Preços da habitação nova caem na China pelo 34.º mês consecutivo
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram diversas medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido ao impacto na estabilidade social, já que a habitação é um dos principais instrumentos de investimento das famílias.
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Os preços das habitações novas na China caíram pelo 34.º mês consecutivo em março, no contexto da prolongada crise do setor imobiliário, embora tenham voltado a moderar a descida face ao mês anterior, tal como as casas usadas.
Os preços em 70 cidades selecionadas recuaram 0,21% em termos mensais, segundo cálculos realizados com base em dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatística da China, após uma contração de 0,28% em fevereiro.
Entre essas cidades, 54 registaram quedas nos preços das habitações novas, face a 53 no mês anterior, enquanto 14 -- incluindo Xangai e Cantão -- apresentaram subidas, acima das 10 registadas em fevereiro.
Os dados indicam também uma descida de 0,24% nos preços das habitações usadas em março, um ritmo significativamente mais moderado do que o registado em fevereiro (-0,43%).
Pela primeira vez em vários meses, o número de cidades com aumentos neste segmento atingiu dois dígitos -- 13, incluindo Pequim e Xangai, face a apenas duas em fevereiro.
Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram diversas medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim devido ao impacto na estabilidade social, já que a habitação é um dos principais instrumentos de investimento das famílias.
A crise do setor imobiliário tem sido um dos principais fatores da desaceleração económica da China, representando, incluindo efeitos indiretos, cerca de 30% do Produto Interno Bruto, segundo alguns analistas.