Descidas do petróleo dão ganhos às bolsas europeias. Commerzbank salta 8%
A Agência Internacional de Energia (AIE) admite fazer nova libertação de reservas de petróleo "se necessário". Em Wall Street, o setor tecnológico também está a dar um impulso ao sentimento positivo dos investidores. Acompanhe os desenvolvimentos do mercado desta segunda-feira.
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Descidas do petróleo dão ganhos às bolsas europeias. Commerzbank salta 8%
As bolsas europeias estão pintadas de verde no fecho da sessão desta segunda-feira - à exceção da bolsa de Lisboa - depois de o terminal petrolífero de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, ter retomado as operações após ter sido obrigado a parar devido a ataques de drones, aliviando os receios dos mercados financeiros sobre interrupções no fluxo de energia.
Além disso, numa tentativa de combater a subida dos preços do petróleo por todo o mundo, a Agência Internacional de Energia, que a semana passada permitiu que 400 milhões de barris de petróleo fossem libertado das suas reservas de emergência, voltou a afirmar que estaria disponível para uma segunda onda de libertações de barris de crude.
Ao mesmo tempo, o Presidente dos EUA vai pressionando os aliados europeus a colaborarem na reabertura do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido a nível mundial.
"Penso que Trump já se encontra sob forte pressão para resolver a questão rapidamente", afirmou Stephan Kemper, estratega-chefe de investimentos do BNP Paribas Wealth Management, à Bloomberg. Acrescentou ainda que mísseis, mercados e eleições intercalares são os três fatores que levam a que a campanha contra o Irão tenha uma duração curta aos olhos dos EUA.
Neste contexto, os investidores voltam a aproximar-se dos ativos de risco. O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, valorizou 0,44% para 598,47 pontos, impulsionado pelos setores de petróleo e gás, seguradoras e imobiliário. Em contraciclo, as ações ligadas ao setor automóvel continuam a ceder, esta segunda-feira em 1,24%.
Entre os principaos movimentos, o UniCredit recuperou as perdas anteriores e fechou com uma subida de 0,5% depois de ter feito uma oferta de 35 mil milhões de euros pelo banco alemão Commerzbank, que saltou 8,62%.
Já a GN Store Nord disparou 21% após de ter concordado em vender o seu negócio de aparelhos auditivos por 17 mil milhões de coroas dinamarquesas à italiana Amplifon que tombou 14,28%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 0,50%, o espanhol IBEX 35 somou 0,18%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,07%, o francês CAC-40 subiu 0,31%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 0,55%. Já o neerlandês AEX ganhou 0,61%.
Juros da dívida da Zona Euro recuam com alívio no estreito de Ormuz
Os juros das dívidas dos países soberanos da Zona Euro registaram alívios esta segunda-feira, em que arranca mais uma semana de guerra no Irão, à medida que os investidores reduzem as apostas numa subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu este ano, devido à queda de hoje nos preços do petróleo.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuaram 2,9 pontos base para 2,948%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 5,6 pontos para 3,613%. Já em Itália, deslizaram 6,3 pontos para 3,723%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos cederam 5 pontos base para 3,377%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade perderam 5,5 pontos para 3,437%.
Fora da Zona Euro, a tendência é a mesma. Os juros das "Gilts" britânicas cederam 5,3 pontos base para 4,769%, enquanto, nos EUA, a "yield" das obrigações a dez anos negoceia com perdas de 3,9 pontos para 4,238%.
Dólar cai com navios a conseguirem passar o estreito de Ormuz
O dólar norte-americano está a desvalorizar esta tarde, depois de duas semanas em que valorizou mais de 3%, enquanto os preços do petróleo também cedem terreno, refletindo o otimismo dos investidores de que o estreito de Ormuz vai registar um aumento da quantidade de navios que por lá passam.
Esta tarde, um petroleiro com bandeira do Paquistão atravessou no domingo o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreio ligado, podendo ter beneficiado de acordo de passagem, segundo dados divulgados por um 'site' de informação marítima.
O euro sobe 0,6% para 1,1484 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" perde 0,26% para 159,31 ienes. Já o índice do dólar da DXY tomba 0,41% para 99,954 pontos, tendo chegado a ceder 0,6% - a maior queda desde 9 de fevereiro.
O fraco desempenho do dólar parece estar "em sintonia com o tom de risco generalizado do início da semana", disse Bipan Rai, da BMO Asset Management, à Bloomberg. “Claro, a grande ressalva é que estamos a apenas uma notícia (sobre a guerra) de distância – mas acredito que há algum otimismo em relação à atividade de transporte marítimo se outros países estiverem dispostos a ajudar a escoltar petroleiros pelo estreito” de Ormuz, acrescentou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que está “a exigir” que outros países contribuam para a defesa do estreito de Ormuz. O Irão negou a afirmação de Trump, que disse estar a tentar negociar para um acordo de cessar-fogo, ao mesmo tempo que lança novos ataques em todo o Golfo Pérsico, forçando a suspensão dos voos no principal aeroporto do Dubai.
Ouro recua em semana de reunião da Fed. Investidores descartam corte de juros
Os preços do ouro estão a desvalorizar esta tarde, pressionados por mais uma semana de guerra no Irão, que tem impulsionado os preços do petróleo para valorizações significativas, enquanto os investidores receiam que a crise energética em curso possa desencadear uma subida da inflação a nível mundial, levando os bancos centrais a aumentarem as taxas de juro.
O metal amarelo perde 0,65% para 4.986,50 dólares por onça, mas têm negociado abaixo desta barreira psicológica.
“O ouro é mais uma proteção contra o impacto mais alargado de conflitos, do que contra ameaças diretas de guerra”, escreveu a UBS Global Wealth Management numa nota citada pela Bloomnerg. Embora os preços mais altos da energia e a inflação tenham pressionado o metal amarelo, “o ouro protege principalmente contra riscos monetários como desvalorização da moeda, aumento do défice e desaceleração económica, que podem resultar de conflitos geopolíticos”, acrescentaram.
O metal amarelo está há duas semanas consecutivas a desvalorizar nos mercados internacionais. A incerteza sobre a duração da guerra no irão tem levado a que os investidores tenham dificuldades em avaliar o impacto nos mercados financeiros e na economia em geral.
Apesar de tanto os EUA e Israel como o Irão darem sinais contraditórios, o Presidente dos EUA garante que o conflito vai durar mais quatro a seis semanas. Os ataques entre ambos prossegue: durante este fim de semana, o Irão lançou novos ataques no Golfo Pérsico, interrompendo os embarques num importante centro petrolífero dos Emirados Árabes Unidos, negando ainda as declarações dpo Presidente dos EUA, Donald Trump, de que o país está a tentar negociar um cessar-fogo.
À medida que a guerra se prolonga, as perspetivas de um corte nas taxas de juros diminuíram. Os investidores agora não veem praticamente nenhuma hipótese de descidas na reunião da Reserva Federal desta semana. "Apesar do papel tradicional do ouro como ativo de refúgio e da sua maior atratividade em períodos de conflito, os investidores poderão concentrar-se cada vez mais nos riscos de inflação, numa dinâmica que reduz a probabilidade de cortes das taxas de juro por parte dos bancos centrais e exerce pressão sobre os preços do ouro, devido à natureza não remunerada do metal", explicou Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, numa nota a que o Negócios teve acesso.
Passagem de navios pelo estreito de Ormuz atira petróleo para o vermelho
O barril de petróleo está agora a negociar em território negativo e bastante próximo dos 100 dólares por barril, depois de até ter arrancado a sessão com grandes ganhos, numa sessão bastante volátil marcada pelos desenvolvimentos no Médio Oriente e do seu impacto no mercado da energia. Os investidores parecem estar a reagir com otimismo à passagem de vários navios pelo estreito de Ormuz, onde se inclui uma embarcação com bandeira paquistanesa com rastreio ativo - um sinal de que as disrupções nesta artéria crítica do comércio global podem estar a acalmar.
A esta hora, o contrato com término em abril do West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - recua 3,93% para 94,83 dólares, enquanto o contrato de maio do Brent - de referência para a Europa - recua 1,4% para 101,69 dólares. É uma ligeira correção da valorização de mais de 40% registada por estes dois crudes de referência desde que o conflito estalou no Irão e levou o país a bloquear o estreito de Ormuz - por onde passa um quinto do petróleo e do gás natural consumido no mundo.
Os mercados estão ainda a reagir à retoma de operações num dos maiores portos dos Emirados Árabes Unidos, depois de um segundo ataque de drones ter atingido a infraestrutura esta manhã. Mesmo assim, a produção de crude no país já foi cortada para metade desde que os EUA e Israel atacaram o Irão no último dia de fevereiro, ao qual Teerão respondeu com uma série de ofensivas sobre países do Golfo Pérsico.
No entanto, e com o conflito já na terceira semana, não há sinais de que as hostilidades possam vir a ter fim. Ainda esta manhã, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros reafirmou que o país não vai pedir um acordo de cessar-fogo aos EUA e a Israel, afirmando que os dois países "já aprenderam uma boa lição e compreenderam com que tipo de nação estão a lidar". As hostilidades continuam e a Agência Internacional de Energia (AIE) já admitiu libertar mais crude das reservas estratégicas, caso a guerra se prolongue.
Depois de ter descrito a situação atual como "a maior perturbação de abastecimento na história do mercado petrolífero mundial", o presidente da AIE dramatizou ainda mais a situação esta segunda-feira. "O volume da oferta de petróleo fora do mercado já é superior ao volume de petróleo que foi retirado do mercado durante o choque petrolífero de 1973", referiu esta segunda-feira, numa intervenção pública.
"O encerramento do estreito de Ormuz está a transformar uma perturbação no transporte marítimo numa verdadeira perda de abastecimento global, à medida que as reservas na região se esgotam e aumentam as interrupções na produção a montante", escreveram os analistas do Morgan Stanley, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. O banco elevou a sua previsão para o segundo trimestre para 110 dólares por barril.
Neste contexto, o Presidente dos EUA, Donald Trump, está a "exigir" a outros países que contribuam para a defesa das embarcações que atravessam o estreito de Ormuz - uma exigência que não está a ser bem recebida pelos aliados europeus. O pedido foi rejeitado por França, Alemanha e Reino Unido, que reafirmam que esta guerra não é da NATO, mas sim apenas dos EUA e de Israel.
AIE admite fazer nova libertação de reservas de petróleo "se necessário"
O presidente executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, admitiu nesta segunda-feira que o organismo pode voltar a disponibilizar reservas estratégicas de petróleo dos seus estados membros, "se e quando necessário".
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Tecnológicas dão impulso a Wall Street. Investidores celebram passagem de navios pelo estreito de Ormuz
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta segunda-feira em alta, impulsionadas por ganhos no setor tecnológico e numa altura em que os investidores reagem com otimismo à passagem pelo estreito de Ormuz de um petroleiro paquistanês e mais dois navios que carregavam gás natural liquefeito (GNL). O governo indiano está ainda em negociações para conseguir fazer com que seis navios passem por esta artéria crítica do comércio global.
A esta hora, o S&P 500 acelera 1,06% para 6.702,52 pontos, o industrial Dow Jones ganha 0,86% para 46.960,50 pontos e o tecnológica Nasdaq Composite valoriza 1,20% para 22.370,52 pontos. Já o VIX - conhecido por ser o "índice do medo" de Wall Street - recua de máximos da semana passada, com os investidores a apostarem numa resolução a curto prazo das disrupções causadas pelo fecho do estreito de Ormuz.
Esta segunda-feira, multiplicaram-se os pedidos por parte de líder mundiais para uma reabertura deste ponto por onde passa um quinto do petróleo e gás consumido no mundo. O primeiro-ministro britânico está a avaliar com os países aliados, incluindo europeus, um "plano coletivo viável" garantir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, ameaçada pelo conflito no Médio Oriente.
No entanto, e com o conflito já na terceira semana, não há sinais de que as hostilidades possam vir a ter fim. Ainda esta manhã, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros reafirmou que o país não vai pedir um acordo de cessar-fogo aos EUA e a Israel, ao mesmo tempo que Teerão avançou com uma série de novos ataques sobre os países do Golfo, que forçaram a suspensão de voos no maior aeroporto do Dubai. Um grande porto dos Emirados Árabes Unidos foi também atingido e as exportações de petróleo foram suspensas temporariamente.
"O conflito em curso acrescenta agora um terceiro obstáculo ao mercado, juntando-se às preocupações com o crédito privado e à ansiedade em torno da inteligência artificial (IA)", explica Tom Essaye, do Sevens Report, à Bloomberg. "Embora a cobertura mediática esteja corretamente centrada principalmente na guerra, todos estes três fatores representam riscos para a recuperação do mercado, pelo que precisamos de acompanhar os três simultaneamente", acrescenta.
Entre as principais movimentações de mercado, a Meta avança 3,40%, depois de a Reuters ter noticiado que a dona do Instagram e WhatsApp está a preparar uma grande restruturação na empresa que pode levar ao despedimento de 20% ou mais da sua força laboral. O objetivo é fazer face ao crescimento galopante dos gastos com IA, ao mesmo tempo que utiliza a tecnologia para tentar trazer mais eficiência para os trabalhadores que não vão ser afetados pelos despedimentos.
Já a Nebius Group, que providencia serviços de "cloud", dispara 14,22%, após a Meta ter assinado um acordo com a empresa avaliado em 27 mil milhões de dólares, em troca de infraestrutura de IA. Na semana passada, a Nvidia já tinha anunciado um investimento no Nebius Group na ordem dos dois mil milhões.
Petroleiro paquistanês atravessa Estreito de Ormuz com rastreio ativo
Um petroleiro com bandeira do Paquistão atravessou no domingo o Estreito de Ormuz com o sistema de rastreio ligado, podendo ter beneficiado de acordo de passagem, segundo dados divulgados por um 'site' de informação marítima.
A embarcação, com 237 metros de comprimento e carregada com crude, entrou na zona económica exclusiva iraniana no domingo e transitou pelo estreito, indicou esta segunda-feira o 'site' especializado em dados de navegação marítima MarineTraffic.
Segundo o MarineTraffic, a travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido naquela via marítima estratégica, devido à retaliação do Irão à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Dados da agência informativa Bloomberg indicam que o navio se encontrava ainda atracado a 28 de fevereiro na ilha de Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.
O Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas energéticas mundiais, por onde transita cerca de um quinto da produção global de petróleo e do gás natural liquefeito.
Teerão tem ameaçado tornar a passagem intransitável em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, numa tentativa de pressionar Washington através do impacto nos mercados energéticos globais.
No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou à China e à NATO para ajudarem a reabrir a rota marítima.
Dados da empresa Lloyd's List Intelligence indicam que 77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira, desde o início da guerra no Médio Oriente.
Euribor mantém-se a três meses e volta a subir a seis e a 12 meses
A taxa Euribor manteve-se esta segunda-feira a três meses e voltou a subir, pela terceira sessão consecutiva, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que se manteve em 2,157%, continuou abaixo das taxas a seis (2,312%) e a 12 meses (2,540%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,312%, mais 0,023 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou , para 2,540%, mais 0,018 pontos do que na sexta-feira. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.
Já a Euribor a três meses manteve-se ao ser fixada de novo em 2,157%, o mesmo valor de sexta-feira.
Starmer quer "plano coletivo" para Ormuz. "Temos de reabrir o estreito para garantir a estabilidade"
O primeiro-ministro britânico afirmou esta segunda-feira estar a avaliar com os países aliados, incluindo europeus, um "plano coletivo viável" garantir a passagem de navios pelo estreito de Ormuz, ameaçada pelo conflito no Médio Oriente.
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Ataque com drone provocou incêndio em complexo petrolífero nos Emirados
Um ataque com um drone provocou esta segunda-feira um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.
Segundo o gabinete de imprensa do complexo petrolífero de Fujairah, um aparelho aéreo não tripulado (drone) provocou o incêndio na zona industrial, não se tendo registado feridos.
As autoridades acrescentaram que as equipas de emergência estão ainda a tentar extinguir as chamas.
O local situa-se na costa dos Emirados Árabes Unidos no Golfo de Omã, para além do Estreito de Ormuz, que foi encerrado pelo Irão.
A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel no final de fevereiro está a provocar a subida do preço do petróleo em todo o mundo.
Hoje, o preço do petróleo Brent, referência europeia, subiu mais de 2% às 08:22 e estava a ser negociado acima dos 105 dólares antes da abertura dos mercados bolsistas europeus.
Europa negoceia no vermelho em semana de reunião do BCE. Commerzbank soma quase 4%
Os principais índices europeus negoceiam com perdas em praticamente toda a linha no início de uma semana que será marcada pelas reuniões dos bancos centrais europeu e norte-americano, enquanto os investidores continuam a seguir de perto as disrupções causadas pelo conflito no Médio Oriente, sobretudo no que toca ao fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cede 0,29%, para os 594,13 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,27%, o espanhol IBEX 35 cai 0,63%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,90%, o francês CAC-40 recua 0,64%, ao passo que o neerlandês AEX regista perdas de 0,09%. Já o britânico FTSE 100 contraria esta tendência e valoriza 0,05%.
Os índices do Velho Continente estão a iniciar a semana com perdas, depois de terem registado a sua primeira queda semanal consecutiva deste ano, à medida que as preocupações de que a guerra no Médio Oriente possa durar mais do que o previsto continuam a pressionar o sentimento dos investidores. O petróleo Brent – de referência para a Europa - negoceia agora acima dos 106 dólares por barril, ainda que com valorizações pouco expressivas. Os “traders” parecem estar a aguardar para perceber se o plano do Presidente norte-americano de criar uma coligação com vários países para escoltarem petroleiros através do estreito de Ormuz se materializará.
Entre os setores, o dos media (-1,10%) e o automóvel (-1,03%) registam as perdas mais expressivas, enquanto o imobiliário (+0,38%) e o das telecom (+0,24%) lideram as subidas.
Entre os movimentos do mercado, o Commerzbank valoriza quase 4% a esta hora, depois de o banco italiano Unicredit (-2,31%) ter apresentado uma oferta pública de aquisição (OPA) voluntária aos acionistas do banco alemão. Segundo a informação divulgada pela empresa italiana, o objetivo é superar uma participação de 30%, mas sem atingir o controlo total do banco alemão. A proposta que está a ser apresentada aos acionistas é feita através de uma troca de ações.
Já a GN Store Nord dispara mais de 35%, depois de ter chegado a subir 42% no arranque da sessão, atingindo um máximo histórico, depois de a empresa ter concordado em vender o seu negócio de aparelhos auditivos por 17 mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 2,6 mil milhões de dólares) à italiana Amplifon.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro com preços da energia estáveis
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviam em toda a linha nesta manhã, enquanto os preços da energia se mantêm abaixo dos máximos atingidos no início da sessão desta segunda-feira. Alguns "traders" estão mesmo a apontar que o Banco Central Europeu pode aumentar as taxas de juro já na decisão que será conhecida na quinta-feira, à medida que a recente subida dos preços do petróleo voltam a gerar preocupações sobre um aumento da inflação.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 1,4 pontos-base para 2,963%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,8 pontos para 3,651%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 1,3 pontos para 3,773%.
Pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos aliviam 1,8 pontos-base para 3,409%. Já em Espanha, a "yield" das obrigações cede 1,7 pontos para 3,474%.
Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a aliviarem 3,2 pontos base para 4,790%.
Dólar desvaloriza após atingir máximos de 10 meses. "Traders" preparam-se para decisões de bancos centrais
O dólar segue a perder terreno durante esta manhã e recua ligeiramente em relação ao pico de cerca de dez meses que atingiu no arranque das negociações, à medida que os “traders” se preparam para uma série de reuniões de bancos centrais, sob a sombra da guerra no Médio Oriente e a ameaça da inflação.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – cede 0,09%, para os 100,269 pontos.
Pelo menos oito bancos centrais, incluindo a Reserva Federal dos EUA, o Banco Central Europeu, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão, reúnem-se esta semana para definir o rumo da política monetária nas respetivas economias. Apesar da trajetória ser incerta, pelos EUA, por exemplo, os “traders” já consideram ser praticamente impossível a Fed anunciar uma flexibilização da política monetária esta semana.
A esta hora, o dólar desvaloriza 0,23% para os 159,360 ienes, depois de a divisa nipónica ter atingido mínimos de 2024 na semana passada. A moeda japonesa tem estado sob pressão devido à forte dependência do país em relação ao Médio Oriente para o abastecimento energético, com a guerra a colocar também em causa as perspetivas de taxas do Banco do Japão.
Já pela Europa, a libra soma 0,12%, para os 1,324 dólares e o euro ganha 0,22%, para os 1,144 dólares, com a moeda única a recuperar de mínimos de cerca de sete meses atingidos no início da sessão.
Ouro desvaloriza e negoceia abaixo dos 5 mil dólares por onça
O ouro está a negociar com desvalorizações contidas nesta segunda-feira, com o conflito no Médio Oriente a entrar na sua terceira semana, enquanto os “traders” pesam uma desvalorização do dólar contra aumentos nos preços do petróleo.
A esta hora, o ouro recua 0,52%, para os 4.992,770 dólares por onça.
O metal amarelo parece estar a estabilizar em torno dos 5 mil dólares por onça, após cair pela segunda semana consecutiva, sob pressão do aumento do preço do crude e das preocupações com uma subida da inflação decorrentes da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
Trump afirmou que o Irão quer chegar a um acordo, mas que Washington pretende melhores condições, enquanto Teerão afirmou que não estava à procura de negociações nem de um cessar-fogo. Durante o fim de semana, os EUA atacaram o principal centro de exportação de petróleo do Irão e Teerão continuou a lançar ataques contra infraestruturas energéticas em vários países da região.
E à medida que a guerra se arrasta, as perspetivas de um corte nas taxas de juro diminuem. Dados vindos do lado de lá do Atlântico, divulgados na sexta-feira, revelaram que as despesas dos consumidores norte-americanos mal aumentaram em janeiro devido a um crescimento económico mais fraco do que o esperado, mesmo antes do início da guerra. Os “traders” consideram agora praticamente nula a possibilidade de uma redução das taxas de juro na reunião da Reserva Federal desta semana. O ouro tende a ter um melhor ndesempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas, por não render juros.
E apesar das quedas recentes do ouro, visto que o dólar tem sido o ativo-refúgio predileto dos investidores desde o início do conflito, as preocupações com a estagflação — crescimento mais lento aliado a inflação elevada — podem levar os investidores a optar pelo metal amarelo como uma melhor reserva de valor a longo prazo.
Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com perdas de 1,65%, para os 79,261 dólares por onça.
Petróleo e gás valorizam com novo ataque do Irão ao porto de Fujairah
Os preços do petróleo negoceiam com valorizações esta manhã, à medida que os riscos de abastecimento no Médio oriente se parecem agravar com o conflito na região, na sequência de um segundo ataque do Irão ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Os preços do crude já subiram cerca de 40% nas últimas duas semanas.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 2,13%, para os 100,83 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 2,93% para os 106,16 dólares por barril.
Os EUA anunciaram na sexta-feira à noite que tinham atacado instalações militares na Ilha de Kharg, que gere a maior parte do petróleo produzido no Irão, embora a agência de notícias Fars tenha informado que as exportações a partir da ilha não estariam comprometidas. O bombardeamento da Ilha de Kharg agravou o alcance do conflito, que, segundo a Agência Internacional de Energia, já causou a maior interrupção no abastecimento da história do mercado global de petróleo.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse aos jornalistas a bordo do Air Force One que está a “exigir” que outros países contribuam para a defesa do estreito de Ormuz, onde o tráfego parece permanecer ainda praticamente paralisado. “Grande parte do prémio geopolítico já estava refletido nos preços na semana passada, pelo que os operadores parecem estar à espera de sinais mais claros de uma perda efetiva de oferta antes de impulsionarem os preços significativamente para cima”, disse à Bloomberg Haris Khurshid, da Karobaar Capital LP, em Chicago. Após o ataque a Kharg, “parece que o mercado está a precificar uma perturbação, em vez de um choque total na oferta”, acrescentou.
Numa entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que poderia adiar a cimeira prevista com o presidente chinês Xi Jinping se Pequim não ajudasse a desbloquear a via marítima. Advertiu ainda que a NATO enfrentaria um futuro “muito mau” se os Estados-membros da aliança atlântica não ajudassem em Ormuz.
Noutras matérias-primas, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos –, soma a esta hora 3,75%, para os 51,995 euros por megawatt-hora.
Ásia fecha sem rumo com petróleo estável e em semana de decisões de bancos centrais
Os principais índices asiáticos encerraram a negociação divididos entre ganhos e perdas, à medida que os preços do petróleo parecem estabilizar acima dos 100 dólares por barril sem grandes flutuações e um dólar mais fraco impulsionou o sentimento dos investidores. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura com ganhos e avançam cerca de 0,50%.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,13% e o Topix cedeu 0,50%. Já o sul-coreano Kospi valorizou 1,14%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,,43% e o Shanghai Composite perdeu 0,26%. Por Taiwan, o TWSE desvalorizou 0,17%.
No arranque de uma semana em que as reuniões dos bancos centrais do Japão, EUA e Zona Euro vão centrar a atenção dos investidores, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA estavam em negociações com o Irão, embora a República Islâmica tenha declarado que não tinha solicitado negociações nem um cessar-fogo. Entretanto, o republicano intensificou a pressão sobre outros países para que ajudassem a reabrir e a escoltar navios pelo estreito de Ormuz.
“O mercado está a tentar estabilizar-se, mas não é um mercado que tenha ficado otimista”, disse à Bloomberg Charu Chanana, da Saxo Markets. “As ações podem acolher com agrado qualquer sinal de que Ormuz possa ser reaberto, mas com novas ameaças de ataques e a diplomacia ainda irregular, a convicção é baixa e o posicionamento deverá permanecer muito instável”, acrescentou.
Outro evento que atrairá a atenção dos mercados nesta semana será o encontro entre Trump e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Nesta linha, Kazuhiro Sasaki, diretor de investigação da Phillip Securities, disse à agência de notícias financeiras que “a especulação antes da cimeira EUA-Japão está a limitar os ganhos” e que se o Japão concordar em enviar navios para o Médio Oriente, isso suscitaria “preocupações constitucionais”, mas poderia impulsionar as ações do setor da defesa, afirmou. Além disso, refere ainda que o nervosismo antes da reunião de política monetária do Banco do Japão, na quarta e na quinta-feira, também está a limitar o apetite pelo risco, já que “os preços mais elevados do petróleo tendem a causar inflação e um iene mais fraco, tornando mais prováveis os aumentos das taxas de juro”, afirmou.
Pela China, as cotadas do setor tecnológico deram algum apoio aos índices e subiram antes da divulgação dos resultados, prevista para o final desta semana, da Tencent (+2,01%) e da Alibaba (+0,91%). Já pela Coreia do Sul, a Samsung valorizou mais de 2% e impulsionou o Kospi.
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