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Volume de negócios dos serviços acelera 30% em maio mas continua abaixo dos níveis pré-pandemia

O índice de volume de negócios nos serviços teve uma variação homóloga de 30,5% em maio, revelou esta terça-feira o INE.

A incidência do salário mínimo nacional tem sido especialmente elevada no alojamento e na restauração.
Jorge Miguel Gonçalves
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 13 de Julho de 2021 às 11:29
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O índice de volume de negócios do setor dos serviços aumentou 30,5% em maio, face ao mesmo período do ano passado, revelou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, diminuiu 11,1% em comparação com maio de 2019. A variação foi ainda inferior em 12,7 pontos percentuais à registada em abril.

O INE ressalva que o aumento acentuado registado em maio reflete um efeito base, "dado que a comparação incide em meses de 2020 muito afetados pela pandemia".

Já a variação em cadeia do índice global foi de 0,8%, tendo desacelerado face a abril, quando a variação foi de 5,4%.

Segundo o INE, o índice da secção Alojamento, restauração e similares "acelerou de forma expressiva" em maio, passando de uma taxa de variação em cadeia de 27,9% em abril para 38,5% em maio.

Já os índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas, ajustado de efeitos de calendário, apresentaram variações homólogas distintas. O índice do emprego registou uma contração de 0,9% (-3,4% em abril), enquanto o índice das remunerações avançou 10% (4,9% em abril), estando 4,3% abaixo da variação de maio de 2019. O índice das horas trabalhadas registou uma variação de 24,0% (19,8% em abril).

De acordo com a análise, "todas as secções contribuíram positivamente para a variação do índice total". Os destaques vão para o comércio por grosso; comércio e reparação de veículos automóveis e motociclos, que contribuiu com 17,2 pontos percentuais, "o maior para o resultado agregado, originado pela variação homóloga de 27,7%".

Já o Alojamento, restauração e similares registou uma variação de 120,6% (136,0% no período anterior), tendo originado um contributo de 5,0 pontos percentuais. Comparando as variações com fevereiro de 2020, o último mês pré-pandemia, verifica-se que o Alojamento, restauração e similares ainda apresenta uma redução de atividade superior a 30%.

Nos Transportes e armazenagem verificou-se uma variação de 36,4% (44,7% no período anterior). Nesta secção "importa destacar a continuação da forte recuperação dos Transportes aéreos, com uma variação homóloga de 135,1% (102,3% em abril)", sublinha o INE. Porém, o índice desta divisão é ainda inferior em 64,0% a maio de 2019.

Segundo o INE, as Atividades de informação e comunicação "são as únicas cujo desempenho em abril de 2021 está acima do nível de atividade pré-pandemia".

 

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