Finanças Públicas Dívida pública sobe 1,1 mil milhões de euros em março

Dívida pública sobe 1,1 mil milhões de euros em março

A dívida pública subiu pelo terceiro mês consecutivo no início deste ano, superando novamente os 250 mil milhões de euros.
Dívida pública sobe 1,1 mil milhões de euros em março
Lusa
Tiago Varzim 02 de maio de 2019 às 10:58
A dívida pública aumentou 1,1 mil milhões de euros em março deste ano, situando-se agora nos 250,4 mil milhões de euros - o valor mais elevado desde novembro do ano passado. Os dados foram revelados esta quinta-feira, 2 de maio, pelo Banco de Portugal. Desde o início de 2019, a dívida pública já soma mais cerca de 5,5 mil milhões de euros. 

"Para este aumento contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida", esclarece o banco central. Em causa estiveram, entre outras operações, as idas ao mercado por parte do IGCP. Em março, a agência que gere a dívida pública emitiu duas linhas de Obrigações do Tesouro com um valor total 1,25 mil milhões de euros.
 

Na nota de informação estatística divulgada hoje, o Banco de Portugal revela ainda que os ativos em depósitos das administrações públicas - a chamada "almofada financeira" - aumentaram 1,2 mil milhões de euros, tendo atingido os 22,7 mil milhões de euros. A dívida pública líquida de depósitos baixou 100 milhões de euros, totalizando 227,7 mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, prevê que no próximo ano a dívida pública diminua não só em percentagem do PIB, mas também em termos nominais. Esse é o ano em que o Governo antecipa que Portugal registe pela primeira vez excedentes orçamentais. Ou seja, o Estado deixa de precisar de financiar-se para pagar despesa e começa a registar excedentes que podem ser utilizados para reduzir o fardo da dívida pública. 

Apesar da subida do valor nominal da dívida pública - que tende a ser maior no início do ano por ser quando o IGCP concentra as idas ao mercado -, o seu peso na economia tem baixado por causa do contributo positivo do crescimento do PIB. A meta do Governo é baixar o 
rácio da dívida pública dos 121,5% em 2018 para os 118,6% em 2019.

Além disso, o custo médio da dívida pública tem vindo a baixar gradualmente ao longo dos últimos anos. O endividamento custou 2,8% no ano passado, abaixo dos 3% de 2017. Acresce que entre janeiro e março de 2019, o custo da dívida emitida situou-se nos 1,7%, também este um novo mínimo histórico (pelo menos desde 2010). 

Recorde-se que, normalmente, há uma concentração da maior parte das idas ao mercado por parte do IGCP no início do ano para fazer face às necessidades de financiamento das administrações públicas, o que resulta em maiores aumentos do valor absoluto da dívida pública na primeira parte de cada ano.

O montante das necessidades de financiamento líquidas do Estado no ano de 2019 deverá situar-se em cerca de 8,6 mil milhões de euros. Segundo o programa de financiamento, a agência que gere a dívida pública portuguesa pretende emitir um total de 15,4 mil milhões de euros em Obrigações do Tesouro, o que representa um aumento de 400 milhões de euros face ao que esperava emitir no ano passado.

(Notícia atualizada às 11h17 com mais informação)



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