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Ao minutoAtualizado há 42 min10h31

EUA intercetam três petroleiros iranianos. Secretário da Marinha norte-americana despedido

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

10:31
há 42 min.10h30

Retirar minas de Ormuz pode demorar seis meses

O Pentágono estima que retirar completamente as minas que o Irão colocou no estreito de Ormuz pode demorar seis meses.

A notícia é avançada pelo Washington Post, que frisa que essa "limpeza" só deve começar uma vez que guerra termine. Três dirigentes disseram ao jornal que o Irão terá colocado pelo menos 20 minas, algumas munidas de sistemas GPS para poderem flutuar para longas distâncias, sendo por isso mais difíceis de detetar.


09h30

EUA intercetam três petroleiros iranianos

Pelos menos três petroleiros iranianos foram intercetados pela marinha norte-americana. De acordo com fontes ligadas aos serviços de transporte e segurança, os norte-americanos desviaram a rota os barcos, próximos da Índia, e que se deslocavam para o estreito de Ormuz.

Neste momento vigora um bloqueio norte-americano ao estreito, que se aplica apenas às embarcações iranianas. Na quinta-feira, o Irão disparou sobre três embarcações, sendo que no dia anterior os EUA apreender um navio iraniano.



09h33

Exportações chinesas de energia alternativa a combustíveis fósseis disparam

As exportações chinesas de energias alternativas aos combustíveis fósseis dispararam com a subida dos preços do petróleo e do gás após a guerra no Irão, com a energia solar a atingir níveis recorde.

Segundo a consultora Ember, as exportações de produtos solares atingiram 68 gigawatts (GW) em março, duplicando face a fevereiro.

O aumento foi impulsionado sobretudo por países de África e da Ásia, regiões mais afetadas pelo bloqueio "de facto" do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás mundiais antes do conflito.

Estas duas regiões concentraram três quartos do aumento das vendas, com destinos como Índia, Malásia, Laos, Nigéria, Quénia ou Etiópia, embora também tenham sido registados níveis recorde de compras na Austrália e União Europeia.

No total, 50 países bateram recordes de importações e outros 60 registaram máximos semestrais, enquanto o Médio Oriente foi a única região sem crescimento, devido às dificuldades logísticas.

A Ember sublinha que alternativas como a energia solar, baterias e veículos elétricos serão essenciais para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, num contexto de preços elevados e incerteza geopolítica.

Por categorias, a China exportou 32 GW de painéis solares em março, mais 91% do que em fevereiro, enquanto as vendas de células e lâminas de silício mais do que duplicaram (108%), atingindo cerca de 36 GW.

"À medida que os efeitos dos preços elevados do petróleo e do gás se fazem sentir no mercado global de energia, alternativas como a solar, as baterias e os veículos elétricos serão fundamentais para ajudar os países a tornarem-se mais resilientes e a reduzirem a dependência dos combustíveis fósseis", indica a Ember.

As vendas combinadas destes três segmentos aumentaram 70% em termos homólogos em março e 38% face ao mês anterior.

No caso dos veículos elétricos, a frota global destes automóveis representou uma procura equivalente a 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 13% da produção dos Estados Unidos.

Segundo a analista Leah Fahy, da Capital Economics, a China representa cerca de 25% das exportações globais de veículos elétricos (em valor) e mais de metade das exportações de células solares e baterias de iões de lítio, três setores que, embora representem apenas 4,5% do total das exportações chinesas, contribuíram com quase 20% do crescimento no ano passado.

A analista estima que, se estas vendas crescerem 50% este ano, poderão acrescentar dois pontos percentuais ao crescimento total das exportações chinesas, podendo chegar a cinco pontos caso dupliquem.

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