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Nancy Pelosi foi a Kiev. Alemanha a favor de embargo europeu a petróleo russo

Acompanhe aqui minuto a minuto o conflito na Ucrânia e o impacto nos mercados.

Nancy Pelosi e Volodymyr Zelensky
Nancy Pelosi e Volodymyr Zelensky Presidência da Ucrânia/via Reuters
01 de Maio de 2022 às 10:22
Duma russa propõe confiscar ativos empresariais a países "não amigos"

O presidente da Duma russa, Vyacheslav Volodin, propôs este domingo a confiscação de bens comerciais aos países "não amigos" da Rússia, em resposta a medidas semelhantes tomadas pelo Ocidente.

"É correto em relação a uma empresa localizada no território da Federação Russa, cujos proprietários são de países 'hostis', responder com medidas semelhantes: confiscar estes bens", disse na sua conta Telegram, citado pela agência de notícias EFE.

"E o produto da venda [dos bens confiscados] será para o desenvolvimento do nosso país", acrescentou.

Volodin escreveu ainda que a Câmara dos Representantes norte-americana aprovou uma lei que permite a transferência de bens congelados de empresas e cidadãos russos para a Ucrânia: "Foi criado um perigoso precedente, que deve ser um bumerangue sobre os próprios estados".

Segundo o líder da Duma, a decisão dos EUA " não irá afetar a economia" russa, uma vez que "os iates, vilas e outras propriedades de cidadãos ricos apreendidos não serviram para o seu desenvolvimento de qualquer forma".

Volodin recordou que as reservas de ouro e de moeda estrangeira da Rússia no valor de cerca de 300 mil milhões de dólares (cerca de 284 mil milhões de euros) do Banco Central russo também foram congeladas, o que, assegurou, "será devolvido, uma vez que se trata de fundos estatais".

Em resposta, acrescentou, o Banco Central proibiu os investidores estrangeiros de retirarem fundos do sistema financeiro russo: "De acordo com algumas estimativas, estamos a falar de mais de 500 mil milhões de dólares. Temos de responder", argumentou.

"Hoje, os empresários russos estão a comprar empresas estrangeiras que operam na Rússia, comprando as ações de parceiros que querem sair do nosso mercado. Estão a agir de forma civilizada, ao abrigo do direito internacional, o que não se pode dizer de uma série de países 'hostis'", disse.

Para o líder da Duma, "a Lituânia, a Letónia, a Polónia e mesmo os EUA estão simplesmente envolvidos em roubos".

As sanções económicas à Rússia surgem na sequência do ataque militar iniciado em 24 de fevereiro contra a Ucrânia que já provocou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,4 milhões para fora do país, segundo dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Pelosi em Kiev ao lado da Ucrânia "até a luta estar terminada"
Pelosi em Kiev ao lado da Ucrânia 'até a luta estar terminada'

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, esteve reunida com o presidente da Ucrânia durante uma visita à capital do país, Kiev, anunciou este domingo Volodymyr Zelensky.

Pelosi, terceira na linha da presidência, é a líder americana de mais alto nível a visitar a Ucrânia desde o início da guerra, e a sua visita marca uma grande demonstração de apoio contínuo à luta do país contra a Rússia.

Nas redes sociais, o gabinete do presidente Zelensky divulgou a presença de Pelosi com uma delegação do Congresso: "Os Estados Unidos são um líder nos esforços para apoiar a Ucrânia na luta contra a agressão russa, obrigado por ajudar a proteger a soberania e a integridade territorial do nosso Estado", afirmou Zelensky, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

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"Estamos aqui para vos agradecer pela vossa luta pela liberdade", afirmou Pelosi, dirigindo-se a Zelensky.

"Estamos numa fronteira de liberdade e a vossa luta é uma luta para todos. O nosso compromisso é estar ao seu lado até que a luta esteja terminada", acrescentou a líder norte-americana, cuja visita não tinha sido anunciada.

Antes da líder do Partido Democrata na Câmara Baixa do Congresso dos EUA, já tinham estado no país os secretários de Estado e de Defesa Antony Blinken e Lloyd Austin, recorda a agência de notícias EFE.

O presidente norte-americano Joe Biden já manifestou em várias ocasiões vontade de viajar para a Ucrânia, mas sem tornar as suas intenções mais específicas.

Governo alemão a favor de embargo europeu ao petróleo russo

O Governo alemão manifestou-se favorável a um embargo europeu às importações de petróleo russo, tendo ultrapassado a anterior relutância, segundo diplomatas europeus citados pelo canal público de comunicação social alemão ZDF.

Segundo as mesmas fontes, Berlim manifestou-se "claramente" a favor do embargo ao petróleo nas últimas negociações em Bruxelas, para a preparação de um sexto pacote de sanções contra Moscovo, devido à invasão russa da Ucrânia.

No entanto, o Governo alemão quer que o pacote de sanções inclua uma fase de transição para instituir o embargo petrolífero, cuja duração ainda não foi especificada, segundo a ZDF.

Até ao momento, a Alemanha era um dos países que se opunha à contenção das importações de petróleo, ao qual também se opõem Espanha, Itália, Grécia, Hungria, Áustria e Eslováquia.

Na terça-feira, o ministro alemão da Economia e Energia, Robert Habeck, já sinalizava uma possível mudança de rumo, ao indicar que, em oito semanas de guerra na Ucrânia, a Alemanha conseguiu reduzir bastante as suas importações de petróleo russo, que representavam originalmente 35%.

Atualmente, o valor está próximo dos 12%, indicou Habeck, que, acrescentou, ainda procura alternativas ao petróleo da Rússia.

A mensagem otimista do ministro, que assegurava que "em poucos dias" a Alemanha estaria em condições de se tornar independente do petróleo russo, gerou especulações sobre a iminência de um possível embargo por parte de Berlim.

Papa: Guerra é "uma macabra regressão na humanidade"
Papa: Guerra é 'uma macabra regressão na humanidade'

O Papa Francisco afirmou este domingo que a guerra na Ucrânia é "uma macabra regressão da humanidade", na tradicional benção aos fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. 

O Sumo Pontífice admitiu que a invasão russa o tem feito "sofrer e chorar", apelando à criação de corredores humanitários para retirar os civis da fábrica Azovstal, em Mariupol.

Segundo a Reuters, o Papa deixou também críticas implícitas à Rússia ao afirmar, durante a oração do Angelus, que Mariupol tem vindo a ser "barbaramente bombardeada e destruída".

40 civis deixam fábrica Azovstal, em Mariupol
40 civis deixam fábrica Azovstal, em Mariupol

Um grupo de 40 civis saíram da fábrica Azovstal, em Mariupol e já deram entrada num centro de acolhimento temporário, segundo o relato de um fotógrafo da Reuters citado pelo Guardian.

As imagens do fotojornalista dão conta da chegada dos civis à vila de Bezimenne, na região de Donetsk, em autocarros de matrícula ucraniana escoltados por veículos militares russos e acompanhamento de veículos das Nações Unidas.

Scholz promete enviar armas para a Ucrânia
Scholz promete enviar armas para a Ucrânia

O chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu este domingo a necessidade de enviar armas para a Ucrânia num discurso do 1.º de Maio, onde começou por ser fortemente vaiado por um grupo de manifestantes.

O chanceler social-democrata criticou quem "olha para os livros de história, olha para onde estavam as fronteiras e tenta mover as fronteiras pela força".

"Isso é imperialismo e nós não queremos isso na Europa", afirmou, num evento organizado pela Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB),em Düsseldorf.

Scholz disse que a Alemanha continuaria a apoiar a Ucrânia "com dinheiro e ajuda humanitária, mas também, para que ela se possa defender, com carregamentos de armas, como muitos outros países fazem, porque é necessário neste momento".

As declarações do responsável foram saudadas por um grupo de manifestantes que gritavam "Paz sem armas", mas antes o chanceler tinha sido fortemente vaiado e assobiado por quem estava nas comemorações do Dia do Trabalhador, relata a agência de notícias EFE.

Scholz aproveitou o evento de hoje para apresentar "solidariedade" com a Ucrânia e mostrar uma continuação das políticas sociais em que centrou a sua campanha eleitoral.

O chanceler prometeu que o aumento das despesas de defesa e segurança não levará o governo de coligação dos Sociais-Democratas, Verdes e Liberais a abandonar as suas iniciativas "por uma sociedade mais justa e solidária".

Presidente da República destaca "papel fundamental" de Guterres
Presidente da República destaca 'papel fundamental' de Guterres

O Presidente da República destacou este domingo o "papel fundamental" que o secretário-geral da ONU tem tido no acompanhamento humanitário na Ucrânia, avançando que António Guterres atuou "com prudência" e "bom senso" desde o início da guerra.

"António Guterres teve um papel fundamental, porque quando muitos diziam que ele não arriscava, não intervinha, não aparecia, ele foi dos primeiros a pronunciar-se sobre a guerra", disse aos jornalistas Marcelo Revelo de Sousa à margem do Estoril Open.

O chefe de Estado português frisou também que o secretário-geral das Nações Unidas "acompanhou sempre a parte humanitária" e" fez diligências constantes", tendo esperado pelo momento em que podia ter sucesso para avançar e "correu risco".

"Logo isto mostra que atuou com prudência, com bom senso e no exercício daquilo que é o poder do secretário-geral das Nações Unidos", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa sobre a visita que o secretário-geral da ONU efetuou na semana passada a Moscovo e Kiev.

Questionado se a ida de António Guterres à Ucrânia tinha contribuído para que os civis começassem a sair de Mariupol, o Presidente da República respondeu: "Na medida em que a primeira prioridade, que era humanitária e era Mariupol, tenha sucesso definitivo, e esperamos que sim, quer dizer que aquilo em que ele arriscou terá tido sucesso total, espero que seja o caso".

Retirada de civis de Mariupol retoma segunda-feira

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que foram retirados cerca de 100 civis da fábrica Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, sitiada há vários dias pelas forças russas, numa operação que começou no sábado.

Na conta oficial na rede social Twitter, Zelensky anunciou que um primeiro grupo de cerca de 100 pessoas "já está a caminho" da área controlada pela Ucrânia, acrescentando que, na segunda-feira, se encontrará com eles em Zaporijia, no sul do país. "Agradeço à nossa equipa. Agora, juntamente com a ONU, ela está a trabalhar na retirada de mais civis da fábrica", escreveu o Presidente ucraniano.

A ONU confirmou que a operação de retirada de civis do reduto da fábrica Azovstal prossegue em coordenação com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV). As travessias serão retomadas às 05:00 horas, avançaram ainda as autoridades da cidade de Mariupol.

MNE ucraniano pede embargo petrolífero à Rússia

A próxima ronda se sanções da União Europeia (UE) à Rússia relacionadas com a invasão da Ucrânia deveria incluir um embargo total às importações de petróleo, pediu o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, no Twitter.

"Falei com Josep Borrell sobre a próxima ronda de sanções da UE á Rússia, que tem de incluir um embargo petrolífero", escreveu o governante na rede social. "Também enfatizei que não pode haver alternativa em relação à concessão à Ucrânia do estatuto de país candidato. Demos ainda atenção a mais retiradas seguras de pessoas da cidade sitiada de Mariupol".

A UE tem agendadas novas reuniões esta semana para discutir o agravamento das sanções económicas e financeiras à Rússia. Até agora, o petróleo vinha sendo uma linha vermelha para o bloco dada a elevada dependência da região face à importação de energia russa. No entanto, o apoio da Alemanha poderá desbloquear a questão.

Jörg Kukies, um dos conselheiros mais próximos do chanceler Olaf Scholz, disse este domingo que Berlim está a favor de um embargo petrolífero à Rússia, mas que precisa de "alguns meses" para se preparar para o fim do fornecimento de crude da Rússia.

I spoke with @JosepBorrellF on the next round of EU sanctions on Russia which must include an oil embargo. I also emphasized there can be no alternative to granting Ukraine EU candidate status. We paid separate attention to further safe evacuation from besieged Mariupol.

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