Emprego Desemprego registado em mínimos de 1991 e mais próximo de ficar abaixo dos 300 mil

Desemprego registado em mínimos de 1991 e mais próximo de ficar abaixo dos 300 mil

O desemprego registado baixou 5% em maio face a abril e está agora em mínimos de 28 anos.
Desemprego registado em mínimos de 1991 e mais próximo de ficar abaixo dos 300 mil
Nuno Carregueiro 19 de junho de 2019 às 11:41

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal voltou a descer em maio. Atingiu um mínimo de 28 anos e está cada vez mais próximo de quebrar em baixa a barreira das 300 mil pessoas, revelam os dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

No final de maio estavam registados 305.171 indivíduos desempregados nos centros de emprego em Portugal. Este é o número mais baixo desde dezembro de 1991 e representa uma queda de 12,9% face a maio de 2018 e de 5% contra abril.

Durante o mês de maio, o número de desempregados inscritos baixou em 16,1 mil, pelo que se mantiver esta tendência de queda, a barreira dos 300 mil pode ser quebrada já neste mês de junho.

Nos últimos 12 meses, o número de desempregados baixou em 45 mil, sendo que a barreira dos 400 mil tinha sido quebrada em março de 2018. Já a fasquia dos 500 mil tinha sido quebrada em julho de 2016, pelo que no espaço de três anos o número de desempregados baixou em cerca de 200 mil. No pico da crise, em 2013, o desemprego registado situou-se acima das 700 mil pessoas durante vários meses.



Os dados revelados esta quarta-feira pelo IEFP mostram que os desempregados inscritos em maio deste ano representavam 65,1% do total de 468.501 pedidos de emprego.


Para a diminuição do desemprego registado face a maio de 2018, "contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para os homens, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há um ano ou mais, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o 1º ciclo básico".

Segundo o IEFP, o desemprego registado diminuiu em todas as regiões, "destacando-se, com as descidas percentuais mais acentuadas, a região de Lisboa e Vale do Tejo e a região autónoma dos Açores, ambas com 14,5%".




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