“Violação da dignidade humana”: Portugal condena atos de ministro israelita no tratamento de ativistas da flotilha
A bordo da flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza e interceptada pelas forças israelitas estavam dois portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, que foram detidos e levado para Israel.
O ministério dos Negócios Estrangeiros condenou esta quarta-feira os atos de Ben Gvir, o ministro de Segurança Nacional de Israel, e o tratamento a que os ativistas da flotilha estão a ser sujeitos numa "humilhante violação da dignidade humana”.
Em causa está um vídeo publicado nas redes sociais por Gvir, líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, onde é possível ver os ativistas amarrados e ajoelhados, com a cara no chão.
Numa publicação no X, o MNE afirmou que “o governo português tem estado em permanente contacto com as autoridades israelitas para garantir a libertação imediata dos cidadãos nacionais, com garantias de proteção, que agora se torna ainda mais urgente”.
Haverá ainda uma chamada esta tarde entre o MNE e o ministério dos Negócios Estrangeiros do Encarregado de Negócios de Israel onde haverá a “exigência de libertação, do protesto e pedidos de esclarecimento”, sendo também abordada a “grave violação dos direitos dos cidadãos em causa”.
A bordo da flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza e interceptada pelas forças israelitas estavam dois portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, ambos médicos, que foram detidos e levado para Israel.
Esta quarta-feira o Presidente da República declarou que vai receber os familiares dos dois portugueses detidos por Israel depois de as famílias terem pedido uma audiência ao MNE, Paulo Rangel.