Setor de serviços apoia novo recorde de emprego nos meses de verão
Os meses de verão, com suporte sobretudo da atividade do setor de serviços, garantiram mais um forte impulso no emprego, que no terceiro trimestre passou a abranger mais de 5,3 milhões de indivíduos, num ganho líquido de 191,2 mil postos de trabalho ocupados face a um ano antes, indica nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) ao divulgar os últimos dados trimestrais do Inquérito ao Emprego.
Face a um ano antes, a população empregada sobe 3,7%, crescendo a um ritmo superior ao da população ativa, que no terceiro trimestre avançava 3,3% face a face a igual período de 2024, superando agora os 5,6 milhões de indivíduos.
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Num período que foi marcado por alguma aceleração económica, com maior subida dos gastos das famílias, e que tradicionalmente mobiliza muita mão de obra para as atividades ligadas ao turismo, o mercado de trabalho continuou a dar sinais de uma dinâmica sólida nestes dados do INE que, recorde-se, não são ajustados de sazonalidade. Tal sucedeu apesar de os despedimentos coletivos prosseguirem numa tendência de crescimento, num momento em que a taxa de desemprego se mantém ainda a recuar. Fixou-se no terceiro trimestre nos 5,8%.
A população desempregada seguia a diminuir 2,4%, em termos homólogos, para 326,6 mil indivíduos. No indicador mais lato da subutilização de trabalho (desempregados, temporariamente inativos, desencorajados e trabalhadores que não conseguem um horário completo) os dados mostram um nível inferior ao de um ano antes, ainda que com uma subida ligeira em termos trimestrais neste universo devido a um aumento naqueles que estão em busca de trabalho, mas não imediatamente disponíveis para aceitar emprego. Ainda assim, e face ao aumento da população ativa que lhe serve de base de cálculo, a taxa de subutilização do trabalho caiu novamente e ficou já ligeiramente abaixo dos 10% (ao certo, 9,9%).
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No final do verão, o mercado de trabalho nacional – do qual se encontra fortemente dependente a atividade económica, agora mais assente na evolução do consumo privado – voltou assim a bater recordes, com a taxa de emprego agora nos 57,8%, um novo máximo da série histórica do INE, que tem como base o ano de 2011.
A contribuir para a evolução do emprego ao longo do último ano tem estado, principalmente, o setor dos serviços, que face ao terceiro trimestre de 2024 alargou o universo de trabalhadores em 4,9%. Já as indústrias registam um crescimento de apenas 1,9% em termos homólogos, ao passo que a agricultura e as pescas contam um ano depois com menos 11,1% de trabalhadores.
No que diz respeito à qualidade dos vínculos, mantém-se a tendência de crescimento da contratação permanente, a subir 4.3% face a um ano antes. Ao mesmo tempo, os contratos a termo seguem a diminuir 1,6%.
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Já quanto às habilitações dos trabalhadores, o emprego de licenciados e de indivíduos com formação do ensino secundário ou pós-secundário cresce praticamente a ritmo igual, subindo 6,3% e 7,1%, respetivamente.
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