Finanças Públicas Dívida pública sobe 1,2 mil milhões de euros em fevereiro

Dívida pública sobe 1,2 mil milhões de euros em fevereiro

A dívida pública subiu pelo segundo mês consecutivo no início deste ano.
Dívida pública sobe 1,2 mil milhões de euros em fevereiro
Duarte Roriz / Jornal de Negócios
Tiago Varzim 01 de abril de 2019 às 11:01
A dívida pública aumentou 1,2 mil milhões de euros entre janeiro e fevereiro deste ano, situando-se agora nos 249,3 mil milhões de euros. Os dados foram revelados esta segunda-feira, 1 de abril, pelo Banco de Portugal. 

Em janeiro, a dívida pública tinha subido três mil milhões de euros devido ao acréscimo dos títulos de dívida. Já em dezembro, a dívida pública tinha registado uma queda de 6,5 mil milhões de euros, a maior desde 2015, que se explica pelo último pagamento antecipado feito por Portugal ao Fundo Monetário Internacional (FMI), uma amortização de 5,5 mil milhões de euros.

"Para este aumento contribuiu essencialmente o acréscimo dos títulos de dívida", detalha o Banco de Portugal. Em fevereiro, o IGCP - a agência que gere a dívida pública - emitiu mil milhões de euros a curto-prazo e mais mil milhões de euros em títulos de dívida a 10 e 15 anos

O custo médio da nova dívida em janeiro e fevereiro desceu de novo para os 1,8%, depois de em janeiro ter subido para os 1,9%, segundo a informação dos boletins do IGCP.

Na nota de informação estatística divulgada hoje, o Banco de Portugal revela ainda que os ativos em depósitos das administrações públicas - a chamada "almofada financeira" - aumentaram mil milhões de euros, atingindo os 21,5 mil milhões de euros. A dívida pública líquida de depósitos subiu 200 milhões de euros, totalizando 227,7 mil milhões de euros.

Apesar da subida do valor nominal da dívida pública, o seu peso na economia tem baixado graças ao crescimento do PIB. A meta do Governo é baixar o rácio da dívida pública dos 121,5% em 2018 para os 118,5% em 2019.

Recorde-se que, normalmente, há uma concentração da maior parte das idas ao mercado por parte do IGCP no início do ano para fazer face às necessidades de financiamento das administrações públicas, o que resulta em maiores aumentos do valor absoluto da dívida pública na primeira parte de cada ano.

(Notícia atualizada às 11h26)



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