Guindos: Economia espanhola entra em 2016 com crescimento próximo de 3,5%
O ministro espanhol da Economia alerta que a constituição de um Governo que reverta as reformas e aumente a despesa pública terá um impacto significativo nos custos de financiamento do Estado.
O ministro espanhol da Economia, Luis de Guindos, afirmou esta segunda-feira, 11 de Janeiro, que o país vizinho entrou em 2016 "com um ritmo de crescimento próximo de 3,5%", tal como indicam diversos indicadores, entre os quais a venda de automóveis, a balança de pagamentos, a produção industrial, as vendas das grandes empresas e os índices de confiança.
Em declarações à Cadena Cope, citadas pelo Cinco Días, Guindos destacou também que a taxa de criação de emprego, medida em função da evolução do número de inscrições na Segurança Social, praticamente triplicou no último trimestre de 2015.
Sobre a evolução da bolsa espanhola, o ministro da Economia sublinhou a situação de "nervosismo a nível internacional" que se vive actualmente, devido à desaceleração da economia mundial, centrada nos países emergentes, com destaque para a China.
Enquanto os países emergentes estão "claramente a desacelerar" e a ser afectados pela queda dos preços das matérias-primas, nos Estados Unidos e na Europa os indicadores não são negativos, segundo Guindos.
No caso espanhol, em particular, é preciso considerar "a maior incerteza política" que se gerou depois das eleições legislativas de 20 de Dezembro.
"A questão fundamental é saber qual vai ser o sentido da política económica do próximo Governo", destacou o ministro, acrescentando que o melhor para a estabilidade e confiança seria uma grande coligação entre PP, PSOE e Cidadãos.
"Os mercados querem governos estáveis e fortes. Se se percebe que vai existir um Governo que reverta as reformas, modifique a reforma laboral, aumente a despesa pública, que interfira no sector bancário, que reduza a competitividade, não há dúvidas que isso teria um impacto nos custos de financiamento do Estado", advertiu Guindos.
A possibilidade de uma aliança ampla entre PP, PSOE e Cidadãos foi mais uma vez afastada pelo líder dos socialistas Pedro Sánchez que reiterou, esta segunda-feira, que o seu partido não vai apoiar Mariano Rajoy como primeiro-ministro.