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Pandemia trouxe mais 100 mil desempregados em Portugal

Os dados divulgados pelo IEFP mostram que no final do mês de maio se registavam 408.934 desempregados em Portugal, mais 103 mil do que no mesmo mês do ano passado.

Teletrabalho dos centros de emprego pode subestimar desemprego.
Miguel Baltazar
David Santiago dsantiago@negocios.pt 22 de Junho de 2020 às 11:23
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Já se sabia que os números do desemprego iriam disparar em consequência da pandemia do novo coronavírus, mas agora o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) veio quantificar a dimensão do estrago: no final do passado mês de maio, o número de desempregados fixou-se em 408.934, mais 103.763 pessoas sem emprego (um aumento de 34%) do que no período homólogo. Em relação a abril, registou-se um aumento de 16.611 desempregados (um crescimento de 4,2% entre abril e maio).

Este aumento de mais de uma centena de milhar aconteceu sobretudo nos últimos meses, já que entre fevereiro  e maio o agravamento superou os 93 mil. Em fevereiro, ainda antes da pandemia, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal era pouco superior a 315 mil.

Os números divulgados esta segunda-feira, 22 de junho, pelo IEFP indicam ainda que no fim de maio haviam chegado a esta entidade 544,351 pedidos de desemprego. 

O IEFP precisa que o aumento superior a 100 mil desempregados face a maio do ano passado foi causado por mais desempregados em todos os grupos considerados, com especial "destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário".

Mais ofertas de emprego e colocações do que em abril
Apesar do enorme crescimento do número de desempregados e de pedidos de subsídio de desemprego observado devido à covid-19, o relatório do IEFP permite perceber que relativamente ao passado mês de abril, o mês de maio trouxe mais ofertas de emprego e colocações. 

Assim, em maio foi registado um aumento de 121,9% nas ofertas de emprego (para um total de 6.971) e um crescimento de 91,6% nas colocações (total de 4.467). 

Algarve domina aumento do desemprego
Segmentando por regiões o crescimento do desemprego, conclui-se que foi no Algarve que se deu o maior agravamento, com esta região a ter um aumento de 202% de desempregados no final de maio comparativamente a igual período do ano passado. Dado que o setor do turismo foi especialmente atingido pela pandemia, é natural que seja no zona algarvia que se verifique o maior aumento de desempregados. 

Em sentido inverso, no Alentejo (-1,4%) e nos Açores (-2,4%) até se registaram descidas no número de desempregados. 

(Notícia atualizada)
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