Primeiro-ministro britânico demite-se
A demissão surge depois de Andy Burnham ter vencido na eleição intercalar de Makerfield e poder iniciar agora um processo interno de disputa pela liderança do Partido Trabalhista. Caso não tenha oposição, Burnham poderá tomar posse como novo primeiro-ministro britânico já em julho.
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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apresentou esta segunda-feira a demissão, antecipando-se a uma disputa interna que poderia afastá-lo ainda esta semana.
O pedido de demissão surge depois de Andy Burnham, presidente cessante da Câmara de Manchester e favorito do Partido Trabalhista a suceder a Keir Starmer, ter vencido as eleições intercalares em Makerfield, no Norte de Inglaterra, na quinta-feira, com 55% dos votos e reunir agora condições para iniciar uma disputa interna pela liderança. Imediatamente após essa vitória frente à direita radical de Nigel Farage, vários deputados do Partido Trabalhista vieram apelar à demissão de Starmer, exigindo "um novo caminho para o Reino Unido".
Após ter consultado os seus ministros, membros do partido e representantes sindicais, Starmer decidiu ceder o lugar a Burnham, evitando assim a demissão em cadeia de vários ministros que acabaria por forçá-lo a passar a pasta ao favorito da base do partido.
"A questão que o meu partido coloca agora é se serei a pessoa mais indicada para liderar nas próximas eleições gerais. Ouvi a resposta do meu grupo parlamentar e aceito-a de bom grado. (...) É por isso que me demito do cargo de líder do Partido Trabalhista", afirmou, numa declaração ao país feita à porta no número 10 de Downing Street.
A saída de cena de Starmer já era esperada pela imprensa britânica e tinha sido dada como certa pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Keir Starmer vai demitir-se do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Falhou redondamente em dois temas muito importantes: imigração e energia (abram o petróleo do mar do Norte!). Desejo-lhe tudo de bom", escreveu o líder norte-americano na rede social Truth.
A decisão foi comunicada por Starmer ao Rei Carlos III na manhã desta segunda-feira. O até então primeiro-ministro britânico comunicou também que vai pedir à comissão executiva nacional do Partido Trabalhista para que estabeleça o calendário a seguir para a escolha do seu sucessor. A intenção é de que as candidaturas à liderança possam começar a ser entregues a partir de 9 de julho, com vista a que o novo líder trabalhista possa assumir funções "antes do regresso do Parlamento em setembro". Até lá, Starmer vai manter-se em funções "para garantir uma transição de poder ordenada".
Caso não tenha oposição, Andy Burnham poderá tomar posse como novo primeiro-ministro britânico ainda no próximo mês. O Reino Unido terá assim o sétimo primeiro-ministro numa década.
(notícia atualizada às 10:20)