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Administração Trump discute possível compra da Gronelândia

Motivos de segurança nacional voltam a ser invocados pelos EUA para justificar tentativa de aquisição do território sob administração dinamarquesa, avança a Reuters. Intervenção militar também não está excluída, diz a Casa Branca.

Donald Trump pondera comprar Gronelândia
Donald Trump pondera comprar Gronelândia Alex Brandon / Associated Press
06 de Janeiro de 2026 às 22:28

Mesmo depois da intervenção na Venezuela, a administração Trump não esquece a Gronelândia. O Presidente dos EUA e o seu executivo estão a considerar a compra do território e uma ação militar “é sempre uma opção”, disse a Casa Branca esta terça-feira em declarações por escrito enviadas à Reuters.

A Administração norte-americana respondeu a uma série de questões da agência, em que refere que Trump vê a compra da Gronelândia como uma prioridade de segurança nacional “necessária para travar os nossos adversários na região do Ártico”, como a Rússia e a China.

Para controlar o território, “o Presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para perseguir este objetivo e, claro, utilizar as forças armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante supremo”, disse a Casa Branca.      

Os apoios de peso que a Gronelândia – um território semi-autónomo sob administração da Dinamarca – recebeu dos lideres europeus da NATO não detiveram Trump, de acordo com uma fonte citada pela Reuters. “Não vai desaparecer”, refere a fonte sobre as intenções do Presidente norte-americano. Contudo, a mensagem do governo dinamarquês na segunda-feira foi clara: uma invasão da Gronelândia seria o fim da aliança atlântica, representando um conflito entre dois membros fundadores da organização.       

Têm sido discutidas formas de compra do território pelos EUA, mas essa não é a única opção em cima da mesa. Também poderá ser criado um acordo de associação com o território, um passo na direção de incorporar a Gronelândia, com cerca de 57.000 habitantes, nos EUA.  

“A diplomacia é sempre a primeira opção do Presidente em relação a tudo, e os acordos. Ele adora negócios. Por isso, se um bom negócio puder ser alcançado para comprar a Gronelândia, esse seria definitivamente o seu primeiro instinto”, disse a fonte.       

Há vários meses que Trump e os responsáveis norte-americanos têm dado sinais de querer controlar a Gronelândia. Alg que parece ter-se intensificado depois da intervenção na Venezuela, que resultou na deposição do Presidente Nicolás Maduro. Além da localização geoestratégica no Ártico, a ilha é rica em minerais utilizados nas indústrias tecnológica e de armamento e que os EUA pretendem explorar. 

Esta terça-feira, os sinais dados pela Administração norte-americana levaram os líderes europeus a unirem-se na defesa da ilha e da Dinamarca. “A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a elas, decidir sobre as questões que lhes dizem respeito”, lê-se na declaração assinada pelos líderes da França, Alemanha, Polónia, Itália, Espanha, Reino Unido e da própria Dinamarca e à qual, outros líderes aderiram, como o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

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