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Schäuble: Trump ou Clinton, não haverá sustos nos mercados

Para o ministro alemão das Finanças, o pior cenário das eleições norte-americanas não se prende com o seu resultado, mas com a possibilidade deste não ser aceite pelas partes envolvidas.

Miguel Baltazar/Negócios
Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 07 de Novembro de 2016 às 14:55
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O ministro alemão das Finanças acredita que os mercados financeiros já digeriram todos os resultados possíveis das eleições norte-americanas, pelo que não antecipa o risco de turbulências, independentemente de a vitória vir a ser de Hillary Clinton ou de Donald Trump.

"Os mercados financeiros já descontaram todos os resultados possíveis das eleições norte-americanas. É assim que funcionam actualmente", afirmou Wolfgang Schäuble nesta segunda-feira, 7 de Novembro, em Bruxelas.


Em resposta aos jornalistas, que o questionavam à chegada do encontro mensal entre os ministros das Finanças dos países do euro (Eurogrupo), Schäuble punha assim água na fervura nas previsões dos que antecipam uma reacção especialmente nervosa dos mercados em caso de vitória do candidato republicano. É o caso de Simon Jonhson que, em texto de opinião públicado no Negócios, escreve que "uma grande surpresa adversa – como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos – iria provavelmente fazer com que os mercados bolsistas colapsassem e atiraria o mundo para a recessão. 

"Esperemos pela escolha dos eleitores norte-americanos e que o resultado seja aceite por todas as partes para que não tenhamos um longo período de incerteza pela frente", acrescentou o ministro alemão. Trump tem acusado os media de parcialidade e o sistema de estar "viciado",  e disse recentemente que "aceitarei totalmente os resultados desta grande e histórica eleição presidencial… Se eu ganhar".

Na semana passada, as acções mundiais viveram o ciclo mais negativo desde 2011, o dólar esteve em queda e o ouro voltou a superar os 1.300 dólares, em reflexo da incerteza em torno das eleições americanas. Três novas sondagens, conhecidas na véspera do dia "D", dão uma curta vantagem, a oscilar entre três a quatro pontos percentuais, à candidata democrata.

Sobre a situação na Grécia – tema mais uma vez em agenda no Eurogrupo desta tarde – Schäuble voltou a afirmar que um novo alívio nas condições de pagamento da sua dívida pública apenas poderá ocorrer uma vez terminado este terceiro resgate e em função dos seus resultados.

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