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Preços na Zona Euro com maior subida desde o início da pandemia

Depois de cinco meses consecutivos de quebras homólogas nos preços, a inflação na Zon Euro voltou para terreno positivo, fixando-se no nível mais alto em quase um ano.

O consumo caiu, não tanto por falta de rendimentos, mas pelas restrições e receio provocado pela pandemia.
Rob Engelaar/EPA
Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2021 às 10:25
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O arranque de 2021 marcou uma virgem na evolução dos preços na Zona Euro, com a inflação a subir para o nível mais elevado em quase um ano.

De acordo com a primeira estimativa para a inflação de janeiro, revelada esta terça-feira, 23 de fevereiro, pelo Eurostat, os preços no consumidor na Zona Euro subiram 0,9% no primeiro mês do ano, face ao mesmo período de 2020.

Esta evolução não só põe fim a uma série de cinco meses consecutivos de descidas nos preços, como é o crescimento mais elevado desde o início da pandemia. É preciso recuar a fevereiro do ano passado para encontrar uma subida mais expressiva dos preços no consumidor (1,2%).

O mesmo acontece na União Europeia, onde a inflação subiu de 0,3% em dezembro para 1,2% em janeiro, o valor mais alto desde fevereiro de 2020 (1,6%).

Olhando para o conjunto dos países da UE, as taxas de inflação mais baixas foram registadas na Grécia (-2,4%), Eslovénia (-0,9%) e Chipre (-0,8%) enquanto as mais altas verificaram-se na Polónia (3,6%), Hungria (2,9%) e Chéquia (2,2%).

Em comparação com o mês de dezembro, a inflação anual subiu em 18 países, desceu em três e permaneceu estável em seis.

No caso de Portugal, o país ficou abaixo da média da Zona Euro, com a subida do IHPC (índice harmonizado de preços no consumidor) – usado pelo Eurostat para comparar os países entre si – a fixar-se em 0,2%.

Segundo os dados do gabinete estatístico da UE, os maiores contributos para o aumento dos preços vieram dos serviços, seguidos pelos bens industriais não energéticos e pela alimentação, álcool e tabaco. Na energia, houve nova descida dos preços.

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