Educação Fenprof diz que se horários dos professores não mudarem mantém greve às horas extra

Fenprof diz que se horários dos professores não mudarem mantém greve às horas extra

A Fenprof anunciou esta segunda-feira que vai mantar a greve ao trabalho extraordinário no próximo ano letivo se os horários não forem alterados, o que implica todo o trabalho marcado fora do horário semanal de 35 horas dos professores.
Fenprof diz que se horários dos professores não mudarem mantém greve às horas extra
Sérgio Lemos
Lusa 15 de julho de 2019 às 20:50

Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que hoje esteve reunida com o secretário de Estado da Educação para debater horários de trabalho, disse que do encontro "não saiu qualquer novidade" e que "o Ministério da Educação demonstrou nada querer fazer para acabar com o 'sobretrabalho' dos docentes".

 

"Aos professores resta recorrer à greve desde o início do próximo ano letivo, não comparecendo nas reuniões e outras atividades que lhes sejam impostas para além das 35 horas semanais de trabalho estabelecidas na lei", acrescenta a federação que adianta também que vai prestar apoio jurídico aos docentes que queiram impugnar judicialmente os horários de trabalho.

 

De acordo com o comunicado da Fenprof, o Ministério da Educação (ME) "não reconhece problemas, considera que a culpa é do Estatuto da Carreira Docente e nada parece querer fazer para acabar com o 'sobretrabalho' imposto aos professores"

 

A Fenprof cita estudos para afirmar que os professores trabalham mais de 46 horas por semana e defende que a situação "se agravou no ano que terminou com a implementação dos regimes de educação inclusiva e de flexibilidade curricular".

 

"Estes regimes estão a ser implementados à custa de uma ainda maior sobrecarga de trabalho imposta aos docentes, sendo disso exemplo o facto de, em algumas escolas, estes terem sido convocados para dezenas de reuniões e inúmeras horas de formação, ou sido obrigados a imenso trabalho burocrático, sempre para além do seu normal horário de trabalho", acrescenta.

 

Ao ME a Fenprof pede que "emita orientações claras que acabem com os abusos e ilegalidades nos horários", no sentido de integrar reuniões, formação profissional e trabalho de apoio escolar a alunos no horário semanal dos professores.

 

Pede ainda que o ME "divulgue uma lista de tarefas burocráticas que não podem ser atribuídas aos docentes, que inclua, entre outras, a verificação do estado dos manuais escolares devolvidos pelas famílias às escolas".

 

A federação diz ainda ter entregue uma proposta de esclarecimentos o orientações para o ME entregar às escolas.




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