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Dívida pública continua a cair em outubro

A dívida pública caiu 0,3 mil milhões de euros, para 271,2 mil milhões de euros

Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 02 de Dezembro de 2021 às 11:31

Em outubro, e sob a ótica de Maastricht, a dívida pública caiu 0,3 mil milhões de euros, para 271,2 mil milhões de euros, seguindo assim a tendência de setembro, revelam os dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

Para a instituição financeira, "esta redução refletiu, essencialmente, amortizações de títulos de dívida no valor de 0,5 mil milhões de euros".

Os depósitos das administrações públicas diminuíram 2,6 mil milhões de euros. Deduzida desses depósitos, a dívida pública aumentou 2,3 mil milhões de euros, para 251,2 mil milhões de euros.



No relatório de monitorização pós-programa de ajustamento de Portugal, divulgado no passado dia 24 de novembro, a Comissão Europeia afirmou que "o financiamento soberano e a capacidade de pagar a dívida continuam sólidos". Ainda assim, Bruxelas considera que "o elevado rácio de dívida pública no PIB e as vulnerabilidades inerentes continuam a exigir uma monitorização regular" ao país.

No curto prazo, a capacidade de pagar a dívida pública "está segura", afirma a Comissão. Para os técnicos europeus, "as taxas de juro "baixas e relativamente estáveis", bem como "a almofada financeira sólida" são suficientes para "atenuar potenciais necessidades futuras".

No médio a longo prazo, Bruxelas insiste em políticas orçamentais "prudentes e mais amigas do crescimento", combinadas com "reformas estruturais que impulsionem o crescimento potencial" do país. "Seriam importantes para fortalecer a sustentabilidade e resiliência das finanças públicas e, por conseguinte, a capacidade de pagamento" aos credores.

A dívida pública subiu de 116,6% do PIB em 2019 para um máximo histórico de 135,2% do PIB em 2020, devido sobretudo à contração económica e ao défice primário (que exclui os encargos com a dívida pública) causados pela pandemia de covid-19. O Governo e Bruxelas esperam que regresse à trajetória descendente este ano, "alavancada pela melhoria das condições económicas e pelas taxas de juro relativamente baixas".


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