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Há 140 mil pessoas que querem que Durão perca reforma da Comissão Europeia

"Em nosso nome, não!" é o título da petição, aberta a todos os cidadãos europeus até ao fim de Setembro, para pedir "fortes medidas exemplares" contra Durão Barroso, "cujo comportamento desonra os funcionários europeus e a União Europeia".

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Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 13 de Setembro de 2016 às 14:08
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Quase 140.000 pessoas assinaram até hoje uma petição lançada por funcionários das instituições europeias pedindo que sejam tomadas "medidas exemplares" face à contratação do ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso pelo banco norte-americano Goldman Sachs.

"Em nosso nome, não!" é o título da petição, aberta a todos os cidadãos europeus até ao fim de Setembro, para pedir "fortes medidas exemplares" contra Durão Barroso, "cujo comportamento desonra os funcionários europeus e a União Europeia".

O apelo, lançado a 11 de Julho, três dias depois do anúncio da contratação de Durão Barroso como conselheiro do Goldman Sachs International para as questões ligadas à saída do Reino Unido da UE ('Brexit'), pretende alcançar as 150.000 assinaturas.

Ao princípio da tarde de hoje, a petição registava 139.989 assinaturas.

No texto, disponível no endereço https://www.change.org/p/for-strong-exemplary-measures-to-be-taken-against-jm-barroso-for-joining-goldman-sachs-international, os autores definem-se como "um grupo espontâneo de funcionários das instituições europeias" que se juntaram por estarem "cada vez mais preocupados com a deterioração da imagem do projeto europeu" junto de "familiares, amigos, vizinhos e cidadãos europeus" em geral.

A contratação de José Manuel Durão Barroso pelo Goldman Sachs -- "um dos bancos mais implicados na crise do crédito imobiliário de alto risco que levou à crise de 2007-2008, a pior desde a Grande Depressão" - é qualificada no texto de "irresponsável", "lesiva para as instituições europeias" e "moralmente repreensível".

Os signatários defendem que o Conselho da UE e o Colégio de comissários devem levar o caso ao Tribunal de Justiça Europeu.

A essa instância pedem que, independentemente de ter sido respeitado o período de transição de 18 meses após o fim do mandato, "analise em pormenor e com toda a transparência" se foram respeitados os deveres de "integridade e discrição".

À luz das conclusões dessa análise, o Tribunal deve "tomar medidas exemplares devidamente fortes" como "a suspensão da pensão como antigo presidente da CE" e de "possíveis títulos honoríficos relacionados com as instituições europeias", sustentam.

O texto pede ainda um "reforço das regras éticas destas práticas de porta giratória" aplicáveis a antigos membros da Comissão.

Durão Barroso presidiu à Comissão Europeia entre 2004 e 2014.
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