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Schäuble: Novo resgate à Grécia será menor do que os anteriores

O terceiro programa de ajuda para Atenas será "mais reduzido" que os dois precedentes, afirmou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, numa entrevista publicada esta quinta-feira.

23 de Agosto de 2013 às 10:26

"Antecipamos [a necessidade de dar] ajudas suplementares - sob a condição de o Governo de Atenas cumprir os seus compromissos e com a ideia de que serão verbas bastante mais reduzidas” do que as dos anteriores resgates, disse Wolfgang Schäuble ao jornal económico “Handelsblatt”.

No início desta semana, a 20 de Agosto, durante um discurso de campanha, Schäuble afirmou, pela primeira vez, que a Grécia vai precisar de um terceiro resgate. “Haverá, mais uma vez, um programa de ajuda à Grécia”, disse o ministro das Finanças da Alemanha durante um evento de campanha das legislativas de 22 de Setembro na cidade de Ahrensburg, citado pela agência Bloomberg.

Um dia mais tarde, Angela Merkel também falou sobre o tema para referir que, para já, não é possível avançar com o montante da nova ajuda. “Não posso dizer hoje o valor que poderá ser

Os problemas na Grécia não vão estar resolvidos em 2014. Portanto, algo mais terá de acontecer.
 
Jeroen Dijsselbloem
Presidente do Eurogrupo

necessário. Não posso definir nem confirmar um valor. Só seremos capazes de o fazer em meados do próximo ano”, disse Angela Merkel numa entrevista ao canal de televisão Sat.1.

Angela Merkel referiu ainda que Atenas fez progressos, e que não espera outra reestruturação da dívida grega.

No mesmo dia, o membro do conselho executivo do banco Central Europeu (BCE), Joerg Asmussen, de visita a Atenas, afirmou que o Eurogrupo está comprometido em ajudar o país. Asmussen acrescentou que a Grécia assiste neste momento aos primeiros sinais de estabilização, mas o desemprego ainda está em níveis inaceitáveis, pelo que Atenas deverá prosseguir com as reformas estruturais.

Esta quinta-feira foi a vez do presidente do Eurogrupo admitir que a Grécia precisa de um novo resgate em 2014. “Os problemas na Grécia não vão estar resolvidos em 2014. Portanto, algo mais terá de acontecer”, afirmou o presidente do Eurogrupo em entrevista ao jornal neerlandês “Het Financieele Dagblad”.

Olli Renh também já afirmou que não exclui a possibilidade de um novo resgate à Grécia, mas indicou que existem outras opções para manter o programa de ajuda em andamento. Uma das opções indicadas pelo Comissário Europeu para os Assuntos Financeiros e Monetários é a extensão dos prazos de pagamento para os empréstimos concedidos.

O primeiro-ministro finlandês, Jyrki Katainen, em entrevista a um canal televisivo mostrou compartilhar a visão de Renh, indicando que a extensão dos prazos de pagamento é preferível a um novo resgate à Grécia. Porém, o primeiro-ministro nórdico sublinhou que a Grécia ainda não pediu mais fundos.

Outra opção alternativa a um novo empréstimo seria o perdão de parte da dívida helénica, mas Angela Merkel já afirmou que esse cenário está fora de questão. Esta quinta-feira, em Estugarda, a chanceler alemã reiterou que um perdão da dívida iria criar incerteza.

Está previsto que o programa de assistência financeira à economia grega termine em 2014, mas o Fundo Monetário Internacional estima que a Grécia tenha um défice de financiamento de cerca de nove mil milhões de euros em 2015.

No total, a Grécia já recebeu dois resgates no valor de 240 mil milhões de euros: um em 2010 no valor de 110 mil milhões e um segundo em 2011 no valor de 130 mil milhões.

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