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China não deve enviar delegação para os EUA após imposição de novas tarifas

Trump decidiu na segunda-feira impor tarifas aduaneiras às importações chinesas. Uma medida que deve levar a China a não enviar uma delegação na próxima semana para os EUA, para uma nova ronda de negociações.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 18 de Setembro de 2018 às 07:59

Donald Trump anunciou na segunda-feira que os EUA vão impor tarifas alfandegárias de 10% sobre o equivalente a 200 mil milhões de produtos chineses importados. Uma medida que, para a China, inviabilizou a possibilidade de quaisquer negociações.

 

De acordo com o South China Morning Post, citando fontes do governo chinês, o país não deverá enviar uma delegação para Washington depois de a Administração Trump ter anunciado que vai implementar as tarifas, tal como era previsto.

 

Esta equipa, liderada pelo vice-primeiro-ministro chinês Liu He, deveria ser enviada para os EUA na próxima semana, para uma nova ronda de negociações. Apesar de Beijing ainda não ter tomado uma decisão, fontes próximas do governo relembram que os responsáveis exigiam que houvesse "boa-vontade" para que estas conversações se realizassem.


Entretanto, o ministro do Comércio chinês já veio dizer que o proteccionismo dos EUA vai não só penalizar os interesses dos EUA e da China, mas também prejudicar a economia global. Zhongshan garantiu ainda que não há um vencedor nesta guerra comercial e que a cooperação é o único caminho.

EUA ameaçam com mais tarifas se China retaliar 

 

Foi na segunda-feira que o presidente norte-americano anunciou uma nova ronda de tarifas aduaneiras às importações chinesas. As novas tarifas, de 10%, vão entrar em vigor a 24 de Setembro. Vão depois subir para 25% até ao final do ano.

 

Donald Trump deixou ainda um alerta: se Beijing retaliar contra os agricultores e industriais norte-americanos, como prometeu anteriormente, os EUA vão imediatamente impor mais tarifas equivalentes a 267 mil milhões de dólares.

 

O vice-primeiro-ministro chinês, que é o principal conselheiro económico do presidente da China, vai reunir-se esta terça-feira, 18 de Setembro, com outros responsáveis do executivo para discutirem a resposta às tarifas.

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