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Fuga de apoiantes deixa Fillon próximo de abandonar corrida

Depois de vários militantes terem abandonado Fillon, foi a vez do seu porta-voz se demitir, depois de o tesoureiro e de outro director da campanha terem feito o mesmo. O jornal Politico diz que este domingo poderá ditar a saída do candidato da corrida presidencial.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Março de 2017 às 12:46
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François Fillon, candidato pelos Republicanos, tem um comício este domingo, 5 de Março. De acordo com o jornal Politico caso o apoio não seja significativo, o candidato de direita deverá abandonar a corrida ao Eliseu.


"Ele [Fillon] pode lutar contra juízes, mas não pode lutar contra o seu próprio partido durante muito mais tempo", afirmou um conselheiro de Fillon ao Politico.

 

O candidato de direita está sob fogo cruzado devido às especulação de desvio de fundos públicos – peculato – na contratação da sua mulher, Penelope Fillon, como sua assessora parlamentar. Ainda na quinta-feira, 2 de Março, a casa de Fillon foi alvo de buscas por parte de agentes do Gabinete Central de Luta Contra a Corrupção e Infracções Financeiras e Fiscais, segundo a Lusa. As buscas realizaram-se a pedido dos três magistrados nomeados a 24 de Fevereiro para investigarem os alegados desvios de fundos público, tráfico de influências e ocultação de actividades, noticiou o jornal Le Parisien, citado pela agência de informação portuguesa.

 

Este caso já levou à retirada de apoio de vários militantes, de 65 deputados e alguns autarcas franceses.

 

E nos últimos dias têm sido vários os responsáveis pela sua candidatura ao Eliseu a abandonarem a campanha. O último foi Thierry Solère, porta-voz do candidato. A demissão deste responsável foi conhecida esta sexta-feira de manhã. "Decidi terminar as minhas funções como porta-voz de François Fillon", escreveu Solère no Twitter, citado pela Lusa.

 

Antes do porta-voz, dois directores-adjuntos da campanha, o tesoureiro e o porta-voz para as questões de política externa, também se demitiram.

Entretanto, a Reuters avança que o partido de centro-direita UDI, que tem cerca de 30 deputados no Parlamento, deverá anunciar ainda hoje a retirada de apoio a Fillon.

 

Na quarta-feira, 1 de Março, Fillon convocou uma conferência de imprensa onde negou as suspeitas de que era alvo, mas disse manter-se na corrida, tecendo duras críticas ao sistema judicial pela forma como tem sido tratado. "Não cederei, não me renderei, não me retirarei. Peço-vos que me sigam", afirmou na conferência.

 

As eleições em França vão realizar-se a 23 de Abril (a primeira volta) e a 7 de Maio (a segunda volta.

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