para o próximo ano e as perspetivas de um acordo para a paz na Ucrânia estão a limitar os ganhos causados pelas disrupções no abastecimento de crude venezuelano. 

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,62% para os 56,50 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,48% para os 60,11 dólares por barril. Os dois contratos devem fechar a semana com quedas superiores a 1%. 

"Há petróleo suficiente para mitigar qualquer disrupção", atira Ole Hansen, diretor de "commodities" do Saxo Banks, à Reuters. O aumento da produção por parte dos países da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e dos EUA - que atingiu recentemente níveis recorde - estão a inundar o mercado, numa altura em que a procura continua a mostrar sinais de debilidade. 

Daí, as tensões geopolíticas entre Washington e Caracas não estarem a ter um impacto significativo nos preços. Donald Trump, Presidente dos EUA, anunciou que pretende bloquear a entrada e saída de petroleiros venezuelanos que estejam sancionados do país, embora ainda não existam detalhes de como pretenderá fazer isso. A Venezuela é responsável pela produção de 1% do crude mundial.

19.12.2025

Recuperação da tecnologia segura Wall Street em alta. Nike contraria

Wall Street abriu em alta a sessão desta sexta-feira, com as ações das tecnológicas a prolongarem a recuperação vinda da sessão anterior.

O índice de referência S&P 500 avança 0,33% para 6.795,42 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,2% para 48.051,77 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite soma 0,51% para 23.111,63 pontos.

A contrariar a tendência está a Nike, que afunda 9,31% para 59,52 dólares por ação, após as contas do trimestre terem demonstrado vendas mais fracas na China.

A Nike reportou na quinta-feira já após o fecho do mercado lucros de 1.519 milhões de dólares (aproximadamente 1.295 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal de 2026, menos 31% em comparação com o mesmo período do ano passado.

19.12.2025

Euribor desce pela 6.ª sessão consecutiva a 3 e a 6 meses e sobe a 12 meses

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A taxa Euribor desceu hoje pela sexta sessão consecutiva a três e a seis meses e subiu a 12 meses em relação a quinta-feira, dia em que o BCE manteve de novo as taxas diretoras inalteradas.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,002%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,126%) e a 12 meses (2,266%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou hoje, ao ser fixada em 2,126%, menos 0,008 pontos do que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a outubro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,5% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,75% e 25,25%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,266%, mais 0,002 pontos do que na quinta-feira.

Já a Euribor a três meses cedeu hoje, para 2,002%, menos 0,033 pontos do que na quinta-feira.

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.

A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

19.12.2025

Europa negoceia com maioria dos índices no verde. Stoxx 600 aproxima-se de recorde

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em praticamente toda a linha na última sessão da semana, depois de o “benchmark” do Velho Continente ter ontem atingido um novo recorde acima dos 886 pontos.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – sobe 0,08%, para os 585,84 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX soma 0,22%, o espanhol IBEX 35 cede 0,04%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,33%, o francês CAC-40 avança 0,08%, o britânico FTSE 100 sobe 0,01%, depois de ontem ter atingido um novo recorde, e o neerlandês AEX recua 0,07%.

O sentimento dos investidores foi impulsionado depois de se ter registado um arrefecimento da inflação nos EUA, ao mesmo tempo que a previsão de um crescimento económico mais forte pelo Banco Central Europeu (BCE) também oferece algum otimismo aos “traders”.

O Stoxx 600 está agora perto de registar o seu sexto ganho mensal consecutivo, à medida que o índice de referência oscila perto de máximos.

“Sou otimista em relação às ações desde maio e continuo a sê-lo agora — os fundamentos para uma nova subida continuam sólidos, com um crescimento robusto dos lucros, uma economia resiliente, um contexto monetário cada vez mais flexível e um tom mais calmo a continuar a prevalecer na frente comercial”, disse à Bloomberg Michael Brown, da Pepperstone.

Entre os setores, as seguradoras (+0,46%) e o automóvel (+0,42%) lideram os ganhos, enquanto os bens domésticos (-0,40%) e o imobiliário (-0,36%) registam as maiores perdas.

Quanto aos movimentos do mercado, fabricantes de roupa desportiva, incluindo a Adidas (-0,12%) e a Puma (-0,56%), , depois de a empresa ter alertado que as suas vendas deverão cair neste trimestre. Entre outras cotadas, a WH Smith perde mais de 3%, após a retalhista ter anunciado que iria reduzir o valor do seu dividendo anual pela primeira vez desde a pandemia.

19.12.2025

Juros das dívidas europeias agravam-se

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar-se esta sexta-feira. O movimento acontece um dia depois de o Banco Central Europeu ter decidido manter as taxas de juro e apesar da revisão em alta das perspetivas para o crescimento.

As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a avançar 2,4 pontos-base para uma taxa de 2,823%.

Já em França, a subida dos juros é de 2,4 pontos-base para 2,871%. Em Itália a subida é de 1,4 pontos base, para 3,551% de rendibilidade. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem 1,9 pontos-base para 3,296%.

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 1,8 pontos para 3,150%.

No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,503%, uma subida de 2,4 pontos-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a agravar 1,4 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,135%.

19.12.2025

Iene recua com perspetivas de política monetária incertas

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O iene segue a perder terreno depois de o Banco do Japão (BoJ) ter anunciado um aumento nas taxas de juros já antecipado pelos mercados, enquanto o governador do banco central do país deu poucas dicas sobre as perspetivas futuras para a política monetária, deixando em aberto a possibilidade de novos aumentos nas taxas de referência.

A esta hora, o dólar sobe 0,83%, para os 156,840 ienes.

Já pelos EUA, dados mostraram um arrefecimento da inflação, ainda que os investidores se mostrem algo reticentes em relação aos números divulgados, já que a recolha dos dados foi interrompida pela paralisação do Governo Federal dos EUA durante o mês de outubro, fator que inverteu a tendência de desvalorização da “nota verde”.

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,22%, para os 98,642 pontos.

A libra, por sua vez, segue a negociar com ligeiras desvalorizações, depois de o Banco de Inglaterra ter ontem cortado as taxas de juro. A libra cede 0,03%, para os 1,338 dólares.

Por cá, e depois de o Banco Central Europeu ter mantido os juros diretores inalterados, a moeda única desvaloriza 0,08%, para os 1,171 dólares.

19.12.2025

Ouro cede com dados da inflação nos EUA. Prata caminha para valorização de 6% na semana

ouro

Os preços do ouro estão a perder terreno nesta sexta-feira, pressionados por uma inflação abaixo do esperado nos EUA e por um dólar mais forte.

O metal amarelo perde 0,22%, para os 4.323,140 dólares por onça.

O dólar manteve-se estável perto de máximos de uma semana, o que torna os metais preciosos cotados em dólares mais caros para os detentores de outras divisas.

“Os dados mais suaves sobre a inflação [...] ajudam a justificar uma trajetória ‘dovish’ da Fed, mas também significa que [os metais preciosos] perdem parte do seu apelo como proteção contra a inflação”, disse à Reuters Tim Waterer, da KCM Trade.

Nesta linha, os futuros das taxas dos fundos federais mostraram um ligeiro aumento na probabilidade de a Fed vir a reduzir as taxas diretoras na sua reunião de janeiro, após a divulgação dos dados da inflação.

Já a prata sobe 0,46%, para os 65,778 dólares por onça. O metal precioso está a caminho de fechar a semana com uma valorização de cerca de 6%, após ter atingido sucessivos máximos históricos. A prata já valorizou 128% no acumulado do ano, superando a subida ouro, que regista, até agora, uma valorização de 65% desde janeiro.

19.12.2025

Petróleo desvaloriza e caminha para segunda semana seguida de perdas

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta manhã e caminham para uma segunda semana consecutiva de desvalorizações, com o desenvolvimento das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia a compensarem preocupações com interrupções no abastecimento de crude devido ao bloqueio anunciado pela Administração Trump a petroleiros venezuelanos. 

O WTI - de referência para os EUA – cai 0,28%, para os 55,59 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,27% para os 59,66 dólares por barril. Nesta semana, o Brent já caiu 2,3%, enquanto o WTI perde 2,5%. 

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que acredita que as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia estão “a chegar a algum lugar, antes de uma reunião dos EUA com autoridades russas que terá lugar este fim de semana. 

"A incerteza sobre os detalhes da aplicação [do bloqueio norte-americano a petroleiros na Venezuela] e o otimismo de que um potencial acordo de paz na Ucrânia liderado pelos EUA ainda possa surgir [estão] a aliviar as preocupações com o abastecimento global e a moderar os prémios de risco geopolítico”, disse à Reuters o analista da IG Tony Sycamore. 

19.12.2025

Ásia fecha em alta com inflação nos EUA a aumentar apetite pelo risco. Softbank disparou 6%

Mercados asiáticos

Os principais índices asiáticos fecharam com ganhos em toda a linha, impulsionados pelas cotadas tecnológicas e por dados que mostraram um arrefecimento da inflação nos EUA que reforçam as apostas a favor de um novo corte nas taxas pela reserva Federal norte-americana. Isto num dia em que o Japão anunciou que irá aumentar os juros diretores. 

Pelo Japão, o Nikkei subiu 1,03% e o Topix ganhou 0,80%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - avançou 0,65% e o índice de referência de Taiwan pulou 0,83%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,79% e o Shanghai Composite ganhou 0,36%.

A "yield" da dívida soberana japonesa com maturidade a 10 anos subiu para máximos de várias décadas,

Já o índice regional MSCI Ásia-Pacífico avançou 0,5%, apoiado pela valorização de gigantes da tecnologia como o SoftBank Group, que disparou mais de 6%, e a Tencent Holdings (+1,90%).

Os ganhos nas ações de tecnologia foram impulsionados pelas perspetivas sólidas apresentadas pela Micron Technology, que acabaram também por renovar o ânimo em Wall Street na sessão de ontem, fator que aliviou as preocupações com os avultados gastos e a possível sobreavaliação de cotadas ligadas à IA - receios que têm vindo a pressionar o sentimento dos investidores ao longo das últimas sessões.

reforçaram o apetite pelo risco. Ainda assim, a desaceleração nos números da inflação nos EUA veio acompanhada de alguns problemas com os dados. O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA não conseguiu recolher números ao longo de outubro devido à paralisação temporária do Governo Federal e começou a recolher dados mais tarde do que o habitual em novembro.

“Dado que a inflação está significativamente mais baixa mês a mês, há claramente espaço para continuar a reduzir as taxas, para apoiar o mercado de trabalho”, disse à Bloomberg Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management.

19.12.2025

Iene afunda apesar de subida nos juros por parte do Banco do Japão

Nota de mil ienes japoneses em destaque

O iene está a desvalorizar face aos seus principais concorrentes, mesmo depois de o Banco do Japão ter decidido aumentar, pela primeira vez em 11 meses, as taxas de juro. Apesar de, normalmente, um aperto da política monetária dar força às divisas, o movimento já estava incorporado pelo mercado e o banco central optou por não dar grandes pistas sobre os seus próximos movimentos. 

A esta hora, o dólar avança 1,22% para 157,45 ienes, tendo atingindo o nível mais elevado em quatro semanas face à divisa, enquanto o euro tocou mesmo no nível mais elevado de sempre, nos 157,48 ienes. As perdas da moeda nipónica foram acentuadas após o governador do Banco do Japão ter sido vago na indicação de quando a autoridade monetária poderá voltar a subir as taxas de juro. 

"O Banco do Japão anunciou um aumento das taxas, como todos esperavam, e indicou que continuará a aumentar caso a economia evolua conforme o previsto. O iene está mais fraco em todos os setores. Acho que muitas pessoas estão a dizer que o banco central não foi suficientemente agressivo", explica Marc Chandler, estratega de mercados, à Reuters. 

Por sua vez, o euro está estável face ao dólar, perdendo apenas 0,03% para 1,1718 dólares, depois de os líderes europeus terem decidido - o plano "B" do Conselho Europeu, que queria, em vez disso, um empréstimo de reparações com base nos ativos russos imobilizados. A proposta acabou rejeitada pela Bélgica. 

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