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Um terço dos americanos já votou e há boas notícias para Trump e Clinton

O voto antecipado está a trazer boas notícias às duas campanhas. Embora os democratas estejam a apresentar desempenhos piores do que em 2012 em alguns Estados, o voto dos eleitores de origem hispânica está a disparar nestas eleições.

Reuters
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 06 de Novembro de 2016 às 18:33
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Mais de 40 milhões de norte-americanos já escolheram quem querem a liderar o país nos próximos quatro anos. O que representa um terço do número de eleitores de 2012. Estes são os números do "early voting", ou voto antecipado, que alguns dos Estados permitem dias antes da eleição. Para já, há algumas boas notícias para os republicanos, mas o crescimento do voto hispânico parece estar a ajudar mais os democratas.

Embora não saibamos em quem votaram estas pessoas – os votos são contados apenas no dia da eleição – sabemos se elas estão registadas como democratas ou republicanos, assim como algumas das suas características demográficas (idade, raça), o que permite estimar tendências. Este ano, o voto antecipado está a ter mais atenção, porque está a aumentar face a 2012 (mais oito milhões, até agora) e porque alguns dos Estados que o permitem são decisivos, como Florida, Carolina do Norte ou Nevada. Para já, ambas as campanhas conseguem encontrar dados encorajadores.

De uma perspectiva nacional, o voto democrata está à frente do republicano. Até domingo de manhã, 42,2% dos votos vieram de democratas e 34,9% de republicanos (independentes e outros partidos representaram 22,9%). No entanto, em muitos Estados, Hillary Clinton está a desiludir face a Barack Obama. Os republicanos parecem estar a receber boas notícias de Florida, Carolina do Norte e Iowa. Mas Nevada, Colorado e Arizona dão confiança aos democratas.

O comportamento das minorias tem recebido atenção. Clinton deve estar preocupada com o facto de os afro-americanos, que votam mais democrata, estarem a apresentar níveis de participação inferiores a 2012. Por outro lado, os últimos dias trouxeram uma vaga de hispânicos às urnas.

As melhores notícias para os democratas vêm do Nevada, onde têm uma vantagem de 42 vs 36%. É um Estado onde o voto antecipado pesa muito (70% em 2012). O jornalista Jon Ralston segue de perto estes dados e acha que a afluência foi tão grande nestes dias que só um milagre dará o Estado a Trump. "É praticamente certo que os republicanos perderam Nevada na sexta-feira", escreveu no seu blogue. "É como Bruce Willis no "Sexto Sentido" (spoiler alert), não se apercebe de que já está morto."

Na Florida, as notícias são melhores para os republicanos. Já votaram mais de seis milhões de pessoas e, embora os democratas estejam ligeiramente à frente (por 30 mil votos), essa vantagem é mais escassa do que em 2012. Por outro lado, o voto hispânico está a crescer 129% face a 2008. Tendências semelhantes observam-se em Carolina do Norte e Georgia.

Em Carolina do Norte, onde mais de metade dos eleitores já votou, os democratas têm uma vantagem de 10 pontos, mas há quatro anos era de 16 pontos e Romney, ainda assim, venceu o Estado. Porém, a análise do NYT ao voto antecipado aponta para uma vitória de seis pontos de Clinton.

Importa sublinhar que, embora dê pistas importantes, é muito discutível que o voto antecipado seja bom a prever o resultado final das eleições (excepto em casos específicos, como o Nevada).

Na média do FiveThirtyEight, Clinton tem uma vantagem de 2,8 pontos nas sondagens nacionais. Contudo, a sua posição nos Estados é mais frágil, daí Trump ter, segundo site, 36% de probabilidades de vencer no dia 8 de Novembro.

Susto em comício de Donald Trump

Donald Trump foi retirado do palco por agentes dos serviços secretos norte-americanos depois de alguém ter grito "arma!" no público que compunha o seu comício. A confusão terá começado quando um homem tentou erguer um cartaz, o que lançou alguma confusão entre as pessoas à sua volta. Revistado mais tarde pela polícia, não foi encontrada qualquer arma em sua posse. O candidato republicano regressou minutos depois ao palco e agradeceu aos Serviços Secretos. "Ninguém disse que seria fácil para nós. Mas nunca nos vão parar", afirmou. A campanha de Donald Trump, via um dos seus filhos e o gestor de redes sociais do milionário, está a aproveitar este acontecimento para dizer que o que ocorreu uma "tentativa de assassinato".

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