Empresas têm maior dificuldade dos últimos 10 anos em atrair e reter talento

As vagas mais difíceis de preencher são as funções especializadas, que incluem eletricistas, soldadores e mecânicos.
Centro tecnológico pessoas trabalho
Ricardo Meireles
Ana Batalha Oliveira 10 de Fevereiro de 2020 às 13:44

Mais de metade das empresas portuguesas assume problemas a atrair e reter talento. Portugal posiciona-se acima da média global no que toca a estas dificuldades, numa altura em que a escassez de talento sentida no mundo é a mais elevada da última década.

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Atualmente, 54% das empresas a nível global relatam dificuldades na atração e retenção de talento, o nível mais alto dos últimos 10 anos. Em Portugal, a mesma percentagem ascende aos 57%, acima dos 46% relativos a 2018 e dos 35% de 2016, de acordo com os dados publicados pela recrutadora ManpowerGroup.

A dificuldade em recrutar varia consoante as áreas e especificidade das vagas. As mais difíceis de preencher são as funções especializadas (eletricistas, soldadores, mecânicos), seguidas das funções técnicas (controlo de qualidade, pessoal técnico) e das vagas para motoristas. Mas a lista continua, e os profissionais de saúde fecham a lista das 10 categorias onde os problemas de contratação são maiores.

Empresas têm maior dificuldade dos últimos 10 anos em atrair e reter talento
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A estatística também varia consoante a dimensão das empresas, mas não muito. As grandes empresas, com mais de 250 trabalhadores, são as que mais acusam dificuldades no recrutamento – 66%. 59% das pequenas empresas assume os mesmos problemas, 58% das médias e 46% das micro.

Neste cenário, a ManpowerGroup aponta cinco fatores que "não são negociáveis" da ótica dos trabalhadores e que estes valorizam. A remuneração é o mais relevante e a forma como é entregue está a ganhar importância. A maioria dos funcionários (81%) dizem estar mais satisfeitos desde que existe uma avaliação, que permitam um percurso profissional personalizado. Desafios em termos de formão, experiência e visibilidade também contam, tal como o orgulho no empregador. Por fim, a flexibilidade de horários é "fundamental", ao contribuir para o bem-estar.

O conselho às empresas é construir - investir na aprendizagem e no desenvolvimento -, comprar - Ir ao mercado para encontrar o talento que não é passível de desenvolver internamente, aproximar - Ajudar as pessoas a encontrar novos desafios, dentro ou fora da organização e ativar - c ultivar comunidades de talento fora da organização, incluindo part-time, freelance e trabalhadores temporários, para complementar as habilidades existentes.

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