pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Compras da Segurança Social ao Estado baixam dívida pública (act.)

No primeiro semestre o pesa da dívida pública no PIB caiu para 128,7%, mas a redução deveu-se essencialmente ao esvaziar de cofres e a compras da Segurança Social ao Estado.

maria luís albuquerque
maria luís albuquerque Miguel Baltazar/Negócios
06 de Outubro de 2015 às 11:26

O peso da dívida pública no PIB caiu para 128,7% do PIB no final do primeiro semestre, uma queda face ao valor do primeiro trimestre (130,4% do PIB explicada pela utilização de depósitos (o que evita a emissão de dívida pública, permitindo a sua redução) e por compras de dívida pela Segurança Social ao Estado (o que baixa o "stock" de dívida que conta para Bruxelas, visto que o endividamento permanece dentro do Estado). As contas são do Conselho das Finanças Públicas (CFP) que destaca que, sem o efeito da redução de depósitos, o stock de dívida da administração central aumentaria.

"No primeiro semestre registou-se uma redução do rácio da dívida pública na óptica de Maastricht [a que conta para Bruxelas] para 128,7% do PIB, o que reflecte uma melhoria de 1,6 pontos percentuais do PIB face ao verificado no 1.º trimestre (130,4% do PIB)" [130,2% em Dezembro de 2014]" reporta o CFP, no relatório "Evolução económica e orçamental até ao final do primeiro semestre de 2015", publicado esta terça-feira, 6 de Outubro, no qual explica que "os subsectores da administração central e a administração regional e local deram um pequeno contributo para aquela redução (142 milhões de euros), bem como a evolução favorável do PIB nominal (1.491 milhões de euros)", e destaca que "o factor mais decisivo foi a aquisição de dívida pública por parte do subsector dos fundos da segurança social, que permitiu uma redução da dívida pública consolidada".

O relatório não quantifica o valor das aquisições da Segurança Social. O Negócios questionou o CFP que não prestou essa informação, rementendo para o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS): "a informação sobre a evolução da dívida pública na posse do FEFSS deverá ser solicitada diretamente às entidades responsáveis pela gestão deste Fundo". Outro factor que ajudou à redução de dívida foi a utilização de 2,4 mil milhões de euros nos depósitos do Estado, cujo valor total baixou de 17,7 mil milhões para 15,3 mil milhões no trimestre. A dívida bruta do Estado e institutos públicos líquida de depósitos aumentou no período, calcula ainda o CFP.

"A dívida pública na óptica de Maastricht [a relevante para Bruxelas] líquida de depósitos da administração central aumentou 1,4 mil milhões de euros face ao trimestre anterior, fixando-se em 211,8 mil milhões de euros (120,0% do PIB) no final do 2.º trimestre de 2015. Os depósitos ascenderam a 15,3 mil milhões de euros, um valor inferior ao verificado no trimestre anterior (17,7 mil milhões), tendo havido neste trimestre uma utilização de depósitos mais expressiva", nota o CFP, que aponta que "o nível de depósitos deste trimestre voltou a níveis semelhantes ao 4.º trimestre de 2011, equivalendo a cerca de 6,7% da dívida pública bruta (8,7% do PIB)".

Notícia actualizada às 18:00 com resposta de Conselho de Finanças Públicas.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.