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Conselheiro e ministro de Tsipras envolvido em suspeitas de clientelismo

Alekos Flambouraris, um dos mais próximos conselheiros de Tsipras, será dono de uma construtora que assinou um contrato público de 3,9 milhões de euros em Maio. A empresa também não teria os impostos em dia. A denúncia do jornal ProThema incendiou a campanha. O ex-ministro garante que o contrato foi ganho em 2014.

alexis tsipras
alexis tsipras Bloomberg
16 de Setembro de 2015 às 18:44

Alekos Flambouraris, um dos mais próximos conselheiros de Alexis Tsipras e seu ex-ministro de Estado, é o accionista maioritário de uma empresa de construção, a Diatimisi, que assinou um contrato público de 3,9 milhões de euros em Maio, quando este era membro do governo.

A denúncia foi feita pelo jornal ProThema, segundo o qual a empresa não entregou igualmente a declaração que comprovaria a inexistência de dívidas ao fisco e à segurança social, pelo que a adjudicação do contrato é ilegal. O jornal grego acrescenta que essa declaração de não-dívida está em falta desde 2002, ano em que a empresa foi criada.

Estas alegações incendiaram a recta final da campanha eleitoral, com os partidos da oposição a acusarem o ex-ministro e o governo liderado por Alexis Tsipras de ter pactuado com situações que configuram clientelismo e corrupção.

Flambouraris não esclareceu se ainda mantém uma participação maioritária no capital da construtora, mas garante que, antes de ingressar no governo, deixou de desempenhar funções executivas e apresentou os papéis para a reforma. O ex-ministro diz ainda que o contrato  assinado em Maio foi vencido, em concurso público, pela sua empresa ainda em 2014.

Todos os partidos da oposição pediram esclarecimentos e este é o assunto que passou a dominar a recta final da campanha. Stravros Theodorakis, líder do To Potami, foi mais longe, insinuando que a adjudicação de contratos públicos a empresas de membros do governo ou de familiares terá sido uma prática corrente durante os oito meses de gestão do líder do Syriza. "Não é apenas Flambouraris mas muitas outras pessoas próximas a Tsipras que ganharam concursos para obras públicas poucos dias antes das eleições", acusou Theodorakis, acrescentando que o pai e o tio do ex-primeiro-ministro têm ambos empresas de construção.

Os gregos voltam às urnas neste domingo, 20 de Setembro, para eleger o próximo governo. As eleições foram marcadas depois da demissão de Tsipras, que ficou sem condições para governar devido às dissidências no seio do seu partido.

A mais recente sondagem coloca o maior partido da oposição, o Nova Democracia, à frente, com 27,5% das intenções de voto, com uma ligeira vantagem face ao Syriza, que reúne 27%.Tsipras e o líder da Nova Democracia, Evangelos Meimarakis, têm estado taco a taco nas intenções de voto e há apenas cinco dias era o Syriza quem liderava as sondagens.

(correcção: o valor do contrato é de 3,9 milhões de euros, não de 3,9 mil milhões)

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