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Trump decreta nova ronda de tarifas sobre importações chinesas mas "poupa" alguns produtos

O presidente norte-americano anunciou, tal como se previa, que os EUA vão impor tarifas alfandegárias de 10% sobre o equivalente a 200 mil milhões de produtos chineses importados. Mas "poupou" alguns produtos.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Setembro de 2018 às 00:00

O presidente norte-americano anunciou esta segunda-feira uma nova ronda de tarifas aduaneiras às importações chinesas, tal como já se esperava.

 

Os mercados negociaram hoje com essa "ameaça" pendente, depos de ter sido avançado logo de manhã que Donald Trump deveria anunciar ainda hoje a imposição de uma tarifa alfandegária de 10% sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares de produtos chineses importados – tendo Pequim dito, como tem sido hábito, que iria retaliar na mesma proporção.

As novas tarifas, que se confirma serem de 10%, ficam assim abaixo dos 25% inicialmente antecipados pelo governo dos EUA - mas lá chegarão.

Trump fez o esperado anúncio perto das 19:00 locais (meia-noite em Lisboa), mas surpreendeu ao "poupar" alguns produtos, segundo a Reuters. Entre eles estão os smartwatches das americanas Apple e Fitbit – com o grosso dos fornecedores dos acessórios dos seus relógios sediado na China – e outros produtos como capacetes de ciclismo e cadeiras de bebé para automóvel.

A lista dos produtos provenientes da China equivalentes aos referidos 200 mil milhões de dólares esteve para consulta pública e os mencionados produtos constavam desse rol mas Trump decidiu "poupá-los".

 

Em Junho passado, a Casa Branca assegurou aos consumidores norte-americanos (que passam a pagar mais caros os produtos chineses alvo de tarifas acrescidas) que os telemóveis e televisores seriam excluídos das tarifas de 25% sobre o equivalente a 50 mil milhões de dólares de itens vindos da China – que fizeram parte da primeira ronda de "sanções comerciais".

 

A CNET sublinha também que Trump terá garantido ao CEO da Apple, Tim Cook, que o governo norte-americano não agravaria as tarifas sobre os iPhones – que são montados na China.

Na declaração feita esta noite por Donald Trump, o presidente advertiu que se a China avançar com medidas de retaliação contra os agricultores ou indústrias dos Estados Unidos, "implementaremos de imediato a fase três: tarifas sobre 267 mil milhões de dólares de importações adicionais".

A cobrança de tarifas sobre os produtos da lista há muito antecipada irá começar a 24 de Setembro, mas a taxa irá aumentar para 25% no final de 2018, permitindo assim que as empresas norte-americanas tenham algum tempo para ajustarem as suas cadeias de abastecimento junto de outros países, sublinhou esta noite à Reuters um responsável da Administração Trump.


Recorde-se que Washington exige que Pequim reduza o excedente comercial de 375.000 milhões de dólares com os Estados Unidos, ponha fim às políticas orientadas para adquirir direitos de propriedade intelectual e tecnologia norte-americana, e reverta o que os EUA consideram ser subsídios à indústria chinesa de alta tecnologia.


(notícia actualizada às 00:32)

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