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Dívida pública volta a ultrapassar os 90% do PIB no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, o endividamento público equivaleu a 91% do PIB. Valor representa um aumento de 1,3 pontos percentuais face ao final do ano passado quando a dívida se fixou nos 89,7% do produto interno bruto.

O ministro das Finanças prevê que o rácio da dívida seja de 87,8% do PIB no final deste ano.
O ministro das Finanças prevê que o rácio da dívida seja de 87,8% do PIB no final deste ano. Mariline Alves
11:16

A dívida pública voltou a ultrapassar os 90% do produto interno bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, 4 de maio, pelo Banco de Portugal.

"No primeiro trimestre do ano, a dívida pública totalizava 91% do produto interno bruto, o que representa um aumento de 1,3 pontos percentuais relativamente ao final do ano anterior", refere o supervisor numa nota sobre a evolução do endividamento público. Recorde-se que no final de 2025, a dívida pública fixou-se nos 89,7% do PIB, ficando abaixo da meta do Governo, no registo mais baixo desde o final de 2009.

Para este ano, o ministro das Finanças prevê que a dívida pública se situe nos 87,5% do PIB, mantendo a trajetória de descida dos últimos anos após o pico da pandemia de covid-19. O valor foi atualizado , 30 de abril, em Bruxelas. No documento, o Governo explica que para a redução em 2026 "irá contribuir novamente o crescimento económico (3,9 p.p. do PIB) e o excedente primário (2 p.p. do PIB), em parte compensados pelos ajustamentos défice-dívida (1,9 p.p. do PIB) e pela despesa com juros (1,9 p.p. do PIB)."

Os dados do Banco de Portugal (BdP) mostram ainda que em março, a dívida pública na ótica de Maastricht aumentou 500 milhões de euros, para 283,2 mil milhões de euros. O aumento, explica o BdP, ficou a dever-se ao "incremento das responsabilidades em depósitos (+0,4 mil milhões de euros), em particular, o acréscimo dos certificados de aforro (+0,3 mil milhões de euros) e dos depósitos de entidades públicas no Tesouro (+0,3 mil milhões de euros). Os certificados do Tesouro, pelo contrário, reduziram-se (-0,2 mil milhões de euros)."

O supervisor detalha ainda que os "títulos de dívida aumentaram 0,1 mil milhões de euros, com evoluções distintas por maturidade. Os títulos de longo prazo cresceram 1,0 mil milhões de euros, enquanto os de curto prazo diminuíram 0,9 mil milhões de euros."

Notícia atualizada às 11:30 com mais informação

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