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Carney: É do interesse da UE que Londres continue o "banqueiro de investimento" para a Europa

Depois de o presidente do Eurogrupo ter afirmado que Londres não pode continuar a ser o centro financeiro para a Zona Euro, o governador do Banco de Inglaterra garante que é do interesse da UE o acesso a esses serviços.

mark carney
Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 30 de Novembro de 2016 às 11:37
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Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, alertou esta quarta-feira, 30 de Novembro, que a União Europeia tem muito a perder com qualquer prejuízo que o Brexit provoque no sistema bancário do Reino Unido.

"O Reino Unido é efectivamente o banqueiro de investimento para a Europa", afirmou o governador do Banco de Inglaterra numa conferência de imprensa, em Londres, citado pela Bloomberg. "Estas actividades são cruciais para as empresas da União Europeia, e é absolutamente do interesse da União Europeia que haja uma transição ordenada e acesso contínuo a esses serviços".

Os alertas de Carney, feitos juntamente com o aviso de que os riscos para a estabilidade financeira permanecem "elevados", surgem depois de o presidente do Eurogrupo ter dito, na terça-feira, que Londres não pode continuar a ser o centro financeiro para a Zona Euro, já que, depois do Brexit, o país não deverá ficar sujeito às regras da União Europeia.  

O presidente do Eurogrupo apelou, por isso, a uma "posição firme" do bloco nessa matéria. "Não podemos permitir que o centro dos serviços financeiros da Europa e da Zona Euro fique fora da Europa e da Zona Euro e siga o seu próprio caminho em termos de regras e regulamentos, requisitos, etc.", frisou no Parlamento Europeu. "Temos que assumir uma posição firme em relação a isso. Não há alternativa".

Dijsselbloem alertou também que o Brexit vai significar um "período difícil" para o Reino Unido, repetindo a mensagem já transmitida pelo presidente do Banco Central Europeu esta semana, de que o Reino Unido é quem mais vai sofrer com o divórcio.

"Se, a longo prazo, se materializasse o risco de uma economia do Reino Unido menos aberta em termos de comércio, migração e investimento directo estrangeiro, haveria um impacto negativo na inovação e na concorrência e, consequentemente, na produtividade e no produto potencial", sustentou Draghi esta segunda-feira. "Tais desenvolvimentos pesariam, em primeiro lugar, sobre a economia do Reino Unido. Em certa medida, teriam também efeitos limitados na Zona Euro".

Os comentários do governador do Banco de Inglaterra foram proferidos após a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira, onde a autoridade monetária deixa claro que um Brexit desordeiro pode ter efeitos prejudiciais para a economia e para o sistema financeiro do país.

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