Rússia e Espanha expulsam mutuamente diplomatas
O Governo espanhol expulsou dois diplomatas russos por "actividades incompatíveis com o seu estatuto" e Moscovo retaliou fazendo o mesmo com dois diplomatas espanhóis, anunciou hoje o ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol.
O diário espanhol "La Razón" publicou no passado dia 10 que a expulsão dos funcionários russos se ficou a dever a acções de espionagem.
Segundo o "El Pais", a ministra dos Negócios Estrangeiros Trinidad Jiménez concordou com a expulsão dos dois funcionários russos a pedido do director do Centro Nacional de Informações (CNI), o general Félix Sanz Roldán, que lhe apresentou "provas contundentes" sobre o seu alegado envolvimento em actividades de espionagem.
Os dois diplomatas russos, secretários da embaixada, foram notificados da expulsão "há cerca de um mês" segundo o ministério espanhol, que numa declaração escrita adiantou que a Rússia "agiu a título de reciprocidade e expulsou" dois diplomatas espanhóis.
"Os dois governos consideram que o incidente foi superado", indicou o ministério, precisando que se mantém a visita a Moscovo, prevista para 16 de Janeiro, da ministra dos Negócios Estrangeiros, Trinidad Jimenez.
A Espanha e a Rússia celebram em 2011 o "ano dual" entre os dois países, com o objectivo de fortalecer os vínculos políticos, económicos, culturais e sociais.
"Todos os programas de actividades deste evento mantém-se como estava previsto", esclareceu o ministério.
Trata-se do segundo incidente diplomático mais significativo entre os dois países desde que Espanha e Rússia restabeleceram relações diplomáticas em Fevereiro de 1977, ano e meio depois do fim do franquismo.
O outro incidente diplomático aconteceu quando o CNI deu a conhecer em Julho de 2007 a detenção do antigo agente Roberto Flórez por ter oferecido informação classificada à Rússia entre Dezembro de 2001 e Fevereiro de 2004.