UE alerta capitais europeias para que não tornem crise energética numa crise orçamental

Comissão Europeia alerta que apoios devem ser limitados no tempo e no alcance, de forma a evitar uma repetição da crise energética de 2022. Comissário europeu para a Energia diz que apoios devem estar "dentro da margem orçamental" e pede "coordenação e cautela".
Comissário europeu para a Energia pede 'coordenação e cautela' nos apoios face à atual crise.
Ronald Wittek / Lusa - EPA
Negócios 11:00

A Comissão Europeia está a alertar os 27 Estados-membros para que evitem apoios excessivos para compensar a subida dos preços da energia, transformando a atual crise energética numa crise orçamental, avança o nesta segunda-feira.

O executivo comunitário defende que os cortes de impostos sobre a energia, os subsídios e os tetos de preços propostos pelos 27 devem ser limitados no tempo e no alcance, de forma a evitar uma repetição da crise energética de 2022, que alimentou a subida da inflação e o crescimento dos défices orçamentais. "Este é um esforço comum da Comissão", diz o comissário europeu para a Energia, Dan Jørgensen, ao . "O que acontece num determinado setor da economia pode alastrar-se ao resto da sociedade."

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Dan Jørgensen nota que a Comissão Europeia está a prestar aconselhamento técnico aos países para formularem políticas públicas de resposta à atual crise energética "dentro da margem orçamental de que dispõem". Sugere ainda "coordenação e cautela" na aplicação de medidas para aliviar pressões sobre os preços da energia. 

Países como Portugal, Espanha, Itália e Polónia já avançaram com medidas para reduzir os impostos sobre os combustíveis. 

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