UE vai suspender tarifas de 93 mil milhões sobre produtos dos EUA após recuo de Trump

Fica suspenso por meio ano o pacote de retaliação contra os EUA, depois de Trump ter dado um passo atrás na ameaça de tarifas sobre produtos de oito países europeus devido à oposição ao controlo de Washington sobre a Gronelândia.
Ursula von der Leyen e Donald Trump
Jacquelyn Martin | AP
Diana do Mar 15:52

Bruxelas decidiu suspender, por meio ano, o pacote de retaliação contra os EUA, à luz do qual se preparava para aplicar tarifas de 93 mil milhões de euros sobre produtos norte-americanos, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter recuado na sua ameaça de que se opuseram à intenção de Washington de tomar o controlo da Gronelândia.

A Comissão Europeia planeia apresentar uma proposta de extensão da suspensão das contramedidas, que deve expirar a 7 de fevereiro, segundo o porta-voz do executivo comunitário para o Comércio, Olof Gill.

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"Alcançámos o nosso objetivo por meios diplomáticos e políticos, que serão sempre a nossa preferência, em vez de entrarmos numa espiral de medidas e contramedidas", afirmou, aos jornalistas em Bruxelas na sexta-feira, em declarações reproduzidas pela .

A suspensão durará seis meses mas, caso necessário, as contramedidas podem ser reativadas a qualquer momento, explicou.

As tinham sido previamente acordadas pela UE, mas a sua implementação foi suspensa no quadro das negociações sobre o, assinado, no ano passado, na Escócia.

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As tensões sobre a abordagem de Trump à Gronelândia levaram os líderes europeus a considerar a utilização da sua ferramenta comercial mais poderosa: o instrumento anti-coerção da UE, cuja ativação requer maioria qualificada, foi adotado em junho de 2023, mas nunca foi utilizado. A chamada "bazuca" comercial permite, por exemplo, impor limites às importações de um país ou ao acesso a determinados mercados.

Por seu turno, sendo de esperar também que, após o recuo de Trump, a desbloqueie, afirmou a presidente, Roberta Metsola, aos jornalistas, antes da cimeira de líderes de quinta-feira.

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No sábado passado,  (Dinamarca,  Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) a partir de 1 de Fevereiro devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia. A taxa de 10% seria elevada para 25% a 1 de junho, se não fosse assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos EUA.  

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Uma após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, em Davos.

"Com base numa reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da NATO, formámos o quadro de um futuro acordo no que diz respeito à Gronelândia e, de facto, sobre toda a região do Ártico", escreveu na quarta-feira o Presidente dos EUA nas redes sociais. "Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas que estavam agendadas para entrar em vigor a 1 de fevereiro", afirmou.

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Com efeito, no dia seguinte, Mark Rutte assegurou que os avanços negociais com Trump – que levaram o líder americano a   foram conseguidos sem discutir a soberania da Gronelândia com os EUA, focando-se antes na segurança da região do Ártico.

A declaração surgiu numa altura em que o governo dinamarquês sublinha que Mark Rutte não tem mandato para negociar em nome do Reino da Dinamarca sobre a soberania da Gronelândia.

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