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Governo vai auditar avaliações de alunos para travar inflação de notas

O ministro da Educação deu indicações à Inspeção-Geral de Educação e Ciência para reforçar as auditorias às avaliações e revela que o próximo ano será "uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial".

Tiago Brandão Rodrigues - Ministro da Educação
Nuno Fonseca Movephoto
Negócios jng@negocios.pt 21 de Maio de 2020 às 09:15
O Governo deu instruções à Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) para que reforce a sua ação junto das escolas, com o objetivo de auditar mais avaliações de alunos e travar casos de inflação de notas durante os períodos em que o ensino foi feito à distância. A informação é transmitida pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em entrevista ao Público e à Renascença, publicada esta quinta-feira, 21 de maio.

"Temos de trabalhar para que não aconteça", respondeu o ministro, questionado sobre a possibilidade de se agravarem as desigualdades entre alunos uma vez que as notas finais, este ano, só vão refletir a nota interna das escolas. "Nestes quatro anos, houve um trabalho sistemático de análise dos desalinhamentos daquilo a que habitualmente se chama de inflação de notas", afirmou, destacando as auditorias realizadas pela IGEC.

Esse trabalho, diz, vai ser alargado. "Não podemos colocar em causa a credibilidade da avaliação. Já dei instruções claras à IGEC para alargar a sua ação, mobilizando mais inspetores e abrangendo mais escolas neste trabalho sistemático, para que também nas disciplinas que não são sujeitas a avaliação externa haja este trabalho", adiantou o ministro, detalhando que haverá auditorias aos critérios de avaliação internos de cada escola.

Na mesma entrevista, Tiago Brandão Rodrigues revelou, ainda, o próximo ano letivo será "uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial", um modelo que poderá obrigar à contratação de mais professores. "Se, no próximo ano, precisarmos de um corpo docente robusto, ele existirá, como existiu ao longo dos últimos quatro anos".
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