Eurogrupo: Acordo com a Grécia ainda longe do fim
Apesar de registado alguns progressos nas negociações da Grécia com os credores internacionais, não será desta que se chegará a um acordo que permita desbloquear empréstimos e abrir caminho para um alívio da dívida grega.
"Temos tido boas notícias de Atenas, por isso vamos ver em que ponto estamos", mas "não esperem qualquer acordo hoje", afirmou aos jornalistas o líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem (na foto), à entrada, esta sexta-feira, 22 de Abril, para a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.
A Grécia será o prato forte do encontro e as notícias "têm sido boas", assinalou Dijsselbloem, citado pela Reuters. Mas "estamos apenas no início das negociações", salientou, afirmando que se houver progressos sobre o conteúdo do programa, então os próximos passos passarão por discutir a questão do alívio da dívida grega.
Todos concordam que tem havido progressos nas negociações sobre as reformas no país, mas o tom geral é que, de facto, as negociações entre a Grécia e os credores internacionais estão longe de estar concluídas.
Também em declarações à entrada para o encontro, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou isso mesmo, deixando um recado aos gregos: Se Atenas "implementar o que foi acordado no ano passado - e nós estamos a trabalhar nisso - então não haverá necessidade de discutir esse assunto [da redução da dívida]", afirmou, citado pela Reutes.
Christine Lagarde, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional, considerou igualmente ser impossível chegar hoje a alguma conclusão. Também em declarações à Reuters, Lagarde sublinhou que "há mais trabalho para ser feito". "Estamos determinados a continuar o trabalho, mas ainda não chegámos lá", afirmou, salientando a importância de os líderes se porem de acordo no que toca à questão da sustentabilidade da dívida grega.
A Alemanha, a Finlândia e a Eslováquia, entre outros países, opõem-se a qualquer alívio da dívida grega, considerando que não é necessário e que a estratégia deve passar apenas pela implementação de reformas no país. Pelo contrário, o FMI defende que, sem isso, a dívida grega não é sustentável.