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O que ponderar antes de tomar a decisão

Quais os principais pontos que deve ter em conta para tomar a decisão certa

O que ponderar antes de tomar a decisão
Negócios negocios@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 09:00
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Para que serve? | Um MBA é fundamental para acelerar a carreira.
Muito encaram o MBA como o passo que lhes permitirá trocar um Mercedes Class A por um Ferrari - daí em diante a progressão na carreira poderá atingir uma velocidade antes impossível de alcançar. Mas se na maioria dos casos, o MBA é o upgrade que faltava para dar um salto qualitativo na carreira, há que ponderar se estão reunidas as condições certas para avançar.

Idade e experiência profissional
Um MBA para pessoas muito jovens e com pouca experiência profissional, só será interessante se pretenderem aprofundar conhecimentos em áreas diferentes da sua formação. Salvo algumas excepções, as escolas preferem candidatos com mais experiência profissional, pois sabem que esse será um dos factores que mais enriquecerá o curso. E os ex-alunos de MBA comprovam-o. "É muito mais enriquecedor fazer um MBA quando já passamos por determinados desafios e problemas que só a acumulação de experiência permitem", diz Afonso Barbosa, ex-aluno do Executive MBA AESE/IESE. A maturidade dos candidatos e a partilha de conhecimentos e experiências são exemplos da mais-valia deste tipo de formação.

Motivações
Muitos defendem que o MBA é fundamental para acelerar a carreira e preparar o terreno para novos desafios. Porém, existem muitas outras motivações que justificam este investimento. Diversificar o conhecimento para outras áreas de negócio, ganhar competências acrescidas em matéria de gestão, preparar-se para internacionalizar a carreira e reforçar a rede de contactos, são as mais comuns. Na página de apresentação da associação de Alumni do MBA Internacional, a EGE indica estatísticas respeitantes aos países desenvolvidos, que revelam que cerca de 80% das saídas profissionais são obtidas através de redes de contactos, que conseguem ser 12 vezes mais eficazes para promover novos negócios ou contratar quadros diferenciados do que o recurso à colocação de anúncios.

Expectativas
É claro que ninguém investe tempo e dinheiro num MBA para ficar exactamente na mesma. Quem toma esta decisão, tem como expectativa a melhoria substancial da sua vida profissional: desafios mais ambiciosos, maiores responsabilidades, novas áreas de negócio e, em muitos casos, a possibilidade de internacionalização. Para que não se sinta defraudado no final do curso, é importante que seja sensato em relação às suas expectativas, mas também, que escolha o curso adequado ao que pretende. Os MBA têm focos diferentes, por isso é tão importante informar-se muito bem antes de decidir qual escolher.

Também convém partir para esta formação com a certeza de que apesar de ser, de um modo geral, um contributo muito significativo para a maioria dos alunos que o fazem, "é enganoso pensar que ter um diploma, por melhor que seja, dispensa a necessidade de dar provas concretas no local de trabalho", avisa Jorge Bento Farinha, da EGP. Mas é claro que grande parte dos ex-alunos registam evoluções significativas na carreira. Cerca de 44% dos alunos dos MBA da EGE mudaram de emprego e 33% progrediram na carreira, e entre os ex-alunos do Executive MBA AESE/IESE, 15% iniciaram carreira internacional.

Timing certo na carreira
A maioria das escolas defende que os tempos de crise são a melhor altura para apostar num MBA. Mas lembre-se que há que analisar se esta é a altura certa para si. Se ainda está a caminho dos 30, tem poucos anos de experiência profissional e um emprego decente, a menos que a sua empresa aceite patrociná-lo nesta aventura, talvez não seja a melhor altura para virar costas ao que já conseguiu. Será diferente se tem já uma larga experiência profissional e quer alargar as suas competências para sonhar com outros voos. Neste caso, está em condições de ponderar e... avançar.

Disponibilidade
É crítica a adaptação da vida pessoal e profissional a este projecto. Qualquer candidato a um MBA deve ter a consciência de que não se trata 'apenas' de mais uma actividade que irá conseguir realizar no âmbito das múltiplas tarefas que tem diariamente, avisa Ana Rita Matos, ex-aluna do MBA do INDEG/ISCTE. Na verdade, esta é uma formação que vai exigir muito de si. Se pretende fazer um curso em part-time, "terá de assegurar que a sua empresa criará as condições necessárias para compatibilizar os seus deveres profissionais com as exigências de dedicação ao curso", diz Jorge Bento Farinha, director do The Magellan MBA. Mas quer o faça em full ou part-time, lembre-se de um outro aspecto fundamental, a família. Esta tem de ser consultada e integrada neste projecto. "A realização de um MBA não é um projeto da pessoa, mas um projeto de dois anos de toda a família", reforça Afonso Barbosa, ex-aluno do Executive MBA AESE/IESE.

O MBA adequado
'Last but not the least', esta é uma das grandes questões. "Não só porque existem MBA com foco e abordagem pedagógica bem distintos, mas também porque o candidato pode não estar a candidatar-se a um MBA pelos motivos certos", diz Afonso Barbosa. Realizar um MBA é um investimento que é preciso valorizar com conteúdos rigorosos e actualizados, a qualidade do corpo docente, as metodologias adoptadas, ligação às empresas. O nome da escola é importante, mas não mais do que a notoriedade internacional e as acreditações alcançadas, pois estes serão factores que acrescentarão valor ao investimento.


Como pagar o seu curso

Quando pensa no custo de um MBA deve pensar em simultâneo nos benefícios que irá colher depois de o concluir. O MBA é talvez o maior investimento que faz na sua carreira e por essa razão é importante que não se deixe levar pelo mais barato, pois pode sair-lhe mais caro. Ou seja, corre o risco de gastar o seu dinheiro num programa que não cumpre os objectivos que tem em mente e que não se traduzirá numa mais-valia na sua carreira.

Mas se tiver a sorte, ou o mérito, de a sua empresa patrocinar o curso, não terá de se preocupar. Se não for esse o caso, é bom que já tenha começado a ponderar esta questão há algum tempo, pois os custos de um MBA são elevados - em Portugal, só há dois cursos abaixo dos 10 mil euros, pois mesmo aqueles que são em part-time custam entre 12 e 28 mil euros. Além disso, se optar por uma formação a tempo inteiro, não só terá de usar as suas poupanças e, eventualmente uma linha de crédito, como durante o curso não terá qualquer fonte de rendimento.

A maioria das escolas facilita o pagamento em tranches - umas por trimestres, outras em mensalidades -, mas é cada vez mais frequente que os alunos recorram a linhas de crédito.
Não há dados sobre a realidade portuguesa, mas segundo uma sondagem do Financial Times, 70% dos alunos que contraíram empréstimos para financiar o MBA, continuam a pagá-los mais de três anos depois da sua conclusão. Mas ainda assim, admitem que valeu a pena.

A grande vantagem é que geralmente todos os custos do MBA estão previstos no valor que a escola lhe vai fornecer - quer os custos com candidatura e material de estudo, mas também com as viagens e estadias que é, em muitos casos, necessário fazer durante o curso.

No entanto, surgem por vezes algumas supresas, como, por exemplo, poder necessitar de software específico para desenvolver alguns trabalhos, ter de pagar o alojamento num programa full-time caso não o frequente na sua cidade, etc. O melhor conselho é: se o MBA está no seu horizonte, ainda que a médio prazo, comece já hoje a poupar dinheiro e/ou a informar-se sobre quanto ficará a pagar se recorrer a financiamento bancário, para evitar 'apertos' durante o curso.


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