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PS, PSD e PCP aprovam ida de Marcelo ao Qatar

Tal como tinha acontecido na especialidade, o Parlamento aprovou nesta terça-feira, em plenário, a resolução para que o Presidente da República possa deslocar-se ao Qatar para assistir ao primeiro jogo da seleção nacional de futebol no Mundial 2022. Vários deputados votaram contra.

Susana Paula susanapaula@negocios.pt 22 de Novembro de 2022 às 11:46
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A maioria dos deputados do PS, PSD e PCP aprovaram nesta terça-feira, 22 de novembro, a ida do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Qatar para assistir ao primeiro jogo da seleção nacional de futebol no Mundial 2022.

 

O projeto de resolução apresentado pelo presidente da Assembleia da República já tinha sido aprovado na segunda-feira na comissão de Negócios Estrangeiros, mas esta terça-feira foi aprovado no Plenário, confirmando a posição na especialidade. 

Tal como tinha acontecido, as bancadas do PS, PSD e PCP votaram a favor da ida de Marcelo Rebelo de Sousa ao Qatar. A deslocação mereceu a abstenção do Chega e votos contra de IL, BE, PAN e Livre.


No plenário, houve quatro deputados do PS que votaram contra - Isabel Moreira, Alexandra Leitão, Carla Miranda, Pedro Delgado Alves - e mais três deputados do PS e outros três do PSD que se abstiveram.


O Presidente da República não pode ausentar-se do território nacional sem o assentimento da Assembleia da República, de acordo com a Constituição.

Nas declarações de voto, Bloco de Esquerda e Iniciativa Liberal, pela voz dos deputados José Soeiro e Rodrigo Saraiva, respetivamente, explicaram o voto contra com o fato de o Qatar não respeitar os direitos humanos, citando as mais de seis mil mortes que ocorreram durante a construção das infraestruturas para receber o Mundial, bem como a falta de proteção de minorias, como as pessoas LGBT. 

A defender o voto a favor, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu que "o Parlamento não se constitui para caucionar as opções políticas e de relações internacionais do Presidente da República". "Não misturamos a nossa tarefa das opções políticas que são da exclusiva responsabilidade política do Presidente da República", afirmou. 

Já a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, optou por frisar que, "pela sua natureza o desporto transporta valores de solidariedade entre os povos". Ainda assim, a deputada comunista disse que o partido "condena a exploração de trabalhadores no Qatar, sujeitos a condições desumanas". 

Por fim o Chega preferiu justificar a sua abstenção com o que considera ser o número exagerado de deslocações do Presidente da República.

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