União Europeia Desemprego no Reino Unido sobe pela primeira vez desde 2015

Desemprego no Reino Unido sobe pela primeira vez desde 2015

O desemprego no Reino Unido subiu pela primeira vez em sete meses nos três meses compreendidos entre Dezembro e Fevereiro. Ainda assim, a taxa de desemprego manteve-se nos 5,1%.
Desemprego no Reino Unido sobe pela primeira vez desde 2015
Ana Laranjeiro 20 de abril de 2016 às 11:20

O desemprego no Reino Unido subiu pela primeira vez em sete meses. De acordo com os dados oficiais divulgados esta quarta-feira, 20 de Abril, e citados pela imprensa internacional, de Dezembro de 2015 a Fevereiro de 2016 mais 21 mil pessoas no Reino Unido estiveram à procura de emprego para um total de 1,7 milhões de pessoas nesta situação. Ainda assim, a taxa de desemprego manteve-se nos 5,1%, em linha com as estimativas dos analistas.

Por outro lado, o número de pessoas empregadas cresceu em 20 mil, o que representa a leitura mais fraca desde Junho do ano passado.


Nick Palmer, do Office for National Statistics do Reino Unido, citado pela Bloomberg, defende que "é muito cedo para ter a certeza, mas com o desemprego a subir pela primeira vez desde meados de 2015 – e com o emprego a ter a sua subida mais lenta desde esse período – é possível que as recentes melhorias no mercado de trabalho estejam a aliviar".


Referendo sobre a permanência na União Europeia

Em Junho vai realizar-se um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE). Os alertas para os efeitos que uma saída do bloco europeu podem ter para a economia britânica têm surgido de várias entidades. Ainda no passado dia 18, o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, alertou que o país ficará "permanentemente mais pobre" se os eleitores votarem a favor da saída do país da UE. O alerta foi feito no dia em que foi publicado um relatório do Tesouro que estabelece os custos e benefícios da adesão à UE.

Segundo esse estudo, o "Brexit" levaria a economia britânica a encolher 6% até 2030, o que custaria 4.300 libras (cerca de 5.410 euros) a cada família anualmente. Num artigo para o The Times, Osborne refere que "a conclusão é clara para a economia e para as famílias do Reino Unido – deixar a UE seria o mais extraordinário golpe auto-infligido".

 

No final de Março, o Banco de Inglaterra apontou que os riscos associados a uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia poderão penalizar as perspectivas de crescimento da Zona Euro. E que o Reino Unido pode sofrer uma crise de crédito se os eleitores votarem a favor da saída da União Europeia no referendo do próximo dia 23 de Junho.

A 22 de Março, a agência de notação financeira Moody's indicou que uma saída do Reino Unido resultaria numa prolongada incerteza económica e financeira.

 




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